MANILLA ROAD
Voyager
My Graveyard – imp.
Uma das poucas bandas norte-americanas (e não italianas) do selo My Graveyard aparece aqui com um disco a honrar a sua história. Suas letras de Horror, Terror, Épica, Mitológicas, Históricas, Literárias continuam afiadas e interessantes. Voyager o mais novo álbum e é uma continuação do seu estilo Gates Of Fire. É um álbum épico que tem a história de um Viking que volta para sua cidade natal, e agora quem manda é um rei Cristão. Passagens épicas, com outras mais atmosféricas cheias de violões, abrilhantam esta obra, que conta com os vocais tradicionais de Power Metal, alternando com os growls de Death Black. Na faixa Eye Of The Storm, que tem uma agradável vibe ao país da personagem, e Mark “The Shark" Shelton usa a sua profunda voz para acrescentar um tom triste para ele. O disco alterna músicas pesadas, que beiram o Thrash, com outras acústicas. Uma vez li num lugar, não lembro onde, que o Manilla Road seria o casamento perfeito entre Meat Loaf e Bathory, com o dramalhão do gordão Meat Loaf e com uma cento Pop e um pé nos anos 70 (já que o Manilla começou no final dos 70, misturado com o peso, vanguardismo e criadoria Viking de Quorthon. A personagem Holgar é pressionado a se converter ao cristianismo, que dominou sua terra, enquanto ele esteve viajando. Holgar jura fidelidade a Odin, e como não consegue ficar mais na sua terra, acabam voltando para o mar. Em vez de irem para a Islândia, ilha quase ao pólo norte e único país do mundo ocidental que não foi infectado pelo cristianismo, devido ao seu isolamento geográfico, pegam outro rumo e acabam, parando na América do Sul. Impossível citar uma faixa só, já que o disco além de ser conceitual, ainda por cima, todas as suas faixas são entremeadas uma com as outras. Na verdade, o disco seria uma faixa só, mas dividida para que se conte os capítulos desta trágica história. Vai ser difícil tocar ao vivo faixas deste disco. Não pode serem tão virtuosas assim, mas porque, as faixas soltas, vão ficar descaracterizadas, sem sentido, no meio do nada. Enfim, mais uma grande obra-prima destes mestres que já falavam de mitologia e Viking antes das bandas nórdicas dos anos 90! JCB – 9,0
Track list:
1. Tomb Of The Serpent King / Butchers Of The Sea 09:02
2. Frost And Fire 06:01
3. Tree Of Life 08:00
4. Blood Eagle 06:10
5. Voyager 09:30
6. Eye Of The Storm 04:39
7. Return Of The Serpent King 08:03
8. Conquest 04:37
9. Totentanz (The Dance Of Death) 07:56 |