MANILLA ROAD
Voyager
My Graveyard – imp.
Uma das poucas bandas norte-americanas (e não italianas) do selo My Graveyard aparece aqui com um disco a honrar a sua história. Suas letras de Horror, Terror, Épica, Mitológicas, Históricas, Literárias continuam afiadas e interessantes. Voyager o mais novo álbum e é uma continuação do seu estilo Gates Of Fire. É um álbum épico que tem a história de um Viking que volta para sua cidade natal, e agora quem manda é um rei Cristão. Passagens épicas, com outras mais atmosféricas cheias de violões, abrilhantam esta obra, que conta com os vocais tradicionais de Power Metal, alternando com os growls de Death Black. Na faixa Eye Of The Storm, que tem uma agradável vibe ao país da personagem, e Mark “The Shark" Shelton usa a sua profunda voz para acrescentar um tom triste para ele. O disco alterna músicas pesadas, que beiram o Thrash, com outras acústicas. Uma vez li num lugar, não lembro onde, que o Manilla Road seria o casamento perfeito entre Meat Loaf e Bathory, com o dramalhão do gordão Meat Loaf e com uma cento Pop e um pé nos anos 70 (já que o Manilla começou no final dos 70, misturado com o peso, vanguardismo e criadoria Viking de Quorthon. A personagem Holgar é pressionado a se converter ao cristianismo, que dominou sua terra, enquanto ele esteve viajando. Holgar jura fidelidade a Odin, e como não consegue ficar mais na sua terra, acabam voltando para o mar. Em vez de irem para a Islândia, ilha quase ao pólo norte e único país do mundo ocidental que não foi infectado pelo cristianismo, devido ao seu isolamento geográfico, pegam outro rumo e acabam, parando na América do Sul. Impossível citar uma faixa só, já que o disco além de ser conceitual, ainda por cima, todas as suas faixas são entremeadas uma com as outras. Na verdade, o disco seria uma faixa só, mas dividida para que se conte os capítulos desta trágica história. Vai ser difícil tocar ao vivo faixas deste disco. Não pode serem tão virtuosas assim, mas porque, as faixas soltas, vão ficar descaracterizadas, sem sentido, no meio do nada. Enfim, mais uma grande obra-prima destes mestres que já falavam de mitologia e Viking antes das bandas nórdicas dos anos 90! JCB – 9,0

Track list:
1. Tomb Of The Serpent King / Butchers Of The Sea 09:02
2. Frost And Fire 06:01
3. Tree Of Life 08:00
4. Blood Eagle 06:10
5. Voyager 09:30
6. Eye Of The Storm 04:39
7. Return Of The Serpent King 08:03
8. Conquest 04:37
9. Totentanz (The Dance Of Death) 07:56

BEFORE THE DAWN
Deadlight
Cyclone Empire – imp*
Não, estes guerreiros finlandês não têm nada a ver com Judas Priest e sua auto-intitulada canção. Eu nunca ouvi seu nome e fiquei surpreso quando me fez saber que ela já publicou três álbuns antes do presente. Sua origem, como eu disse antes, é da Finlândia, mas suas influências são absolutamente suecas. Imagine uma hora de Dark Tranquillity e Katatonia e está perto o suficiente. Suas músicas são fáceis de se ouvir, por causa da sua simplicidade, e ganham o ouvinte com os seus que se abstém são melódicas suficientes; verificar, por exemplo, as duas primeiras músicas. Os vocais são divididos em hard’s e clean’s. Vocais limpos muitas vezes, se abstém e, em algumas músicas como Morning Sun ou Deadsong, onde as harmonias trará a você a na memória bandas que já citei. Algumas das atuais influências do outro lado do Oceano Atlântico também podem ser encontradas em Eternal. Como você pode ver a partir do título, você não deve esperar felicidade ou alegres sentimentos como toda a situação é bastante melancólico. O fato é que, embora este estilo não é exatamente a minha chávena de chá, ouvi este álbum para um monte de vezes e, no final devo dizer que gostei. O refrão de Start Of Fire com o vocal feminino é fantástico e um dos destaques. RC – 9,0

Track list:
1. Wrath 2. Faithless
3. Fear me
4. Eternal
5. Morning Sun
6. Deadsong
7. Guardian
8. Star of Fire
9. Reign of Fire
10. ...

BRIDE
Skin For Skin
Artist Service – imp.
Dale e Troy Thompson, originais fundadores do Bride, mais uma vez têm composto e gravado 14 músicas que são com certeza de voltar a despertar seus fãs. O Bride que á uma das bandas de White Metal mais festejadas e populares, que inclusive, conta com uma grande Base de fãs do meio “secular”, chamado por eles, volta com um grande disco. Heavy Metal duro, moderno, direto e reto, com afinações graves. Sim, eles passaram longe do Heavy Clássico de outrora bem como do Hard’n Heavy esperado. Os vocais de Dale continuam a induzir e incitar frio e arrepios até a coluna vertebral, tamanha intensidade. Troy inventa algumas das mais memoráveis e orientadas groove Metal passagens na sua carreira. As letras falam de temas como racismo, guerra, o mal no mundo, o amor de sacrifício e um para todos os outros. Me parece mais inteligente falar de fato do que eles acreditam do que apenas e simplesmente pregarem e apontarem o dedo na cara dos outros. As faixas variam muito entre si e dentro de si, e os grandes destaques vão para Skin For Skin (a música), End Of Days, Take The Medication, Inside Ourselves, Hard To Kick, Fuel And Fire e Super Ego Star! Hoje em dia é raro uma banda compor 14 faixas e quase todas elas soarem acima da média! Mas estamos falando de macacos-velhos nesse tal de Rock’n Roll! Disco indicado para todos os segmentos e crenças, afinal, a música é universal e ultrapassa os limites criados pelos homens, sejam eles geográficos, políticos ou religiosos. RS – 8,0

Track list:
1- The Calm
2- Skin For Skin
3- End Of Days
4- Take The Medication
5- Inside Ourselves
6- Hard To Kick
7- Fuel And Fire
8- Breathless
9- Prodigious Savant
10- Bang Goodbye
11- Rise Above
12- The Government
13- Super Ego Star
14- Hang On

WOLF’S MOON
Unholy Darkness
Pure Steel – imp.
Quarteto alemão de True Metal (sério?). Depois de cinco discos, eles debutam pela Pure Steel, ou seja, está em casa. A capa é belíssima e pena que o selo envie apenas o CD sem encarte nem nada. Isso dificulta um maior afã para uma melhor resenha. Uma pena. Enfim, o disco é sombrio e lembra muito bandas como Sacred Steel e Skullview, além de Metallium e etc. A história é baseada no Vampiro Kayne e sua irmã Seline, e o disco é conceitual e narra este desenrolar. Destaques para as True Verdadeiras Underworld Warrior, Paradise Of Immortal Shadows, Wicked Testimony, Hallowed Moonshine 9:99 e Hell-Headbanger. Quer maior hino, opus e ode ao Metal do que essa faixa? RS – 8,0

Track list:
1- Killing Kane
2- Unholy Darkness
3- Necrocity of the Damned
4- Underworld Warrior
5- Paradise Of Immortal Shadows
6- Prayers for the Storm
7- Wicked Testimony
8- Soultaker
9- Deliver me from Evil
10- Hallowed Moonshine 9:99
11- Hell-Headbanger

SOUL STEALER
Soul Stealer
Ledo Takas – imp.
Este é o aperfeiçoado debut auto-intitulado full-length do Soul Stealer. Esta marca também o início de uma cooperação com a música pesada com o selo lituano Ledo Takas Records. O álbum tem uma duração de 57 minutos é composto de dez composições. A banda faz Power Metal, num verdadeiro orgulho ao seu país de origem, também a Lituânia. A banda vem da cidade de Vilnius e já era tradicional localmente conhecida anteriormente como Soul Brothers. Desde sua formação em 2003, a banda foi crescendo em popularidade em seu país, bem como nos vizinhos Letônia e Estônia. Eles ganharam destaque na competição da Eurovision de 2008, este ano realizada na Sérvia (uma espécie de Eurocopa do Rock, realizada todos os anos e movimentando multidões, tendo o Lordi como um de seus vencedores em 2006). A banda conta com o guitarrista Enrikas, que fez parte do famoso Obtest, a banda mais famosa de lá e a mais conhecida fora de seu país (uma espécie de Sepultura letão). Tudo isso trás ainda mais tempero à sua música. As letras na língua local e natal, poucas delas são em inglês (o que ajuda) e a banda tem tudo para estourar mundo afora! Destaque para Viskas, kas turi Pradžią..., Brolis už Brolį, Liūdesio Miestas e Plaštakė. Por pareça que incrível, as músicas em letão ficaram mais legais que as em inglês mesmo! Que nem se tem falado no país deles: NWOLHM! Ou, New Wave Of Lithuanian Heavy Metal! RS – 8,0

Track list:
- Viskas, kas turi Pradžią...
- Padėk Išnykti...
- The Reaper
- Brolis už Brolį
- Vampire Woman
- Dar Nevėlu
- Be Sparnų
- Liūdesio Miestas
- Plaštakė
- Too Heavy

DIPHTHERIA
To Wait For Fire
Pitch Black – imp.
Isso fica como um marco na banda e na cena Heavy Metal em Chipre. A banda iniciou suas atividades em meados dos anos 90, a lembrar dos anos 80 e suas bandas de Heavy Metal, com a sonoridade típica. Apesar de fazerem Heavy Clássico, também podemos ouvir algo do “pré-Doom”. Sim, você pode achar que eles fazem Doom Metal e não estará errado, com algo vintage, e vocais limpos, mas graves e desesperadores por vezes, como Candlemass e Solitude Aeturnus. Sim, a voz de Nicholas Leptos lembra muito a de Robert Lowe, vocalista atual das duas bandas. Sabe bandas como Pagan Altar, que você não sabe se é Heavy Metal ou é Doom? É nessa veia o som dos caras, que só pecam pelo nome, que é feio, manjada, já tem dezenas de bandas com o mesmo nome, além de remeter ao Death do que ao Classical Heavy. Eles já tocaram com os gregos do Marauder, e tem algo de som deles, aquele Metal setentrional, nem latino, nem anglo-saxão, nem nórdico, nem teutônico. Ainda, lembra algo de Queensrÿche, por sua música ser sombria e séria, além de inteligente, mais Crimson Glory, algo de Prog em Fates Warning e afins. Confira! RS – 7,0

Track list:
1 Ending Ceremony
2 I Believe
3 Behind the Mirror's Eye
4 To Wait for Fire
5 As Darkness Casts its Veil
6 Sleeping With the Worms
7 Save Me
8 Start Again
9 Living to Die*
10 God Wanted (Apply Here)*

TRICK OR TREAT
Evil Needs Candy Too
Valery – imp.
Que banda! Com uma das capas mais legais dos últimos tempos, a banda já conquista e cativa a todos. Apesar da capa poder remeter à alguma banda de Punk Horror ou Rock Horror, o Trick Or Treat (nome clássico das histórias de Halloween e terror – o famoso “gostosuras ou travessuras” para nós) executa Power Metal Melódico. Sim, com todos os clichês do estilo que tem direito. Bumbos duplos à velocidade da luz, guitarras dobradas, melodias felizes, vocais altos e agudos. Apesar da formula desgastada, a banda faz música legais, coisa que Helloween e cia esqueceram de fazer a muito tempo. Embora esse Funny Metal não combine logo de cara temas de terror (mais ligados ao Punk Horror, Gothic Rock/Metal, Black Metal e etc.), ao ouvir Evil Needs Candy Too você verá que se encaixa. Afinal, todos os fãs de terror e temas sombrios, o gostam justamente por diversão. Na capa, estão vários ícones: o Jason, o Feddy Krueger, um Gremlin, um palhaço assassino e uma menininha, ícone de filmes de terror, as vezes, como vítima, as vezes, como vilã. Todos eles comem doce na capa, afinal segundo o título do disco, “o Mal precisa de doces também” e os temas falam sobre tudo isso. Claro, quando você vê na capa um Gremlin e quando eu citei isso, deve ter surgido na sua mente a imagem de Cindy Lauper e seu maior hit, Girls Just Want To Have Fun, correto? Bingo! Advinha que cover consta neste CD? Girls Just Want to Have Fun, da própria Cindy Lauper! Ou seja, a banda é conceitual de fato! Impossível citar faixa a faixa, elas até se parecem entre si, mas todas são legais, com letras interessantes e melodias cativantes. Em tempo: antes deste disco, a banda era um tributo ao Helloween, gravando um disco ao vivo só com covers deles e uma demo chamada Like Donald Duck, cuja todas as suas quatro faixas constam aqui: Like Donald Duck, Joyful In Sadness, Back As A Pet e Perfect Life. Ultra-recomendado! JCB – 9,0

Track list:
1- It's Snack Time
2- Evil Needs Candy Tôo
3- Time for Us All
4- Like Donald Duck
5- Girls Just Want to Have Fun (Cindy Lauper cover)
6- Joyful In Sadness
7- Sunday Morning in London
8- Who Will Save the Hero
9- Back as a Pet
10- Perfect Life
11- Back to Life

LEATHERWOLF
New World Asylum
Independente – imp.
Após 15 anos parada, a veterana banda californiana de Heavy Metal Tradicional volta com este bom disco World Asylum, que marca mais uma boa volta de mais uma banda clássica e cult dos anos 80. World Asylum tem um ar meio despretensioso, do tipo :”vamos fazer um disco e ver no que vai dar”. E com certeza, a resposta de crítica e público será boa tão qual, que renderá ainda mais frutos no futuro. World Asylum foi gravado com dois membros da formação original, Dean Roberts (bateria) e Geoff Gayer (guitarra), completando a formação os novos membros Wade Black (vocal), Eric Halpern (guitarra) e Patric Guyton (baixo). O Leatherwolf se reuniu há alguns anos e chegou a lançou um CD ao vivo em 99. Para eles, parece que o tempo não passou, pois World Asylum é um sucessor a altura de Street Ready. Só que World Asylum, apesar de suas raízes oitentistas e uma produção básica (dá-se a impressão de que você está ouvindo um disco de vinil – tamanho deja-vu), a banda soa moderna e atual. Apesar do vocalista Wade Black não ser da formação original, parece que ele sempre foi da banda, pois se entrosou e imprimiu seu estilo ao grupo. Wade, que já cantou Crimson Glory e Seven Witches, trouxe um pouco destas bandas para o reformado Leatherwolf. Enfim, pouco a dizer e muito a ouvir. Não perca mais um bom disco de mais um bom retorno de mais uma boa banda! World Asylum está bem acima da média entre tanta tranqueira que temos lançado (no Brasil inclusive, um desperdício) por aí. RS – 8,0

Track list:
1   I Am The Law
2   King Of The Ward
3   Behind The Gun
4   Live Or Die
5   Disconnect
6   Dr Wicked (Rx O.D.)
7   Institutions
8   Derailed
9   Grail, The
10   Never Again

DREAM STEEL
You
My Kingdom Music – imp.
Eis uma nova banda de Power Metal foi formada em 99 na cidade de Bologona na Itália e apenas esse ano veio a lançar seu primeiro álbum intitulado simplesmente como You. Antes, eles só tinham lançado 3 demos, e apesar da banda ser desconhecida pelo resto do mundo, vem crescendo e fazendo fama no norte da Itália. A capa, o nome da banda e toda a sua estética visual, gráfica e sonora dão a entender que se trata de uma banda de True Metal à Rhapsody e Hammerfall. Ledo engano. É Power Metal sim, mas sem ser Melódico, e de forma mais rude, quebrada e intrincada. Algo de Prog é notado na música do grupo, que não empolga. Enfim, vale uma checada. RS – 6,0

Track list:
01. Frantic (Intro)
02. The Flight Of A Butterfly
03. Behind...
04. You
05. Lost
06. Thin Line
07. Dancing In The Fate
08. Black Gift
09. Neverstar
10. The Flight Of A Butterfly

CLUSTERHEAD
Times Of No Trust
Artist  Worxx – imp.
Esta é uma banda de Metal Melódico debutando com Times Of No Trust, seguindo a tradição da construção européia que influenciou a maneira de ser do Heavy Rock Melódico. Em 2005 o Clusterhead foi formado por 4 músicos que tinham um único objetivo: proporcionar o tipo de música para as pessoas que foram influenciadas por dia a partir de seu início. Rene Brandt, cantor, mais o guitarrista Frank Stadlbauer, baixista Andreas Meyer e baterista Ruediger Tonn, mostram as suas raízes com a sua estréia. Sua música é melódica, pesada e agressiva, bem como climática e gostosa, como em Ghosts, quando necessário. Made Of Stone é moderna e beira o Prog, com muito groove e afinações graves, com riffs cortantes, me lembrando muito algo do Brainstorm e Symphorce. Aliás, me certifiquei se Andy B. Franck não estaria por trás desta banda, já que a voz de Rene Brandt é similar, bem como a musicalidade do grupo, com aquele Metal algo Prog, duro, ríspido, gélido, as vezes psicótico. A banda já produziu 3 EP's, e chega no seu debut com um som acima da média para uma banda debutante. Mais uma boa pedida. JCB – 7,5

Track list:
TEARS I´VE CRIED
TIMES OF NO TRUST
MADE OF STONE
GHOSTS
THE HUMAN FACTOR
POISONED
DEEP IN THE NIGHT
PREDICTION OF A FIGHT
YOUR CONFESSION
DEAD FAINT
HOLE IN MY HEART

SHADOW OF SOUL
The Hidden Memories
Necrotorture – imp.
Eles foram concebidos em 98 com a fusão de duas outras bandas, Masterdoom e Unscriptural. Pouco depois da primeira demo que foi gravada o resto é história. Shadow Of Soul vem com a versão mais recente, The Hidden Memories é um belo tormento, ainda que precedida de uma sombria gravação. Streamy na intro melódica e guitarra misturada com um rápido e quase brutal efeito, torna esta versão digna um concorrente no mundo dos artefatos de hoje. O vocalista da banda tem uma semelhança com Bruce Dickinson do Iron Maiden, por incrível que pareça. The Hidden Memories tem cinco faixas totalizando pouco mais de 25 minutos. Faixas como Evil Mother Nature e Black Blood realmente dá ao ouvinte uma variedade de sabores técnica em se tocar guitarra. De Iron Maiden a Metallica para a brutalidade Hardcore; Shadow Of Soul tem tantos tipos diferentes de Metal dentro do gênero, que é inacreditável que me parece difícil de acreditar que levou tanto tempo para eu finalmente ouvir esta banda! Baladas e melódicas intro, vão a suavemente fazer seu caminho para o ataque impiedoso e técnico. Cada faixa vale a pena ouvir mais de uma vez. Fãs de Katatonia irão realmente amar este lançamento. Ah, e fãs da velha escola do Metal Tradicional como Iron Maiden e Megadeth vão gostar dele também.
PR – 7,0

Track list:
Evil Mother Nature
Hidden Memories
Ode To Loneliness
Black Blood
Demon’s Lullaby

TWINSPIRITS
The Music That Will Heal The World
Independente – imp.
Mais uma banda que adota o Prog Metal vinda da Itália (a ROCK UNDERGROUND está sendo invadida pelos italianos) A formação deste super-grupo conta com Daniele Liverani (Genius, Khymera, Cosmics) nos teclados, Søren “Nico” Adamsen nos vocais, Tommy Ermolli na guitarra, Alberto Rigoni no baixo e Dario Ciccioni na bateria. Liverani é responsável pela composição e produção de tudo, embora ele não seja o dono da banda, pois o Twinspirits conta com renomados músicos locais, como Alberto Rigoni, que nos enviou este CD e o seu CD solo. A música tem um destaque bem grande de teclados, indo com algo dos anos 70 (lógico), algo de Dream Theater e até AOR. Essa diferenciação é o grande ponto a favor do grupo, para se destacar entre tantos que fazem essa veia sonora. A instrumental Projected abre o CD, para em seqüência vir Back To Reality, com destaque para os vocais de Adamsen, o único estrangeiro (ele é dinamarquês) o que ajuda, pois dá força ao sotaque para cantar em inglês, já que muitas bandas italianas em seus vocais acabam soando “macarrônicas” em sua maioria. A média das faixas é longa, algumas com 12 minutos, outras com 8. técnica, virtuose e algum feeling são presentes, marca registrada das assinaturas de Liverani. RS – 7,5

Track list:
1. Projected
2. Back To Reality
3. What You Want
4. Take My Hand
5. Power To Kill
6. Understand
7. Fire
8. It’s Just Life
9. The Music That Will Heal The World

ALBERTO RIGONI
Something Different
Independente – imp.
Álbum solo deste renomado baixista italiano. Apesar de haver ênfase no baixo, o disco procura ser recomendado e direcionado a todos, embora quem vá gostar mais deste CD seja baixistas e músicos em geral. Participam do disco Lorenzo Nizzolini (teclados), Enrico Buttol (bateria), Marco Torchia (bateria), Tommy Ermolli (guitarra), Daniele Gottardo (guitarra), Irene Ermolli (vocais) e Daniele “Kenny” Conte (vocais). Ou seja, a italianada se reuniu, depois de comer muita massa e beber muito vinho! Difícil analisar seu estilo, pois como disco solo, Alberto se dá o luxo de tocar o que quiser, mesmo que muitas coisas caiam no Jazz, fusion, funky e outros estilos fora do Rock. Dentro do Rock, o que mais há é Hard, Prog e AOR. Citações à bandas dos anos 70 e 80 principalmente, aliando a música analógica com a tecnologia digital. Enfim, um trabalho mais recomendado para músicos e baixistas, pois as músicas em geral não são ouvíveis para os pobres mortais, como eu. RS – 7,0

Track list:
1. The Factory (5:39)
2. Trying to Forget (2:37)
3. Glory of Life (4:08)
4. SMS (4:14)
5. BASSex (3:05)
6. One Moment Before (1:28)
7. Roller Coaster (4:27)
8. Desert Break (2:34)
9. Jammin' on Vocal Drums (2:55)
10. Sweet Tears (4:14)

RISE TO ADDICTION
A New Shade Of Black For The Soul
Mausoleum Records – imp.
A banda britânica Rise To Addiction lançou seu primeiro álbum, que vai se chamar A New Shade Of Black For The Soul via Mausoleum Records. O disco foi produzido Andy Sneap (guitarrista do Sabbat, banda onde Martin Walkier, ex-Skyclad, era vocalista) e já assinou trabalhos do Machine Head, Killswitch Engage, Trivium e Megadeth, e foi um dos papas do Thrash Metal em termos de produção nos aos 90 e até algo de New Metal e Metalcore. O trabalho conta com a participação especial do tecladista Mike Garson, que já trabalhou com gente do porte de David Bowie, Smashing Pumpkins e Nine Inch Nails. Ele compôs e tocou piano na faixa Fessonia. Sendo assim, o Metal moderno e algo de Alternativo se fazem presentes, resultando num razoável Alternative/New/Nu Metal. RC – 6,5

Track list:
1- A New Shade
2- Cold Season
3- Moth to a Flame
4- Falling as One
5- Low
6- One Sweet Minute
7- This Ride
8- Everlasting Wave
9- To a God Unknown
10- Fessonia
12- The Hive

CRYSTAL VIPER
The Last Axeman
Khartago – imp.
A banda polonesa faz um bom Power Metal com vocais femininos estilo anos 80, como Zed Yago. A banda soa datada e clichê lembrando formações dos anos 80 mesmo, como Doro, Warlock, Leather, Chastain, entre outras. Isso nos vocais, e no instrumental, idem, soa igual, igual. Ainda assim, e até por causa disso, fica legal essa proposta que, apesar de clichê, é bem feito e te fará viajar no tempo, ainda mais se você prestar atenção na produção abafada (que lembra as analógicas e o timbre dos discos de vinil), olhando para a capa, que lembrando grosseiramente os discos de Power Metal da década de ouro de todos os estilo. Vai contentar as viúvas do White Skull, desde que a vocalista Federica De Boni saiu da banda (realmente a banda caiu muito de produção). RS – 7,0    

Track list:
1. The Last Axeman (album version)
2. Blood And Gasoline (Virgin Steele cover song, feat. David DeFeis & Josh Block of Virgin Steele)*
3. The Anvil Of Hate (exclusive version for this release only)*
4. The Banshee (brand new song, only for this release)*
5. The Last Axeman (Polish version)*
6. Flaming Metal Systems (Manilla Road cover song, feat. Piotr Luczyk of Kat)** 7. Wild Child (W.A.S.P. cover song) ***. Official bootleg recording "Live In Andernach 2007"
8. The Island Of The Silver Skull*
9. I Am Leather Witch*
10. Shadows On The Horizon*
11. The Last Axeman*
12. Sleeping Swords*
13. Flaming Metal Systems (Manilla Road cover song, feat. Gerrit Mutz of Sacred Steel)* [ * - previously unreleased ** - taken from "A Tribute To Manilla Road" (Solemnity Music) *** - taken from "A Tribute To W.A.S.P." (Codiac Records) ]

PERTNESS
Seven Times Eternity
Khartago – imp.
Pena que a Khartago envia seus lançamentos sem o encarte e capa. Essa economia besta, para dar uma de que está economizando (até hoje não entendo essa de economizar em divulgação), dá numa resenha menor, pois temos menos ferramentas para falar da banda, além da música que estamos ouvindo. Do que podemos dizer, se trata de uma banda suíça, muito boa de Power Metal oitentista. Claro, influências do Melodic Speed Metal se fazem presentes, muito bem feitos, melódico, mas sem irritar. Embora isto posto, a banda não acrescenta nada e hoje temos muitas bandas melhores fazendo esse tipo de música. Como Metal é um contexto como um todo, que sabe quando a gravadora enviar o material completo, a gente se anima e dá mais ênfase a resenha? Não podemos dar o mesmo espaço para quem envia desta forma do que daqueles que tem carinho e enviam todo o material completo. RS – 7,0
 
Track list:
01.  doomed
02.  seven times eternity
03.  religious liberty
04.  the world is grey
05.  darkness & fire
06.  frankenstein
07.  riders of heaven (part I)
08.  riders of heaven (part II)
09.  fairy ot the dawn
10.  angel of the dark
11.  Beowulf

RELIC
Trust
Independente – imp.
A banda me surpreendeu. Eles vestem-se em algo semelhante aos trajes medievais e têm espadas etc. Cada membro é um diferente tipo de guerreiro e tem uma pequena descrição sobre eles em seu site. Outra coisa que me surpreendeu foi que eles descrevem a si próprios como uma banda de Rock Prog, e, normalmente, sempre que você obtenha dragões e espadas são temas que você conheça no Power Metal. No entanto, muitas bandas Progressivas lançaram mão destes expedientes ainda nos anos 70, sendo o Gentle Giant apenas um destes exemplos. Eles são da ensolarada Califórnia, e têm lançado 3 álbuns, sendo o primeiro lançado em 2003. Aqui você ouve desde a guitarra neoclássica de Yngwie Malmsteen, até o timbre de Geddy Lee do Rush nos vocais, e muitas músicas soam mais para o Symphony X, por seu peso Dark quebrado e intrincado. Indicado para fãs ainda de Katagory V e Crimson Glory. RS – 7,0

Track list:
Mystic Eye
Chambers Of Earth
Dragons Fire
Seruvium Fallen
Protect Us From Evil
Mirror
Trust
Castlegard

DOMINATION BLACK
Haunting
Violent Journey – imp.
Micro CD (MCD) desta boa banda de Metal, que angaria vários estilos, que pela capa, dá a se entender que possa ser uma banda de Metal Gótico finlandês, com base em seu nome também. Mas a banda faz vários estilos, principalmente dentro do Heavy Metal. Algo de Rock Horror tipo Alice Cooper (bem ao estilo Welcome To My Nightmare) e até algo do atual Lordi. Claro, eles beberam nos anos 80, com muito de Melodic Metal com aquela rifferama característica, e muitos exuberantes teclados. Na faixa que abre o CD, The House Of 1000 Eyes, o próprio Lordi dá as caras, com sua voz característica, atestando e apadrinhando esta banda desde então. Shadow King é uma balada pra monstro ver, com a voz da vocal Kari "The Sentinel" Killgast. Em No More Again, a coisa fica mais rude, rústica e mais pesada. Em A World Without Heroes, cover do Kiss, outra grande variação de vocais. Encerrando, a boa Evil Has Found A Home. Vamos esperar o full length para poder curtirmos mais esta boa banda de Rock Metal Horror. RS – 7,0

Track list:
1. The House Of 1000 Eyes (Feat. Mr.Lordi)
2. Shadow King
3. No More Again (H.F.H.)
4. A World Without Heroes (KISS cover)
5. Evil Has Found A Home.

SAHG
II
Regain Records – imp.
O Sahg foi fundado em 2004 na Noruega e tendo em sua formação antigos membros do Gorgoroth, Manngard e Audrey Horne, e estreou em 2006 com I, chega agora com II. Claro, os ex-membros das bandas citadas quiseram dar uma resposta aos seus patrícios noruegueses, que lançaram projetos paralelos totalmente fora do Black Metal, como Shagrath (Dimmu Borgir) com o Chrome Division, ou o Immortal no grande I. Aqui, eles mesclam Heavy Metal, com algo de Prog, resultando num belo Stoner Metal (e não Rock). Olav Iversen faz vocais que nem Ozzy das antigas e que nem Zakk Wylde hoje, ou seja, vocal de beberrão e fumante! Ouça a valvulado, analógica, vintage e gordurosa Pyromancer e veja se não remete ao Black Sabbath? Baixo cheio e guitarras apenas com riffs e solos dissonantes e temos um disco que vai agradar aos setentistas de plantão. A lisergia rola a solta, assim como alguma psicodelia. Enfim, quase todas as faixas são assim, com destaques ainda para Star-crossed e Wicked Temptress. Fãs de Black Sabbath, Pentagram, Kyuss, Trouble, Electric Wizard, Monster Magnet, Tool e Cathedral e demais bandas que ficam na linha tênue entre o Stoner e o Doom, seja bem vindos! RS – 8,0

Track list:
1. Ascent to decadence 04:12
2. Echoes ring forever 06:17
3. From conscious sleep 02:15
4. Star-crossed 06:25
5. Escape the crimson sun 04:53
6. Pyromancer 03:56
7. Wicked Temptress 05:09
8. By the toll of the bell 04:33
9. Monomania 10:58

SHADOWSIDE
Theatre Of Shadows
Chavis – imp.
Mais uma banda que vem virando orgulho nacional. Este Theatre Of Shadows saiu em 2006 e aqui é a mesma versão só que ganhou nova capa e saiu nos Estados Unidos e parte da Europa via Chavis Records. Aqui, eles passaram batidos (e ainda passam), mas lá fora não. É que o público daqui só gosta de Iron Maiden e Helloween, é por isso. Os vocais de Daniela Nolden são bem Power, rasgados, melódicos, limpos, fortes, na melhor escola do Sinergy e Warlock. Aqui ouvimos Power Metal Melódico quase o tempo todo, e apesar da qualidade e talento, falta ainda maior originalidade. Gravando lá fora e com um produtor gringo (que tal um Roy Z. para gravar aqui hein? Ou mesmo um Sascha Paeth?) isso muda rapidinho, pois produtores influenciam, modificam e ajudam nas composições da banda. A banda vem com a idéia bruta e o produtor lapida. Muita gente acha que produtor ser vê como técnico de som, apenas para fazer uma boa produção. Ledo engano. Pois potencial eles esbanjam, inclusive nas faixas mais Hard Rock, como Highlight e We Want A Miracle, indo para o peso extremo do Thrash em Red Storm. Já as Believe In Yourself e Tonight se não são as mais originais, ao menos são as mais técnicas e virtuosas. Enfim, é u relançamento, para nós não é novidade, mas para os gringos ainda são. Então esperemos um novo disco. Promete! RS – 8,0

Track list:
01. Enter the Shadowside
02. Vampire Hunter
03. Highlight
04. We Want a Miracle
05. Illusions
06. Queen of the Sky
07. Believe in Yourself
08. Tonight
09. Kingdom of Life
10. Red Storm
            Theatre of Shadows
11. act 1 - Shadow Dance
12. act 2 - Here to Stay
13. Rainbow In The Dark

MALPRACTICE
Triangular
Spinefarm – imp.
Formado em 94 em Kouvola, Finlândia (claro, a Spinefarm é de lá e só lança bandas de lá – quem você acha que revelou para o mundo todo o Nightwish, Sonata Arctica e Children Of Bodom entre tantos outros?), o quinteto Malpractice começou a gravar álbuns em 96 (faz tempo) com o EP Memorial lançado de forma independente. O primeiro CD só veio em 2005 com Deviation From The Flow já pela Spinefarm Records. Triangular é o segundo disco da banda que já tem doze anos de experiência. Por isso, decepciona. Apesar de muito técnico e virtuoso e de trazer boas idéias para o Prog Metal, não funciona. Falta algo mais, como fazer composições que prendam o ouvinte levando-o a gostar do disco e das músicas e não apenas que ele diga “os caras tocam pra caramba”. A banda tem como destaques: Joonas Koto e Markus Vanhala (G), Toni Paananen (D) mostra suas técnicas de contra-tempo. Os vocais são fracos e isso ajuda a por para baixo a avaliação da banda.

Track list:
01. Maze Of Inequity
02. Symmetry
03. Deception
04. Deadline
05. Platform
06. Triangular
07. Waves
08. Fragments

LECHERY
Violator
Independente – imp.
Mais uma grande banda, nova é verdade, mas nascida com experiência, veteranidade e decanismo. Formado em 2004 por alguns músicos como o ex-Arch Enemy Martin Bengtsson aqui a tomar conta da guitarra e da voz, os suecos do Lechery chegam com uma estréia impressionante. A capa é legal e descreve aquele Prog Hard Power Melodic Heavy Metal da banda. Sim, mais uma formação a misturar com bom gosto e qualidade todos estes elementos próximos. Apesar de tudo isso, da técnica, virtuose e arranjos Neo Clássicos, a música é direta, sem ser auto-indulgente nem masturbatória. As faixas são bem parecidas entre si em seus quase 58 minutos ficando repetitivo em seu final, mas mesmo assim, muito acima da média destes estilos de hoje. Riffs intensos, categóricos e variações rítmicas nas guitarras, o grande forte da banda. Martin se mostra também um, digamos, bom vocalista. Completam Johnny Gioeli (Axel Rudi Pell) e Mark Sweeney (Crystal Ball). A produção de Rickard Bengtsson e masterização de Mats Lindfors são indiscutíveis. Um som moderno, denso, frio e europeu, tipicamente. Destaques para as excelentes Rise With Me, Come Alive, Hero Of The Night, Slave Under Passion e Cynical. Se tiverem um apuro melhor no próximo disco, estaremos diante de mais uma banda de ponta dentro do Metal sueco. JCB – 8,0

Track list:
1   Rise With Me
2   Come Alive
3   I Am The One
4   Hero Of The Night
5   Your Fate
6   What Burns In Their Eyes
7   Slave Under Passion
8   Why
9   Cynical
10   Attraction
11   Open Your Eyes


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