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FURIOUS ZOO
Furioso III
Brennus Music – imp.
Banda francesa que, segundo o release da gravadora, seus membros são fãs e influenciados por Glenn Hughes. Pode ser verdade e ao ouvir atentamente, alguma coisa a gente vê ali de Trapeze, outra de Deep Purple e acolá da carreira solo do Voice Of Rock. Mas a banda consegue com desenvoltura ter uma certa personalidade. Nesta saga Furioso, que chega ao volume 3, a banda mostra músicas fortes, composições marcantes e muita fúria (dentro do estilo). Apesar de francesa, logo, latina, a banda mostra uma veia mais fria à européia, e várias faixas como Cold Like Ice (até nos títulos eles querem passar essa frieza do que uma música mais tropical e praiana, como a maioria) são evidências disto. Destaque para a boa versão de Into The Groove da Madonna (sim, isso mesmo, da Rainha do Pop), mostrando como uma música Pop de qualidade pode dar bons frutos com guitarras, peso e distorção. Recomendado á todos fãs de Hard em geral. A banda ainda não é conhecida no Brasil, mas este volume 3 pode ser o começo. Só depende de você, leitor e Hard Rocker! JCB – 8,5

FIINKY PIE
Rust
Brennus Music – imp.
O Francês Fiinky Pie volta com um Hard menos festeiro, menos LA, menos californiano, e mais sóbrio, sério, ainda que alegre. Essa mudança se deve a não sei o que, mas Rust (o nome já entrega, assim como a capa mais suja, bravia e quase Heavy Metal) segue essa linha, lembrando a fase nova do Firehouse, que nunca foi uma banda muito à LA Music, e em sua fase atual, soa mais séria, pesada e sóbria do que nunca! Welcome To The Show abre bem seguida de Tale Of A Wolf, dois Hard’n Heavy’s de peso. Master Of Evil, pelo título já entrega, mas a batida da bateria de é arrasadora! Os riffs um pouco mais graves do que o habitual compõe, com vocal rasgado e grave, puta som! Live To Ride é um Hard moderno, cheio de groove, bem pesado, quase Heavy. Vampire também, Hurricane é um furacão sonoro. E assim vai. Cara, que disco! Vá atrás do seu sem falta! JCB – 9,5

RATTLESNAKE REMEDY
Magic Man
Bem Records – imp.
Que ao menos um terço das bandas de Hard Rock tenham influência do Whitesnake, é totalmente compreensível. E que um décimo ou tenha cobras na capa, ou no nome, ou no logo, idem. E que os clones surjam em proporções atacadistas, também se entende. O que não se entende, nem compreende, é que estas bandas não procurem algo original. O Rattlesnake Remedy poderia ser um antídoto para essas cobras, mas não é. Aliás, hoje em dia, há tantas bandas clones que soam legais, pois fazem bem feito, com personalidade. Mas o RR não é tanto. São boas composições de um Hard bem sacado, que se tivesse surgido nos anos 80, daria o que falar, mas com tantas bandas e discos lançados nestas décadas, tem que ter um diferencial, e não apenas fazer um tributo, uma homenagem ou apenas por diversão. Boa banda e bom disco, mas nada que mudará sua vida. RS – 7,5
info@bem-records.com

VIXEN
Live & Learn
Vigilante PR – imp.
As minas voltaram! Na verdade, as minas viraram quarentonas, mas musicalmente estão enxutas. Claro, quando surgiram fizeram muito mais sucesso em virtude da beleza do que da música propriamente dita, visto que na época, poucas bandas totalmente femininas existiam, tirando as medalhonas do Girlschool e do Runways. Apenas com uma integrante da formação original a banda volta à ativa lançando este Live & Learn com 11 faixas inéditas e um cover, Suffragette City, de David Bowie. Mesmo a banda nunca tendo sido tanta coisa, foi mais famosa pelos motivos já citados do que ouvida, esperávamos mais deste Live & Learn. Uma pena. Quem sabe nessa volta venham discos mais representativos. RS – 7,0
vigilante@peroxidemusic.com

QUIET RIOT
Ruhab
Vigilant – imp.
CD novo da trupe de Kevin duBrown, mas realmente, a banda não é mais a mesma. Longe do vigor, dos petardos e da intensidade dos anos 80, este Ruhab não faz jus à discografia da banda. Não é um disco ruim, mas passa longe do que o QR já foi um dia. Sim, tem coisas e elementos tradicionais da banda, com Kevin ainda cantando bem. O instrumental é afiado, mas as composições não são lá essas coisas. E Hard Rock é aquela coisa: ou as músicas funcionam e são acessíveis, ou não. E aqui não são. Mesmo assim, salvam-se alguns bons momentos, mas longe de outrora, repito. Uma pena, mas que venham mais discos, quem sabe a banda ressurja! Em tempo, a banda mudou muito, com Neil Citron  nas guitarras, em uma banda que já teve ninguém menos do que Randy Roads e Carlos Cavazo. No baixo, no lugar do lendário Rudy Sarzo (Ozzy, Dio, Whitesnake) veio o também bom Tony Franklin. Alguns destaques como Black Reign, Strange Daze e Beggars And Thieves. Muito pouco. RS – 7,0     www.demolitionrecords.com

GMT
Bitter And Twisted
Independente – imp.
GMT significa Guy, McCoy e Tormé, banda de Bernie Tormé (Ozzy, Gillan, Desperado (Dee Snider), LA Guns, Clive Burr, etc.), Joh McCoy (Gillan, Mammoth, Samson, Joey Beladonna, UK Subs, Atomic Rooster) e Robin Guy (Bruce Dickinson, Faith No More, Lars Frederiksen). Um misto de Hard, Heavy, Punk, Hardcore, Heavy Rock, Psycodelic, Classic Rock! Sem destaques individuais, pois a banda é uma constelação de estrelas e de ex-bandas dos mesmos. A qualidade é aprovada, embora não tenham composto nenhum clássico neste Bitter And Twisted. Mesmo assim, recomendado, Classic Rockers! RS – 7,0 info@gmtrocks.com

THUNDER
Robert Johnson’s Tombstone
Frontiers – imp.
A banda inglesa de Hard Rock que ficou um pouco conhecida aqui graças a abertura dos shows do Iron Maiden no Brasil em 92 (última turnê de Bruce Dickinson na banda então), e só. A banda também não teve explosão mundial, nem no finalzinho da época de ouro do estilo no começo dos anos 90 e nem depois, nem mesmo no Underground. Com uma capa legal, fazendo menção a Robert Johnson, pai do Blues, que dizia que o Diabo o acompanhava a todo momento, e por conseqüência e daí, o Diabo ser o pai do Rock, é interessante. Mas sua música não. Sim, temos bons momentos, quase no CD todo, mas nenhuma faixa que fique marcada em sua mente. Mesmo hoje com milhares de bandas de Hard Rock no mundo, com uma centena com sucesso e reputação na cena (incluindo as bandas novas e os medalhões até), o Thunder continuará (ainda) a mercê das mesmas. RS – 7,0


FAIR WARNING
Brother's Keeper
Frontiers – imp.
Uma das mais tradicionais bandas da nova safra do Hard Rock atual (cena liderada pelas bandas alemãs), o Fair Warning (não confunda com o Prog Metal americano Fates Warning, por favor!) lança mais um rebento, Brother's Keeper. Neste CD, a banda trás uma sonoridade ainda fria (o Hard alemão não é muito festeiro como o norte-americano), sóbria e adulta. O vocal de Tommy Heart lembra muito o Firehouse e algumas músicas deste álbum também, como Generation Jedi, mais cadenciada, lenta, sem ser balada e a que abre o CD, Don’t Keep Me Waiting. Já Rainbow Eyes é gostosa e climática, enquanto Push Me On, segue a mesma linha, mas mais empolgante, com a guitarra de Helge Engelke derramando feeling. E por aí vai, faixas nessa linha entremeadas à algumas (muitas) baladas. A banda sempre foi sucesso, no Underground, e se depender de Brother's Keeper, continuará sendo. Mas cada vez mais consolidada! JCB – 8,0


TEN
The Twilight Chronicles
Frontiers – imp.
Gary Hughes está de volta com o seu Ten. Antes de mais nada, não confunda ele com Glenn Hughes, pois nem parentes eles são, apesar de ambos serem ingleses e exímios compositores (como cantor, Glenn Hughes é Hour Concur). O Ten primou por ser uma banda Ópera Hard’n Heavy constante. Todos os seus discos são verdadeiras obras, nem sempre primas, mas discos conceituais com várias passagens, interlúdios, vinhetas e introduções aos próximos capítulos. O Ten ainda está longe de soar bombástico como Spellbound, mas ainda faz discos muito bons, como este. Triste, melancólico, desesperançoso, frio e introspectivo, The Twilight Chronicles é um CD que remete á diversas fases da banda. Apesar de conceitual, as faixas variam muito de qualidade entre si. Destacam-se Hallowed Ground que é épica e quase um AOR 80’s (grande fonte de inspiração para Mr. Gary), melodiosa e grudenta. Oblivion é plenamente acessível e quase comercial, uma grande canção. Mas o que quebra nos disco do Ten, é a quantidade excessiva de baladas. Ok, todo disco de Hard Rock tem às pencas, mas no Ten chega as vezes a ser mais do que a metade! Não fosse isso, a banda teria maior sorte no mercado e maior quantidade de fãs também! Aliás, diga-se de passagem: que adianta as bandas Underground fazerem baladas comerciais, se elas não vão tocar nas rádios nem passar na MTV, e esse público potencial que gosta delas, nunca terão acesso às estas bandas e nem tem interesse em conhecer bandas novas, pois só ouvem o que as grandes emissoras empurram goela abaixo? Ninguém pensou nisso? Ao passo que, no Underground, o público em questão quer ouvir Rock’n Roll de verdade, com guitarras afiadas, seja em riffs e bases consistentes, solos inspirados e musicais, baterias rápidas com pegada e música pesada.
JCB – 8,0


ROCK THE BONES
Volume 4
Frontiers – imp.
Coletânea dupla da Frontiers, com 31 bandas e 31 faixas, uma de cada. Hoje, este tipo de coletânea perdeu um pouco de espaço devido aos downloads, já que, mesmo aqueles que são fiéis e compram seus CDs de forma legal e convencional (a maioria ainda é assim, do verdadeiro público consumidor, que sempre consumiu e sempre consumirá), baixam uma ou duas músicas de cada artista para ter uma idéia do que se trata. Mas como a italiana Frontiers é uma tradicionalista de mão cheia, eles lançam esta ousada coletânea com tudo de bom que foi lançado em 2006 pela gravadora. Saca só: Surivor com Reach, Toto com King Of The World, Glenn Hughes com This Is How I Feel, Ten com The Chronicles, Jeff Scott Soto com If This Is The End, Kiske com Painted, isso só no CD1 (entre outras, claro). No CD2 como destaques temos Winger com Richt Up Ahead, Talisman com Rhyne Of Reason, Jorn com Fool For Your Loving (a malfada cover do Whitesnake) , Sunstorm de Joe Lynn Turner com Fame And Fortune, Hartmann com Coming Home To You entre tantos outros. Enfim, se você ainda utiliza das coletâneas para conhecer bandas novas ou o que as antigas estão fazendo, ou ainda, é colecionador deste tipo de formato, ei-lo aqui! RS – 8,5


SUNSTORM
Sunstorm
Frontiers – imp.
Banda de Joe Lynn Turner com Dennis Ward (Pink Cream 69) e Jim Peterik (ex-Survivor e atual Pride Of Lions). Este projeto (mais um) de Mr. Turner é um dos mais relevantes do que tem feito desde que saiu do Deep Purple no começo dos anos 90! O disco leva o nome da banda e a capa não é das mais interessantes. Tá. Mas, e a música? Fabulosa! Mr. Turner sabe como poucos cantar, compor e emocionar! Keep Tonight abre num bom Hard, mas é em Fame And Fortune que o AOR vem a tona, numa música perfeita para tocar nas rádios: acessível, melodiosa, pesada e cativante! Que refrão! Como canta Mr. Turner! Já This Is My Heart é puro PC69! Imagine o Pin Cream 69 tocando com Mr. Turner nos vocais no lugar de Mr. Readman? Sensacional! Diga-se de passagem, a dupla Turner/Ward funcionou e este projeto tem que explodir e lançar mais e mais discos! Um fusão inimaginável há tempos atrás, mas além de possível, trás músicas que correram lágrimas dos ouvintes (e olhe que estou ignorando as baladas nesta resenha!)! First Full Of Heat é outro arrasa-quarteirão, outra pauleira (para nostalgiar os leitores), rápida, pesada, vocal indefectível de Mr. Turner e guitarras inspirada de Uwe Reitenauer e baixo idem, mostrando o diferencial das bandas que Mr. Ward toca: o baixo não fica escondido, mas sim faz linha de frente nas composições e execuções. Night Moves é a mais oitentista, quase 70’s, puro AOR! Estas são as faixas que saltam aos ouvidos, mas Sunstorm é retilíneo do começo ao fim!
JCB – 9,0


AVALON
The Richie Zito Project
Frontiers – imp.
Projeto de Richie Zito guitarrista de Los Angeles que já tocou com Art Garfunkel, Barbara Streisand, The Beach Boys, Donna Summer, Diana Ross, Tina Turner, Kenny Rogers e Lionel Richie, além de Elton John, trilhas sonoras como  FLASHDANCE, TOP GUN, SCARFACE and BEVERLY HILLS COP, e produziu discos de The Cult, White Lion, Open Skyz, Mr. Big, Tyketto, Joe Cocker’s “You Can Leave Your Hat On”, Eddie Money’s (Grammy Nominated) dueto com Ronnie Spector, “Take Me Home Tonight”, Heart’s Triple Platinum “Brigade” CD e Bad English’s #1 Record “When I See You Smile”. Participam do disco Joe Lynn Turner (Deep Purple, Rainbow e dezenas de bandas), Eric Martin (Mr. Big), Richie Kotzen (Poison, Mr. Big), Danny Vaughn (Tykketo), Philip Bardowel (Unruly Child), Giorgio Moroder (Flashdance, Top Gun), Joey Carbone, Hugo Valenti (Valentine) e Joseph Williams (Toto). Esta Ópera Hard tem seus momentos pomposos e virtuosos, que agradará aos colecionadores do gênero! RS – 7,5


SLAMER
Nowhere Land
Frontiers – imp.
Banda do guitarrista Mike Slammer, que já tocou no HOUSE OF LORDS, SEVENTH KEY, STEELHOUSE LANE, CITY BOY, STREETS, QB1, KANSAS, FIONA's e HARDLINE. Ou seja, tarimba o menino tem de sobra. Aliás, tudo o que a Frontiers lança é com qualidade quase sempre garantida! Um bom Hard Pop, com passagens de Hard Rock, AOR, mas bem leves. Apesar de trazer influência um pouco de cada uma de suas ex-bandas, ele atinge um nível único de composição (mesmo que lembre um pouco destas bandas aqui e acolá). Apesar disso, Nowhere Land quase chega a ser um soporífero de tão baladioso e lento que é. Sem destaques individuais. RS – 6,5


DESPERADO
Ace
Angel Air – imp.
Clássico dos clássicos! Uma das bandas de Dee Snider pós Twisted Sister! Ace é um discaço de Hard Rock, Heavy Rock e afins. O disco abre com um Blues com gaita e tudo, seguida da monumental Gone Bad. Run Wild Run Free (The Maverick) é um pouquinho Southern, enquanto Heart Is A Lonely Hunter já é quase uma banda à TS, bem oitentista. Pesada, com refrão forte, backing idem e dá nostalgia sim! See You At Sunrise é um Rockão, intensa e melódica. No restante do CD, que pode soar datado hoje, pois representa fielmente a cena na época de seu lançamento (90), é um resgate histórico, mostrando que, se o TS foi e sempre será o principal sucesso comercial de Dee Snider, mesmo assim ele fez muita coisa de qualidade. Obtenha esta pérola! JCB – 9,0



MICHAEL KISKE
Instant Clarity
Frontiers – imp.
Relançamento deste CD de 96, o melhor da carreira do ex-Helloween, o mais “metal” que ele fez desde sua saída. Kiske contou com dois guitarristas de peso participando em algumas músicas: Kai Hansen (ex-Helloween e atual Gamma Ray) em Be True To Your Self, New Horizons e em Thanx A Lot, e Adrian Smith (Iron Maiden) tratou de tocar na The Calling, Burned Out e New Horizons (junto com Kai!). Este Instant Clarity foi tão bom e repito, o melhor CD de Kiske em carreira solo, por ser uma continuação do injustiçado Chameleon, seu último disco em sua ex-banda. Metal ainda, mas mais soft, leve, Hard e muito de Pop, mas com peso e apelos. Também Instant Clarity foi tão bom, por ser uma resposta à sua ex-banda, que fazia sucesso já com Andi Deris no vocal. Além das músicas citadas com Kai e Adrian tocando, destacam-se Always e So Sick. Colecionadores, não percam esta pérola! JCB – 9,0

SPEEDFREAKS
Out For Kicks
Mondongo Canibale – imp.
O SpeedFreaks mostra-se diferente da maioria das bandas de seu país, a Suécia. Mas, embora o país tenha tradição no Black, muita no Death e bastante no Hardcore, hoje eles são uma usina de produzir grandes bandas de Hard e Heavy Metal também. Hard Rock’n Roll Heavy Punk, como muitas bandas vêem fazendo hoje, como seu patrícios do Wig Wam. Influências de Motörhead, Black Label Society, Black Sabbath, The Cult, Ramones, AC/DC e afins, soando as vezes Stoner, mas nem sempre. A formação é Tomas Modig (vocais), Edin “Edo” Seleskovic (guitarra), Peter H (baixo) e Pelle Skoglund (bateria) fazem um som cru, irradiante, contagiante, explosivo e despojado. Nada original, o bem da verdade, mas gostoso de se ouvir, e a surpresa vir de uma gravadora especializada em Metal extremo. Faixas: Out For Kicks, Somebody To Roll, Going Underground, Freakbeat, Violent Breed, Beautyshine, Agony Has No Age, The Dogs, Money? e Break-Out Times. RS – 7,5



BLISSED
Corrosive
Nightmare – imp.
Banda de Hard Rock, com um apelo moderno e até legal, atual, mas que não vinga. No Hard não tem jeito: ou você compõe músicas que fiquem na cabeça e que você saia assoviando ao menos alguma parte de alguma faixa do disco, ou então estará fadada ao ostracismo. A banda é americana, país onde o estilo tem a maior tradição e celeiro do mundo, mas eles quiseram ir na veia européia e esqueceram-se da raiz Rock’n Roll dos EUA. Ainda assim, destaques para Betrayal e Rise. RS – 6,5

GIUNTINI PROJECT
III
Frontiers – imp.

Mais uma das bandas e projetos que conta com o vocal do magnânimo Tony Martin. Desta feita, chegando ao terceiro disco deste intento de Aldo Giuntini, temos um grande trabalho de Hard Rock, algo AOR e bases Heavy Metal. Lembra algo sim de tudo que Tony cantou em outras bandas, inclusive a obscuridade de Headless Cross (Black Sabbath). A maioria das faixas são rápidas e virtuosas, como as que abrem a bolacha, Gold Digger e Not Connected, as lentas e sabbáticas Que Es La Vida e Mourning Star, e a boa regravação para Anno Mundi do TYR do mesmo Black Sabbath, Tony Martin Era. Ou seja, fãs de Hard, Heavy e Tony Martin maníacos, como eu, não pode ficar sem! Esperamos que alguém o lance no Brasil! JCB – 8,0
III
Three
Frontiers – imp.

Enquanto o projeto 3 tenores com Bruce Dickinson, Rob Halford e Geoff Tatte não sai da boataria ainda, a Frontiers se antecipa e o faz, na linha mais Underground e dentro do Hard Rock. Resultado: um dos melhores discos do ano! Reunindo Andre Andersen (Royal Hunt), David Readman (Pink Cream 69) e Paul Laine (Danger Danger), Three trás o que há de melhor no estilo das bandas dos participantes! Sim, temos a vistuose, a tecladeira e a viagem progressiva do Royal Hunt, a sensibilidade, peso e obscuridade do PC69 e o ar alegre “pero no mucho” e grudento do Danger Danger. Que disco!The Way It Goes é soberba, na linha PC69 (apesar de ser Paul Laine quem canta), sentimental e cativante! Rise e Tell Me Your Lies são Royal Hunt puro, enquanto nas baladas, que não sou fã, como Straight To The Heart, são certeiras! Pode ser um projeto montado, mas, e daí? Se é bo, ou melhor, excelente, é o que importa! JCB – 8,5
BEAUTIFUL CREATURES
Deuce
Perris – imp.

Hard Rock moderno, assim é o Beautiful Creatures. Apesar de trazer as referências dos anos 80, eles fazem um som mais atual, rememorando bandas atuais do Modern Hard, como Jet, Velvet Revolver, Brides Of Destruction e algo mais Alternativo como Audioslave. Ou seja, uma banda fiel às suas raízes, mas que está antenada com o que está acontecendo na cena atual, o que pode fazer alguns torcerem o nariz, mas agradar àqueles que aceitam estes elementos novos. JCB – 7,0
SOUL SIRKUS
World Play
Independente – imp.

Mais uma banda do multi-bandas Jeff Scott Soto (chamá-lo de multi-bandas já virou pleonasmo vicioso). Sem muitas novidades, são aqueles Rockões alternados com algumas baladas e momentos mais swingados, ou seja, marca e padrão de qualidade de JSS! Se você é fã dele, com certeza vai abraçar mais esta banda! Faixas como as bombásticas New Position, Alive, My Sanctuary (porrada quase Heavy Metal) e Another World (climática, fria e sombria), além das indefectíveis baladas. Recomendado! JCB – 8,5
acaganpr@aol.com
WIG WAM
Hard To Be A Hard'n Roller
Independente – imp.

Hard oitentista, com toques de modernidade, lembrando algo de The Darkness, sendo o oitentismo mais latente. In My Dreams abre bombástica, The Best Song In The World (assim como muitas outras) lembra no refrão e coral o Def Leppard fase Hysteria. Crazy Things e Bless The Night lembram o LA Hair Metal e No More Living On Lies e Out Of Time são climáticas e densas, típicas do Hard europeu, enquanto I Turn To You é grudenta e fechando o CD, a faixa-título, uma das melhores dos últimos tempos do estilo, com um refrão inesquecível (vem com um vídeo da mesma faixa)! Corra atrás do seu! JCB – 9,0
evald@norskrekord.no
ALWAYS
A Millenium Tribute To Bon Jovi
Versailles Records – imp.

A gravadora especializada em tributos lança este que é um dos maiores ícones do Hard Rock. Como todo tributo, temos bons e maus momentos, nem sempre as faixas são bem escolhidas. Aqui, há uma banda e se alternam praticamente apenas os vocalistas. John Corabi (Union, ex-Mötley Crüe) detona com Born To BeM y Baby, uma das melhores músicas de BJ, esquecida nos dias de hoje. Jani Lane também detona na também esquecida Lay Your Hands On Me, também do álbum New Jersey. Jizzy Pearl (Love/Hate, Ratt) também vai bem em Bad Medicine (também do New Jersey) e Colie Brice (da cena de Nova Jersey), único com duas músicas, a imortal Runaway e a fraca Always. JCB – 7,0
JUST LIKE PARADISE
A Millenium Tribute To David Lee Roth
Versailles Records – imp.

O eterno gigolo e ex-Van Halen tem um tribute só para ele (os anteriores eram para o Van Halen apenas, apesar de privilegiar sua época na banda). Bem superior ao do Bon Jovi, este tributo trás bandas de fato e de renome homenageando David Diamond Lee Roth. Destacando Corey Craven com Tobacco Road, Enuff Znuff com Yankee Rose, Jet Black Boy com Ain’t Talkin’ Bout Love (a melhor do Van Halen e a melhor deste tributo também) e a banda homônima para Hot For Teacher. Interessante. JCB – 8,0
STAR WOOD
If It Aint Broke, Break It!
Metal Blade – imp.

A banda até que começa bem o seu CD, mas cai na mesma rotina: eles se perdem do meio em diante. Ou seja, ainda não tem material suficiente para um full length. O começo é legal, Subculture é boa e What’s Your Damage é um arrasa-quarteirão (lembra dessa expressão?). A banda mostra um Rock’n Roll norte-americano de raiz, como Aerosmith e Guns’n Roses, com algo do escracho de Twisted Sister, com a modernidade de Brides Of Destruction. Mas o disco cai de produção daí em diante. De qualquer forma, para os Hardnáticos, mais um bom nome, que vale ao menos conhecer. JCB – 7,0
AVIAN
From The Dephts Of Time
Nightmare – imp.

Hard'n Heavy estilo Pink Cream 69, Crystal Ball sem muitas novidades, mas muito legal. Embora a gravadora seja dicotomica, ou seja, é especializada em Hard e AOR, mas conta com bandas de Heavy Tradicional, Melódico e até Thrash em seu cast e o Avian é o mais Hard de todos. Sem destaques individuais e sem também a acrescentar muito ao estilo, temos apenas mais um bom disco do estilo. RS – 7,0

STONER KINGS
Fuck The World
Rebel Breed – imp.

Apesar de fazer o estilo Stoner (o nome da banda já entrega), a banda é posta aqui na seção de Hard pois o Stoner Kings se renova e está mais para o Hard setentista do que as viajeiras do Stoner. Ok, vintage rolando solta, aquele clima Black Sabbath no ar com riffs gordurosos, baixo gravíssimo, e por aí vai. Fuck The World e desde longe o melhor disco da banda e um dos melhores do Stoner atual. Afinal, o estilo se torna maçante e o SK é uma das bandas que procura uma terceira via para o mesmo. Destaques para as duas primeiras faixas, Ichabod/Scum Of The Earth (eita mania setentista de colocar um intro dentro da primeira faixa e colocar o nome das duas faixas em uma só, tipo Hellion/Electric Eye do Judas Priest entre outras dos anos 70) e Mantric Madness. Ao longo do disco, Fuck The World sew repete, mas tudo bem, pois é bem superior ao álbum antecessor, Brimstone Blues. RS – 8,0
stonerkings@nic.fi

STEPHEN PEARCY
Fueler
Perris – imp.

Disco solo do ex-vocalista do Ratt e um dos baluartes do Hard Rock dos anos 80. Fueler é um bom CD sim, mas sinceramente, por tudo que fez em seu passado, Fueler decepciona. Overdrive abre no estilo Pearcy tradicional, enquanto Kill Kitty éum dos melhores momentos de sua carreira! That Sick Thing é maliciosa, cheia se ginga e com alguns wah-wah’s nas guitarras! Mas daí em diante o disco se perde, e SP se mete a fazer algumas misturas com elementos eletrônicos! Spy vs. Spy é uma m....! Parece Prodigy! Pra que isso? Pearcy não precisava disso, desnecessário! A coisa melhora com Dream Machine, mas tradicional e assim o disco vai alternando altos e baixos. Não fossem as recaídas “Industriais”, teria uma nota melhor. JCB – 7,5

SWEET CHEATER
Eatin’ Aint’ Cheatin’
Perris – imp.

Apesar do nome da banda ser adocicado, e do disco ser ultra-clichê, estamos diante de uma baita banda de Hard Rock! Anos 80 total! Imagina uma mistura de Ratt, Tesla e instrumental e músicas que lembram o Firehouse? São poucas baladas e a maioria dos temas são pesados, certeiros e sujos, mas com melodia. All Fired Up é Firehouse puro, em seu refrão e nas guitarras (maior influência da banda sem dúvida, lembrando também um pouco nos vocais nos tons mais altos). Summer, bem ensolarada, segue a mesma linha. Aliás, a banda consegue algo que poucas bandas novas do estilo consegue: fazer refrãos que ficam na sua cabeça horas depois de ter escutado o disco. Money’s Tough é outro arrasa-quarteirão na mesma linha, que porrada! Pesada, alternando momentos climáticos, frios, com um refrão atômico! Dancin’ On My Grave deveria tocar nas rádios, grudento, melodiosa, mas pesada (a produção do disco é certeira, deixa o som transparente e sujo ao mesmo tempo!). Enfim, se continuar, comento faixa por faixa, então, vá atrás do seu, desta jóia rara nos dias de hoje! Pois poucas bandas conseguem soar com autenticidade, resgatando aquele momento com sua própria personalidade e conhecimento de causa! JCB – 10

JOKER FIVE SPEED
Joker Five Speed
Perris – imp.

Esta banda já soa com muito menos identidade e propriedade da que você acabou de ler. A proposta é semelhante, resgatar o melhor da década de ouro do estilo, só que de uma forma mais atual. Ao contrário de muitos plays, que começam bem e caem de produção da sua metade em diante, Joker Five Speed começa meio perdido e se acerta em sua metade e daí deslancha! You Don’t Know me remete à bandas novas formadas por músicos antigos, como Velvet Revolver e Brides Of Destruction. She’s So já tem aquele jeito meio Backyard Babies. So Bored é quase Heavy Metal e Shotgun mostra a influência Punk Rock’n Roll (inclusive, essa faixa chega a lembrar o nosso Forgetten Boys) e por aí vai. Enfim, se você gosta de um Hard revitalizado e moderno, o Joker Five Speed é mais uma destas bandas! JCB – 8,0


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