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CRUSADER
Skinclad
Shiver – imp.
Quantas bandas, nomes de disco e de música você conhece com essa palavra? Inúmeras, mas mesmo assim, eles insistem e apesar da falta de criatividade em batizar seu grupo, não falta criatividade em compor música. O estilo? Power True Dragon Castle Metal e afins. Este Crusader vem dos EUA mesmo, formada em 99 e debutaram em 2000 com This Mortal Flesh, com Fools vindo em 2004. Skinclad de 2007, segundo o selo, promove um som puro, triunfal, dramático e heróico, ou seja, bem estereótipo mesmo. O disco é conceitual, com letras históricas e fantasiosas, feita por seis caras, mas nem precisava tanto. Enfim, se você é um caça-estereótipos, ouça Skinclad, se não for, passe longe. RS – 7,0

TRINITY
Heartbreak Ridge
Trinity – imp.
MCD ou EP independente desta boa banda de finlandesa (ô país para gerar bandas de qualidade). A banda mescla Heavy, Hard e AOR com Metal Melódico e algo de Prog também. A banda atira para todos os lados, mas não dá para saber em quais acertou, pois além de Heartbreak Ridge ter apenas cinco faixas, duas delas são covers inusitadas para bandas que em nada tem a ver com a dezena de estilos que a mesma faz: Pet Semetary (Ramones) e Ace Of Spades (Motörhead). Ou seja, apelaram para covers de bandas e músicas mais majadas possíveis. RS – 7,0

GRUDGES CLAW
Vision Weaver
Trinity – imp.
Mesmo caso. Pena que seja um EP, pois a banda mostra boas idéias e talento em forjar músicas legais de se ouvir e banguear. O vocalista arrisca uns agudos que na boa, só perde para Rob Halford, King Diamond, Mario Pastore e Michael Kiske. Das quatro faixas, uma dá nome à banda, outra é a carro-chefe, Time Machine mais a versão editada para rádios de Vision Weaver dão queimação no estômago de ansiedade de ouvir o full lenght. Confira! RS – 7,5

WRETCH
Reborn
Auburn – imp.
Grande banda de Power Metal! Ok, é mais um clone do Judas Priest, mas é legal! As guitarras dobradas, embora não seja mais nenhuma novidade, ainda são legais, quando são criativas. A bateria com dois bumbos ainda é legal, quando bem colocada nas faixas, sem saturação. E os vocais agudos (e bota agudo em Reborn) são legais também, se o cara que canta sabe fazer e sabe usar. Na verdade, pela modernidade das faixas, pela produção cristalina e pela afinação mais grave nas cordas, Reborn lembra mais a carreira solo de Rob Halford (principalmente em Resurrection) do que o próprio Judas, mas enfim, é um CD legal pra cacete! É porrada do começo ao fim! Mental Wars, Life, Eyes Of Hate, Skin To Skin, a faixa-título e tantos outros petardos fazem jus a tudo o que a banda conseguir daqui em diante! Uma obra-quase-prima! JCB – 9,0

MYLIDIAN
Birth Of The Prophet
Anvil Corp – imp.
Se os Mylidianfarão parte do grupo que tem sucesso, só o tempo o dirá, mas com uma grande estréia.Com um metal negro que combina momentos mais Death e Speed Metal com Metal Gótico e sinfônico em momentos genialmente orquestrados e coros grandiosos. Amendar faz as vozes masculinas urradoas e Elisabeth Bardel, os vocais líricos. Obscuro, Birth Of The Prophet é um grande álbum, com destaques para Chaos Prophet, Litany, Monastery Slaughter, e Prisoner Of My Dreams, mas o ato de mais de dez minutos para The Cursed Son (I. Betrayed By The Father, II. Forbidden Love, III. Birth Of The Prophet). Altamente indicado e recomendado! RS – 8,5

CELLADOR
Enter Deception
Metal Blade – imp.
Uma das poucas bandas de Power Metal do selo, e não que seja lá estas coisas, mas acaba chamando a atenção o fato de ser um estilo diferenciado da veia principal atual da label. A banda é norte-americana e se sai bem melhor que suas conterrâneas atuais, com bastante melodia e todas as demais nuances e clichês do Heavy Melódico noventista. Os músicos são novos, alguns menores de 18 anos, dando mais atenção, um ingrediente a mais. O instrumental é afiado e correto, não devendo em nada às bandas do velho continente. Erik Rutan também produziu este disco e, apesar de ser um produtor geralmente de Death Metal (Morbid Angel e Hate Eternal, bandas em que passou), soube trabalhar com esse peso. Talvez por isso o Cellador não soe tão feliz, tão Funny Metal como a maioria do estilo, soando mais pesado, sombrio e obscuro. Destaques para Leving All Behind e Never Again. JCB – 8,0

VIRON
NWOGHM
Sonic Age – imp.
Bela banda alemã de Power Metal tradicional. Tem melodias sim, mas esqueça do que se convencionou a se chamar de Melodic Metal. A banda segue a linha dos anos 80: bateria reta, sem dois bumbos à velocidade da luz, sem guitarras que nem vespeiro em chamas e nem gritinhos agudos irritantes (e sem frases com "Carry On" no meio de alguma música ou em algum título) e também sem letras felizes gratuitamente, pois isso já deu no saco. Esqueça também a arrogância do título (New Wave Of German Heavy Metal), fazendo alusão ao NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal). Encare mais como uma homenagem, até porque, o Metal alemão foi fortemente influenciado pelos britânicos pioneiros deste estilo. Momentos rápidos se alternam com outros mais cadenciados, concernindo sempre peso e melodia, com música bem sacadas, riffs secos e estruturas bem montadas, melodias melancólicas. Não há destaques nas faixas, pois o disco inteiro é ótimo! Parabéns ao selo grego, que revela estas pérolas escondidas no Underground! JCB – 9,0

DESTYNATION
Rising Up
Sonic Age – imp.
Estes suecos conseguiram em seu debut fazer um álbum de deixar o queixo caído. Eles fazem Power Metal melódico com calques de Heavy Tradicional. Até aí, nenhuma novidade, mas como eles fazem que é legal. As músicas funcionam, as composições são tri-legais e eles não exageram nos clichês: os vocais são agudos, mas não irritam. Os dois bumbos estão aqui, mas só na hora que as músicas pedem. Os solos são rápidos e técnicos, mas na hora que tem que ser e criam musicalidade! Destaques para os hinos ao True Metal, Freedom, Rising Up e Rising Flames. Recomendado, indicado para fãs de Heavy em geral! Parabéns ao selo grego que revela pérolas ao redor do mundo, não só da Grécia. RS – 8,5

EMERGENCY GATE
Nightly Rain
The Electric Co./Universal – imp.
Primeiro disco desta banda alemã, que se propõe a dizer que é Heavy Metal, mas que mescla stoner rock com New Metal. A banda é tão bizonha, que até nos covers eles pisam na bola, para Rock Me Amadeus, do também alemão Falco. Só para encher lingüiça, a banda é Fabian Kießling (guitarra/vocal), Mario Lochert (baixo), Vladi Doose (guitarra), Chris Rybak (teclado) e Stefan Paster (bateria), e destaque para Soulstreamer, meio heavy tradicional. Passo. RS
mario@emergency-gate.com
mourice@the-electric-co.com

BLACK STEEL
Hellhamer
Independente – imp.
Os australianos do Black Steel estão de volta com seu full lenght, após em 2004 terem lançado o EP Relentless Force, com covers para Power & The Glory (Saxon) e Emerald (Thin Lizzy) e o último disco inteiro de estúdio foi Destructor de 2001. Aqui eles executam Power Metal e Heavy Tradicional com influências e referências à NWOBHM. A banda é boa, mas abusa dos clichês do gênero. Mesmo assim, destaques para Annihilate, Grind Of Metal, The Holy Devil,  Death Or Glory e a faixa-título. Ou seja, True Metal na veia! RS – 7,0

ASTRAL DOORS
Astralism
Locomotive Records – imp.

Mais um grande disco desta grande banda sueca. Ainda eles mantém aquela veia influenciada por Rainbow, Black Sabbath fases Dio e Tony Martin. Se Evil Is Forever não foi um sucessor à altura do magnânimo Of The Son Of The Father, em Astralism a banda fez quiçá, seu melhor trabalho, quebrando a síndrome de bandas novas que surgem com explosão e se apagam no segundo ou terceiro disco. EVP abre num petardo, seguida da Rainbow total, Black Rain. London Caves, a melhor do disco, poderia estar em qualquer disco da carreira solo de Dio, com um refrão Hard (esta música poderia fazer parte de alguma propaganda de cigarro dos anos 80). Israel é lenta, pesada e dramática, Raiders Of The Ark segue a linha de London Caves, já mostrando um estilo próprio da banda em cima destas influências todas (quase sempre as músicas começam com o vocalista falando alguma frase-desfecho da música). Tears From A Titan é Sabbath puro, lenta a quebrada, e Oliver Twist também, mas cheia, baixo grosso, anos 70. Encerando, Apocalypse Revelead é melancólica, desesperançosa, dramática, soberba! Desde já um dos candidatos a disco do ano! JCB – 10
PAINMUSEUM
Metal For Life
C.M.M. Entertainment – imp.

Power Metal dos anos 80, ou atual e moderno True Metal, só que verdadeiro mesmo! A banda é um achado, com jeans, couro, tarraxas, cintos de bala e tudo o mais que você possa imagina dentro do estilo! A banda faz aquele Power oitentista, que se fundia com o Heavy Tradicional e com o Thrash (lembra bandas da época em que você não sabia se era Thrash, Power ou Heavy?). Aí olho o encarte e o release e vejo que quem forma a banda é nada menos do que: Metal Mike Chlasciak (G/Halford, Testament), Steve DiGiorgio (B/Testament, Death, Sadus, Iced Earth), Bobby Jarzombek (D/Halford, Iced Earth, Riot) e Tim Claybone (V/Hatred)! Metal For Life foi produzido por Roy Z (dispensa apresentaçãoes) e masterizado por James Murphy! E o CD ainda conta com alguns backings por conta de Joe Comeau (ex- vocal do Annihilator e ex-guitar do Overkill). Pô, puta apelação! Sendo assim, como um disco destes não poderia dar certo? Corra atrás do seu, porra! JCB – 9,0
BLACK ROSE
Explode
Independente – imp.

Embora tenha raízes fincadas no Heavy Metal Tradicional e influências claras da NWOBHM, eles não são aquela banda inglesa que fez parte deste movimento. Eles vem da Suíça e tiveram até seu CD homônimo lançado por aqui via Rock Brigade Records! Aqui, em Explode, com uma capa horrível (vamos caprichar mais, pessoal!), temos uma banda bem mais madura, ciente de que caminho quer trilhar, abandonando de vez qualquer lastro com o Power Metal moderno e abraçando de vez a causa do Heavy Tradicional! A faixa-título abre já mostrando essa mudança! O vocal lembra muito Blaze Bayley (mas lembra muito mesmo, quase igual) e o instrumental, um pouquinho o Iron Maiden nas fases obscuras (fase Blaze e das guitarras sintetizadas, sem que as guitarras aqui tenham sintetizador), como On Your Knees, além de várias citações à música clássica nos solos. Into The Night apresenta algo Hard, quase AOR, das saudosas propagandas de cigarro dos anos 80! On The Run te dá uma sensação de deja-vu constante. Já Love Will Never Die tem uma gingada, um swingue especial, meio lenta, meio maliciosa, lembrando o jeito de Nightmare do Saxon. Enfim, Explode é uma explosão de Heavy Metal Music! JCB – 8,5
NICODEMUS
Vanity Is A Virtue
Sonic Age – imp.

Caralho, que CD! Que banda! Revelação total, pena que ninguém no Brasil irá lançar e é totalmente desconhecida por aqui! Ta bom, não trás nenhuma novidade, nem originalidade, mas a mistura de influências e as composições são sensacionais! A banda é em suma Heavy Metal, com variações que vão o Melódico, Power, Tradicional, Hard, Prog e etc. Até aí, tem milhares de bandas no mundo que faz isso, mas não com o empenho e talento do Nicodemus. Benighted é um Stratovarius mais pesado, envolvente e cativante, Negative Ions tem teclados góticos e muito peso, com guitarras lascivas, melodia caótica e quebradeira de ritmos à Symphony-X. Pyramidian é mais Prog mesmo, enquanto Reason & Relapse tem até algo de AOR, só que com backings guturais misturados os limpos principais! Ah, Vanity Is A Virtue tem um defeito: só tem sete faixas! De resto é perfeito! JCB – 9,0
EUROFORCE
Euroforce
Sonic Age – imp.

Banda grega como a maioria (não todas) do selo Sonic Age, selo especializado no verdadeiro Heavy Metal dos anos 80, sejam bandas novas, bandas antigas, ou bandas novas formadas por músicos antigos. Mais uma banda do grego Theodore Ziras, um renomado guitarrista multi-bandas local (será que é lugar comum isso na Grécia? Pois ele é uma mais Underground do Gus G., seu patrício. Seria por serem do país da Filosofia que eles curtem fazer os lances com um monte de gente, mas sempre sozinhos, ao mesmo tempo?). Este projeto é o primeiro trabalho não instrumental, ou seja, com vocais, como se fosse uma banda de verdade. Digo como se fosse, pois no clipe da música Ubiquitous (praticamente só ele aparece, veja no site da banda as fotos do clipe – será que ele precisa mostrar que só ele é bom?). Um pena, pois quem canta aqui é Jiotis Parcharidis, vocal do bom Human Fortress. Afinal, um bom disco de Heavy Power Metal. RS – 7,0
FACES OF BLACK
The Beckoning
Independente – imp.

Banda de Hard’n Power Heavy que, embora tenha momentos mais viajantes à The Gathering, nos momentos pesados rememora o melhor das bandas femininas dos anos 80 e 90, como Doro, Warlock, Leather e Nymphys. Destaques para a faixa-título e Streets deste EP de sete faixas.
JCB – 7,0

facesofblack@yahoo.ca
ANTHENORA
Soulgrinder
My Graveyard Productions – imp.

Boa banda italiana de Power Metal. Mas espera aí! Power Metla mesmo, nada da Heavy Melódico tarantélico! É um Power sem originalidade sim, mas honesto e sem também falar de dragões, espadas e castelos, mas de temas diversos! Faixas como Order Of Hate, Fatherland e a faixa-título são matadoras de um bom Heavy Metal sem frescuras e medievalismos! RS – 7,5
RAM
Forced Entry
Black Path – imp.

A banda é sueca, mas é uma mescla do Metal inglês (Judas Priest nos momentos mais pesados, como os últimos álbuns feitos com Halford e da era “Ripper” Owens) com o alemão. Este disco já foi resenhado por nós antigamente, mas agora foi relançado com nova capa e algumas faixas a mais, então, batemos nosso cartão, divulgando a banda mais uma vez, por nos ter enviado outro disco, que é igual ao anterior, mas diferente. Entendeu? Nem eu. RS – 7,0
SPHERIC UNIVERSE EXPERIENCE
Mental Torments
Nightmare – imp.

Heavy Metal com toques Progressivos francês estilo Dream Theater. Esta frase já resume tudo o que você vai encontrar aqui pois, infelizmente, apesar da França ser um dos maiores, senão o maior mercado para o Rock e Metal Progressivo, suas bandas não reproduzem a altura a ânsia que o seu país procura (quem nem o futebol espanhol, que tem os maiores times e jogadores do mundo, que são estrangeiros, pois os próprios espanhóis não são uma potência no esporte). Passo. RS – 5,0
PYRAMAZE
Legend Of The Bone Carver
Nightmare – imp.

Heavy Melódico comum. Bom, porque fica longe daqueles extremos de bumbos a velocidade da luz, vocais interminantemente agudos e zilhões de notas por segundo, ruim porque não arrisca nada de novo. Apenas uma boa banda do estilo. Embora Legend Of The Bone Carver seja até um disco relevante, ele cansa em sua metade. Faixas como The Birth, What Lies Beyond e She Who Summoned Me são boas e valem o disco, ao menos para uma rápida audição. JCB – 7,0
RICCOCHET
Love & Pain
Independente – imp.

Boa banda alemã que faz o típico Metal teutônico. Pena que Love & Pain é mal gravado. O baixo muitas fica na cara, se sobrepondo às guitarras que por vezes embolam e a bateria você quase não consegue ouvir (você deduz quando é um bumbo, um prato supondo que ouve a caixa, pela marcação rítmica). Mas a banda é boa, fugindo de todos os clichês de que temos na cabeça hoje, quando ouvimos uma banda alemã. Fells Like Fire abre bem o CD, com Hungry For Your Love sendo tirada dos anos 80 numa máquina do tempo. Heartbreak Machine mostra um lado Hard Rock muito forte da banda, justificando como ela consegue ser envolvente mesmo num CD mal produzido (mas bem tocado). Em Going Under isso se confirma e que música! Enfim, o Riccochet não vai mudar sua vida nem salvar o Metal (até porque este não precisa de salvação, pois vai muito bem, obrigado). Mas dentre tanta porcaria saindo hoje em dia, temos uma banda ao menos legal. JCB – 7,5
peter@riccochet.de
KALEDON
Chapter 3: The Way Of The Light
Mythic Silence – imp.

O Kaledon surgiu na efervescencia do Power Metal Melódico Italiano, quando surgiram centenas de bandas do estilo. Na verdade, muitas bandas já existiam, mesmo que no Underground, mas com o sucesso do Rhapsody, o país ganhou mais espaço na cena. O Kaledon foi uma delas, já se mostrava uma das mais relevantes e foi uma das poucas que sobrou. Seu debut, Legend of the Forgotten Reign, foi até lançado no Brasil, via Megahard e neste Chapter 3, a banda mostra o mesmo Power Metal algo épico, algo melódico e se depender deste The Way Of The Light, a banda não sairá da mesma. Se você tyem fetiche por bandas épicas italianas, continue curtindo o Kaledon, senão, pule fora, pois é indicada apenas para estes fãs die hard desta cena que por alguns anos, chacoalhou o Metal mundial. RS – 7,0
HONEY FOR CHRIST
The Darkest Pinnacle Of Light
Rundown Records – imp.

A capa e logotipo podem sugerir uma banda Black ou ao menos Gótica. Ledo engano. O nome da banda também é infeliz, e o som da banda não agrada. Outra coisa, Heavy Metal tradicional tocado por um trio também não cola. Em shows, a sensação performática perde muito e musicalmente, a banda fica limitada também. De atrativo, a banda vem da improvável Irlanda do Norte, e até ao cantar, pela pronúncia de um inglês mais “arrastado”, prejudica melodicamente as composições. Serve como aperitivo por colecionadores do gênero. RS – 6,0
HORSE CALLED WAR
Tainted America
Independente – imp.

Muito tem se falado da NWOAHM (New Wave Of American Heavy Metal) e a mídia ianque tem tentado colocar esta banda nesta toada. Isto é positivo, pois mostra que os EUA está acordando para o verdadeiro Heavy Metal. A mídia pesada começa a dar mais espaço, os fãs aumentam gradativamente, bandas antigas retornam, as que continuaram na ativa ganham mais força, e novas bandas surgem. Acontece que, quando o Heavy Metal estava “morto”, a cena européia não parou em nenhuma instância (fãs, imprensa, bandas, selos, embora tenha dado uma diminuída nesta época – a primeira metade dos anos 90), ao contrário da norte-americana, em que houve uma quebra nestas mesmas instâncias. Sendo assim, com essa volta, todos estão perdidos e queiram ou não, a molecada que está curtindo o verdadeiro Metal agora, que está montando banda e trabalhando na mídia e em selos, tem como background os nefastos Grunge e New Metal (ao contrário das bandas dos anos 80 que tinham um background Punk e as dos anos 90, que tinham um background Heavy mesmo). Assim sendo, o HCW é uma destas bandas que está perdida e ainda está se achando sobre como fazer o verdadeiro Metal. Uma banda simples e legal que pode dar bons frutos no futuro. Por enquanto, só. JCB – 6,5
HEADLESS CROSS
Burning Sanctuary
Independente – imp.

Nem precisa dizer que foi a música e álbum homônimos do Black Sabbath da era Tony Martin que batizou esta banda. Mas do mesmo jeito que a música e álbum do Dio Dream Evil, deu nome à banda homônima sueca de Power Metal, em que nada tem a ver com sua fonte batizatória, aqui é a mesma coisa. A banda é inglesa, mas também não rememora a NWOBHM. A banda na verdade, ainda está se achando, pois este Burning Sanctuary é apenas um disco regular, que serve como um cartão de visitas do que a banda pode mostrar no futuro. JCB – 6,5
davidsilver7@msn.com
PLACE VENDOME
Place Vendome
Frontiers – imp.

Com certeza, a melhor banda por onde Michael Kiske passou depois de sua saída do Helloween. Se o próprio Helloween era Heavy Melódico, o Supared mais Alternativo e seu disco solo Kiske apenas de baladas, Place Vendome mistura o Power Metal com o Hard Rock. Sombrio, frio, melódico e melancólico, este CD apresenta grandes momentos, como Cross The Line, um puta Power Metal (sem ser Melódico, mas com melodia), a climática I Will Be Waiting, que relembra seus tempos de Helloween da fase Hard de Chamaleon, mais The Setting e a faixa homônima do disco e banda. Encerra com a meio Prog Sign Of The Times, mostrando um Kiske antenado com a cena européia atual, influenciado pelos seus influenciados, se é que você me entende. Até porque, se em alguns momentos o PV lembra o Pink Cream 69, se justifca pelas participações de Dennis Ward (B) e Kosta Zafiriou (D), ambos do PC69. JCB – 8,0
JUGLANS REGIA
Controluce
Independente – imp.

A banda italiana de nome esquisito seu ao seu full lenght fazendo um Bom Heavy Metal com muita influência de Prog e muito virtuosismo, lugar comum em seu país, a Itália. A banda canta em sua língua natal e apesar de poucas faixas (apenas seis) elas têm uma duração acima da média, e Il Vento tem quase doze minutos de duração, todas características do Rock Progressivo! Lembre-se que a Itália é um dos maiores mercados do Prog Rock e Prog Metal e tem muitas bandas neste estilo na velha bota (apesar de grande parte delas, como o Juglans Regia, terem apenas sucesso local). Além do que, era tradição neste tipo de música nos anos 70, as bandas cantarem em seus idiomas nativos (sem contar que quase todas as bandas italianas de quase todos os estilos de Rock e Metal têm influência do Prog em sua música – influência ou background). Fãs do gênero apreciem o JR! Ah, e agradeço pela banda colocar meu nome e o da ROCK UNDERGROUND na seção de agradecimentos, pela resenha feita por mim na edição #29 da RU do EP Prisma. Este tipo de coisa, não tem preço. JCB – 8,0
DUNGEON
Resurrection
Limb Music – imp.

A banda australiana que já teve até disco lançado no Brasil (A Rise To Power pela Hellion) chega com mais um bom disco, que na verdade, é uma regravação deste mesmo disco lançado em 99. Surgida quase na mesma época do Pegazuz (maior banda de Power Metal e que obteve algum sucesso no final dos anos 90, cuja banda teve até discos lançados pela Nuclear Blast, no auge da “Hammerfall Era”), a banda segue o mesmo caminho, com um Power Épico Melódico, denso, pesado e maçante. Sem destaques individuais. RS – 7,0
info@diversity-media.com
gabe@diversity-media.com
GALLOGLASS
Heavenseeker
Limb Music – imp.

Banda de Classic Melodic Epic Power Metal. Muito pomposa, mas não trás nada de novo, seguindo a linha de Stratovarius, Helloween, e algo de Prog Metal também. Como destaques, After Forever e Banished From Eternity, com uma orientação mais Folk, mais a faixa-título e Dawn Of A New Age, que são mais para o lado do Progressive Metal. Nada demais novamente, apesar de tamanha pompa. Mais uma daquelas enxurrada de bandas alemãs que infestaram a cena na segunda metade da década de 90. RS – 7,0
GUN BARREL
Bombard Your Soul
Limb Music – imp.

A banda alemã é meio bélica em seu nome, suas letras e músicas. Seu Power metal está mais direcionado para o tradicional dos anos 80 do que o Melódico dos anos 90. Eles já tiveram até disco lançado no Brasil, Power-Drive, via Rock Brigade Records. Bombard Your Soul vai bombardear são os seus ouvidos, com tamanho peso e virulência. E mais uma vez, um disco produzido por Piet Sielck, do Iron Savior, e o Gun Barrel soa mais uma vez também muito parecido com sua banda. Músicas como Dear Mr. Devil (excelente), The Fallen Ones e I’m Alive, mais a faixa-título valem o investimento em comprar Bombard Your Soul. RS – 8,0
LOUDER THAN THE DRAGON
Part 2
Limb Music – imp.

Coletânea da gravadora Limb Music, uma das Mecca’s do Power Metal nos anos 90 na Europa, lança está coletânea em seu segundo volume. Vale citar as bandas e músicas aqui presentes, para que você possa conhecer mais sobre estas bandas não tão Underground’s assim, mas que ainda não atingiram oi topo da cena metálica mundial. As ainda desconhecidas por aqui Black Majesty com Silent Company, Casus Belli com I'm Your Master, Cryonic Temple com In Thy Power, Eternal Reign com Light The Light, Icycore com Watchdog & Virus, Godiva com Hellraiser, Olympos Mons com Seven Seas e Domain com The Great Rebellion, ao lado das já mais firmadas (para não dizer consagradas, pois ainda não são) Wizard com Fire And Blood, Pagan's Mind (esta, relagada aos profundos conhecedores do Prog Metal europeu) com Enigmatic Mission, Gun Barrel com Dear Mr. Devil (presente no Bombard Your Soul), Galloglass com Burden Of Grief (presente no Heavenseeker), mais as privilegiadas Dungeon com Resurrection (do homônimo) e The Power Within (One Step Beyond) e os italianos do Eldritch com Forbidden e Come To Life.
RS – 8,5
AUDIOVISION
The Calling
AOR Heaven – imp.

Mais um pretenso super projeto de Metal Melódico. Desta feita, formada por duas feras, dois leões do estilo, Christian Rivel, vocalista do Narnia (que tem como mascote um leão) e Lars Chriss, guitarrista do Lions Share. Com tantos leoninos reunidos, temos um disco furioso e melodioso, que vai agradar em cheio aos fãs do estilo. Eles se esforçam para não se parecer com suas bandas de origem, e lembram o Masterplan, ou seja, Metal Melódico, com veias progressivas, virtuose e peso. Claro, de longe tem a maestria da banda de Grapow, Lande e Kusch, mas The Calling agrada e está acima da média. RS – 7,5
DIVINEFIRE
Glory Be Thy Name
AOR Heaven – imp.

Pois é, neste Glory Be Thy Name eles acertam a mão e fazem um bom disco de Power Metal Melódico com elementos Prog, Neo Classical e até algo de Hard Rock. Não trás nenhuma novidade, não acrescenta nada na cena, mas Glory Be Thy Name é um bom disco. Bem feito, redondo, bem produzido, bem tocado, músicas bem feitas (algumas baladas açucaradas, mas tudo bem), enfim, tudo como manda o figurino. Em se tratando de Rock pesado e Metal, tudo muito certinho não funciona, mas dentre as bandas do CDF Metal, o Divinefire é uma das que mais se destaca. RS – 8,0
DIVINEFIRE
Hero
AOR Heaven – imp.

Mais uma banda de Christian Rivel, vocalista do Narnia, e do agora Audiovision e agora mais ainda do Divinefire. Christian Rivel despirocou e quer dar uma de Glenn Hughes, Jorn lande, Tony Martin, cantando e ene projetos. De todos que ele participa, o Divinefire é o mais fraco, mas o mais interessante, pois é o que menos se parece que tudo o que ele já fez até hoje. Hero é fraco, mas Glory Be Thy Name é bem melhor, então leia abaixo um resultado melhor! RS – 6,5
LEGS DIAMOND
Diamonds And Forever
AOR Heaven – imp.

Nome esquisito esse hein? Esta coletânea trás o melhor do que foi feito por Rick Sandford e Michael Prince. Sao quinze faixas best of, com duas músicas novas. De Diamonds And Forever, se destacam Stage Fright, Rat Race, Woman, Fugitive, Out On Bail, Rock Doctor, Town B, etc. Confira. RS – 8,0
MAJESTIC VANGUARD
Beyond The Moon
AOR Heaven – imp.

Depois do boom do Hammerfall, várias bandas tem surgido na Suécia ostentando o Power Metal e o Metal Melódico, mostrando que não é só de Black Metal nem do Death Metal de Gotemburgo que vive o país Viking. O Majestic Vanguard é uma banda nova e combina o Metal Melódico com riffs poderosos, partes épicas (de arrepiar) com teclados, toques Progessivos e a sujeira do Hard Rock. Fãs de Masterplan, Freedom Call e Narnia podem conferir sem medo o MV. RS – 7,5
FLAGSHIP
Maiden Voyage
AOR Heaven – imp.

Christian Rivel está impossível! Mais uma banda com sua participação (e o engraçado que todas elas são do mesmo selo, a AOR Heaven, que, pouco tem de AOR em seu cast). Fora o Narnia, que é a maior e mais conhecida delas, as demais são bem mais Underground. Divinefire, Audiovision e agora o Flagship, que conta também com o comparsa do Narnia, Linus Kãse. Aqui, apesar de Heavy, é o mais Prog de todos e tem a participação especial do ex-guitarrista do Kansas, Kerry Livgren. Maiden Voyage tem muito de sinfonia. RS – 7,0
SHINING STAR
Enter Eternity
Nightmare – imp.

Banda de Power Metal que conta com os vocais do talentoso Lance King, ex-Balance Of Power. As faixas são Nightmare, Insanity, From Now On, Dangerous Game, Insomnia, Never Too Late, Just A Man, No More, Lady Of the Night e Travel Through Time. Fãs deste tipo de música e de Balance Of Power, vale a pena checar, mas nao espera nada comparado ao grande BOP, apenas um bom disco. RS – 7,0

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