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DR. SIN
Bravo
Dynamo – nac.
A banda veterana já lança o primeiro disco de inéditas em 7 anos. Bravo é o oitavo disco de estúdio deste trio, que é uma referência no atual Hard Rock nacional e um mestrado para novos músicos, que queiram aliar a virtuose com peso e feeling. Egressos da banda Taffo, do Vander Taffo, que remontou o Rádio Táxi, o Dr. Sin marcou história com uma música de qualidade. Em suma, eles resgatam insistentemente os anos 70, seja no Hard Rock, seja no Progressivo, seja no Rock’n Roll mesmo. Taj Mahal é uma vinheta com toques orientais, que precede inteligentemente Celebration Song, homenagem ao Led Zeppelin. Em Drowning In Sin, Full Throttle e Freedom, a banda beira o Heavy Metal, num som mais pesado, bem Hard’n Heavy (por mais que a banda não goste de ser chamada de Heavy Metal, e realmente não são mesmo, é neste estilo que reside a maioria de seus fãs e o maior espaço que eles encontram na imprensa é neste tipo de mídia). Ainda em Drowning In Sin, conta com participação especial de Gustavo Monsato da banda francesa Adagio. Ainda com participações, Rodrigo Simão, teclados e Demian Tiguez, guitarrista da banda Cerymony e ex-Symbols, na faixa Hail Ceasar, e o grande Luiz Carlini (Camisa De Vênus e Rita Lee) nas faixas Celebration Song e Cest La Vie. Na parte das baladas, temos Empty World e Think It Over, boas, mas não são as melhores. Cest La Vie é comercial e se tivéssemos rádios decentes, ela estaria estourada nas paradas e nas mais pedidas. Enfim, difícil dizer se Bravo é o melhor disco da banda, pois a mesma já fez muita coisa boa, mas com certeza, no momento em que vivemos hoje e no estágio profissional e etário da banda, com certeza, temos um disco jovem, revigorado e atual, mantendo suas raízes. E é covardia dizer que Bravo é bem tocado, por este poderoso Power Trio. RS – 8,5

FAIR OFF
Out Of Control
Independente – nac.
A capa é rude, motrando que o Hard Rock do Fair Off é bem sujo, cru, pesado e agressivo. Claro, eles tem influências das boas bandas dos anos 80 e em seus shows costuma tocar covers desde o “contemporâneo” Talisman de Jeff Scott Soto até Danger Danger (tão esquecido pela galera de hoje) como dos irmãos Nelson (lembra?). Este EP de estréia vem com uma revista, bem ao estilo do final dos anos 90, onde várias bandas apostaram nesse formato, vendendo CD e revista em banca, começado por Lobão e seguido depois pro Ratos de Porão, Dr. Sin, entre tantos outros. Bela iniciativa que agrega valor a quem está comprando, tendo algo realmente diferente do que um simples CD, e também uma alternativa à pirataria (que vai poder baixar uma revista, ou copia-la?). O FairOff foi formado no final de 2004 por Allan Lee (bateria), Beto Burns e Mark Love (guitarras), Rick Lawyer (baixo) e Lu Sinner (vocal), e Out Of Control foi produzido no Mr. Som, com Marcello Pompeu e Cristiano Scheneider como engenheiros de som e mixagem de Heros Trench. Pompeu e Heros se mostram também bons conhecedores em se produzir, mixar ou “engenheirar” disco de Hard Rock. Out Of Control também é indicado para fãs de AOR e Metal em geral e continuando assim, irá fazer sucesso lá fora, pois o Underground do estilo na Europa, ao menos, se tornou gigante, e a sonoridade da banda vem a calhar com o que está rolando lá! RS – 8,0

THESSERA
Fooled Eyes
Independente – nac.
Boa banda mineira, mais uma a debutar de forma esplendorosa. A capa é bela, o encarte caprichoso e a produção excelente. A banda faz a priore, Progressive Metal, mas aposta em outros estilos, flertando com Heavy Tradicional, Hard Rock e tal. Fooled Eyes fala de um jovem artista que comemora seu noivado, mas vivencia uma verdadeira jornada inconsciente, após um desmaio. Esta “viagem” (em todos os sentidos) elevam o nível da banda e das músicas, fazendo um lance clássico, pomposo e técnico, virtuoso, sem ser auto-indulgente. O disco cria um clima sóbrio, melancólico e sombrio, contrastando por momentos mais quentes. A banda é
Marcelo Quina (vocal), Nando Costa e Raphael Lamim (guitarras), Marcelo Mattos (baixo), Fernando Cerutti (bateria) e Rodolfo Amaro (teclados), ambos de parabéns!
Destaques para a extensa The Gallery, Candlefire (bem flamenco) e Party´s On. Para um debut, está muito acima da média! RS – 7,5

OCEAN SOUL
Enter Of A Suicidal
Independente – nac.
Mais uma banda que teria predicados para ter seu disco lançado por uma gravadora, mas não o tem ainda. Este é o debut desta poderosa banda carioca e que vem com toda pompa. Afinal, o trabalho foi produzido por Renato Tribuzy (ex-Thoten e atual carreira solo) com participação do próprio, mais Tácito Reis e de Kiko Loureiro (Angra). O disco apresenta um bom Heavy Metal, com melodia, peso, progressividade, criatividade, muita técnica, alguma virtuose, mas feeling transbordando. A banda pode vir ter alguma repercussão no exterior, já que com certeza, Tribuzy, com seu nome e credibilidade, irá fazer algo por ela, e mesmo se não fizer, seu nome já entrega qualidade. Destaques para Stronger Than Me (que abre o CD) com participação de Tácito Reis, mais Losing It All, Under Your Spell, a faixa-título com participações de Renato Tribuzy e Kiko Loureiro e fechando com chave de Metal, Vincent And The Crows com participação de novo de Tácito Reis. Mais um bom nome que vai fazer mais sucesso lá fora do que aqui. RS – 8,0

M. JULIANY'S
The Battle
Independente – nac.
Projeto/banda/grupo solo de M. Juliany (como é conhecido artisticamente), exímio guitarrista e se mostra também em The Battle um bom vocalista. Neste CD, ele fez quase tudo, vocal, guitarra, baixo e teclado. Completando o trabalho, Steve Kells (Bateria) e Tata Martinelli (Backing Vocal). Apesar de na primeira impressão parecer se tratar de um disco de guitarrista típico (e ainda o é), ao menos, nos deparamos com músicas com vocais, letras e até vocais femininos, coisa impossível em discos de guitarristas tradicionais, onde só eles querem ter prazer, numa musicalidade masturbatória: sem vocais e só instrumental. Embora The Battle possa atrair fãs deste tipo de álbum, atrairá também com tenra facilidade, a todos aqueles que gostem de boa música, bem como fãs de Heavy Metal, Progressivo, Hard Rock e afins. A sonoridade de The Battle também remete a bandas e artistas menos óbvios em se tratando deste tipo de música. Influências diversas e híbridas como Prodigy, Stuck Mojo, Marilyn Manson, Rage Against The Machine, além de influências de Funk, mais algumas batidas eletrônicas. No entanto, musicalidade à Dream Theater, e outros guitarristas como Steve Vai, Joe Satriane e Steve Morse vêem aos ouvidos nitidamente e rapidamente. A gravação do disco foi feita no estúdio do próprio Mauro Juliany (nome verdadeiro do artista) e mostra que o cara manja mesmo do riscado, pois teve talento até para produzir, mixar e timbrar tudo! Destaques para Wheels Are Burning, Spider Spell e a faixa-título! RS – 8,5

X-RAPTOR
God From The Machine
Independente – nac.
A banda aqui é a continuação de outra extinta banda chamada Raptor, onde saíram Ronaldo Oliva (V) e Daniel Sant’Ana (G). Agora em 2007 com este grande God From The Machine, a banda conta mais com Hugo Carlino (G), Luciano Matuck (D) e Danilo Franchini (B). O X-Raptor é detentor de um poderoso Thrash Metal, bem “ecumênico”, pois coloca várias outras influências a cabo de seus integrantes, como Prog, NWOBHM, Death, e ao mesmo tempo bem “agnóstico”, pois apesar de tudo, a banda é Thrash Metal mesmo. Usamos estas paráfrases, apenas como referência, pois de religiosa a banda não tem nada. Ao contrário, a única coisa que eles acreditam é no Metal! E mesmo com tantas influências, a banda é Thrash e pronto, mas justamente por abrirem cabeças e ouvidos a outros estilos, que conseguem alçar seu tipo de música próprio, quase original e por isso ainda, que God From The Machine está tendo boa repercussão! A velha escola “old school” dos anos 80 é nítida aqui, e o destaque é para o versátil e dinâmico, além de talentoso Ronaldo Oliva, além das faixas Disturbers Of The Order... Rebellious Crowd, Simulacra Simulation e Unleash The Raptor. No mínimo, matador! RC – 9,0

EMBRIOMA
The Demention Frequency Projekt
Midiacaos – nac.
Este é o EP de estréia destes paulistanos da Embrioma. Um EP, quase um full lenght, pois tem sete faixas. A banda executa, como poucas, quase nenhuma, ou nenhuma por aqui por enquanto no momento, um competente e profissional Metal Industrial. Atente que estamos falando de Metal Industrial e não Industrial puro, ou Rock Industrial. Portanto, tire da sua cabeça referências à Nine Inch Nails, Marylin Manson ou Ministry. Aqui, a coisa vai mais para o lado do Prong e principalmente Fear Factory. Ao lado do Drama (ex-Host) do Rio, são as melhores bandas do estilo no Brasil, só que enquanto os cariocas cantam em português, aqui, o Embrioma canta suas letras em inglês. Apesar de excelente, são ainda poucas faixas e curta duração para uma maior avaliação e mais profunda, mas resta esperar o álbum completo, pois competência para esse difícil de se tocar estilo, eles têm de sobra! RC – 7,5

SPARTACUS
Libertae
UGK Discos – nac.
Muitos ainda têm alguma resistência ao Metal cantado em português, ou ainda em qualquer língua que não seja o inglês. Discussões acadêmicas à parte, o que importa é que Libertae é um bom disco de Rock Pesado, mais próximo do Heavy Metal. O encarte envernizado é um atrativo e a música da banda faz por onde a mesma consiga êxito. Das dez faixas em português destaque para O Segredo Da Dor e Luz. Na boa? Apesar do resultado ter ficado bom, vale a pena a banda arriscar e tentar fazer algo em inglês no futuro, pois talvez o resultado seja melhor ainda! RS – 7,5

TEMPESTT
Bring ´Em On
Dynamo – nac.
A banda data dos agora longínquo começo dos anos 90. Eles arrebanharam vários fãs ao longo do tempo, e talvez Bring ´Em On venha para por de vez a banda no seu lugar merecido. A banda já foi suporte de Billy Sheehan e de Jeff Scott Soto (Talisman, ex-Yngwie J. Malmsteen) na sua turnê pelo Brasil.  Álbum de estréia, Bring ´Em On, não parece, tamanha desenvoltura e personalidade. A produção foi da própria banda e de Adriano Daga, que já trabalhou com Silverchair e Lenny Kravitz (só) e além das participações especiais do próprio Soto e de Hugo Mariutti (Henceforth, ex-Angra e Shaaman). Mesmo assim, apesar da pompa e circunstância, da ótima produção, ótimas músicas, referências e guests, muita acima da média para um debut, ainda assim, fica faltando algo para a banda explodir de vez, que pode vir no próximo disco. Vamos aguardar então. RS – 7,0

HICSOS
Technologic Pain
Dynamo – nac.
A banda do Rio, merecidamente (a banda foi a décima banda a ser assinante de nossos sistema/projeto de divulgação de bandas), chega com um disco lançado por uma gravadora especializada, segmentada e com suporte para divulgar a banda no país todo e também na Latino América. Technologic Pain é o segundo disco da banda, com uma capa belíssima e com a tarimba, carisma e experiência toda conseguida nestes mais de dez anos de existência. A banda, com influência de Sepultura e de muitas bandas cariocas e mineiras do estilo, executa um Thrash Metal tipicamente brasileiro, com influência tanto do Thrash norte-americano (sem ser o pogante da Bay Area) e parte do europeu, flertando com o Hardcore também, excetuando a linha mais melódica. Guitarras mais graves, batidas agressivas, com vocais idem, fazem deste Technologic Pain um dos melhores trabalhos do estilos nos últimos anos no Brasil. RC – 7,5

SUNSETH MIDNIGHT
Sun Seth
Hellion – nac.
Grande banda nacional que está causando furor na cena Dark Gótica no Brasil. Ok que seus músicos são (ou eram, pois houve várias mudanças em sua formação) redatores de uma grande revista nacional, então só isso chama atenção, bem como terão muito espaço. Mas a banda convence, e apesar da pompa, temos que ressaltar alguns pontos negativos: a produção de Sun Seth é muito baixa e grave e a banda insiste (ainda bem que apenas nas introduções de algumas faixas apenas) em colocar barulhinhos eletrônicos irritantes, meio dançantes. A banda não faz Industrial, Synthpop, Technopop nem EBM para isso. E ainda dispensando a “dispensável” intro, o resto é só bola dentro! Stop Haunting Me abre no melhor estilo Gothic Metal com vocais masculinos em voga hoje. Aliás, a banda aposta mais no estilo Goth finlandês de bandas como HIM, The 69 Eyes e Sentenced do que o forjado em outros países. Até porque, nesse Glam Goth do 69 Eyes, eles resgatam um pouco em seu som, com algumas pegadas de Hard Rock, muito bem feitas e encaixadas. The Night’s Still Young tem passagens que remetem ao Love Metal do HIM, já Where I Belong poderia estar no Devils do The 69 Eyes: grave, cadenciada (mas não lenta), densa e próxima ao Dark Rock dos anos 80, com elementos do Glam dos anos 70. Já Bleed Me seria um Evanescence com vocais masculinos, pela sua entrada com elementos modernos e atuais. Just An illusion vai na escola Sentenced e Loneliness é a mais dançante, mais Industrial, mais eletro, com vocais a cargo de Theo Vieira (também guitarrista, já foi tecladista da banda). Em Dance With The Fire, eles resgatam os anos 80 em cheio, com melodias sombrias. Nosferatu é sombria e macabra, mais Doom. A revolucionária e bombástica (She’s Not) Innocent é maliciosa e marcante, um dos pontos altos do CD. O Gothic Rock volta em Burning The Night For You. Outro detalhe interessante é a banda lançar mão de backing vocals em todas as músicas, alternando os músicos que fazem os backing (ora em duo, ora em trio, ora todos, ou ora solo), dando um efeito mais harmonioso às suas músicas! Enfim, grande disco de uma banda muito promissora. ADL – 9,0

HARGOS
Shadows Of Violence
Die Hard – nac.          
Mais uma banda que nasce para ser grande. Apesar de ter músicos experientes e de idade não tão jovem assim, a banda só agora mostra a que veio, culpa da Die Hard, que deu chance pros caras lançando Shadows Of Violence. E agora se segura na cadeira malandro, pois vem porrada! A arte gráfica é um show, a embalagem é em digipack (que primor) e a capa é moderna assim como a sua música. A produção do álbum ficou a cargo de Stanley Soares, que já produziu Motorhead e Sepultura, e o som, pesado e buscando originalidade. Dá para se perceber que a principal influência e fonte que eles bebem é o Iced Earth, mas com vocais e instrumental da era Matthew Barlow, de álbuns como Something Wicked This Way Comes e Dark Saga, por exemplo. Mas a banda não é só isso. Faixa a faixa eles vão demonstrando seu caráter e sua personalidade, como Dream Of Liberty, intro para Hero Betrayed. Tsunami contém muitos arranjos, bem trabalhada, quebrada e com várias mudanças de andamentos e passagens. Em Silent Angel, um dueto entre o vocalista Breno e a cantora lírica Isabela Santos. Mais convidados, como Marcus Viana e  Wallace, do Eminence aparecem ao longo do CD. Hero Betrayed fala de um dos mártires do Brasil, Tiradentes, muito boa, e finalizando, Born In Hell, com riffs cavalgados, lembrando um pouco Iron Maiden. Estréia com gabarito de ser uma das principais da cena! Que pena que não temos mais o BMU para revelar ao público em geral tantas relíquias como essa! RS – 8,5

CARAVELLUS
Lighthouse And Shed
Erpland – nac.
Mais uma banda do nosso nordeste, agora de Recife, Pernambuco. Mais uma grande banda vinda de lá! Se dentro do Metal, é mais comum nosso nordeste gerar hordas de Black e Death Metal, o Caravellus vai no Heavy Metal com grandes influências de Progressive Rock/Metal e elementos sinfônicos. Virtuosismo, orquestrações e grandes composições aliadas a um vocal feminino saindo dos padrões líricos, fará essa banda fazer muito sucesso no exterior. Especialmente em países com tradição em gerar bandas desse jeito e por ter mercado consumidor altíssimo para isso, como Holanda, Itália e França, países “melódicos” por natureza. Lighthouse And Shed tem onze faixas e promove a banda a uma das de maior valor agregado tipo exportação que já geramos nos últimos anos por aqui. Nosso mercado ainda tem alguma restrição para esse tipo de formação (o preconceito e o machismo aqui ainda são dominantes) e o Caravellus vem com suas caravelas musicais para desbravar e acabar com isso! As letras giram em torno do comportamento humano e suas crises existenciais, como dúvidas, complexos, medos, fobias e ansiedade, em controvérsia com religião, valores da sociedade e crenças em geral. O instrumental é sombrio e mórbido, nada feliz, bem como o contexto lírico de Lighthouse And Shed. Assim, mais uma grande banda para você conhecer melhor a ti mesmo! RS – 8,5

MALEFACTOR
Centurian
Maniac – nac. 
O Malefactor chega ao seu quarto álbum após quinze anos de carreira destes heróis do Metal baiano, talvez, o maior nome do Black Metal de seu Estados depois do Mystifier. A banda que se apresentou ano passado no Wacken Open Air e destruiu tudo no finado BMU, solta este petardo. Seu som, brutal e gutural, é aliado à bases melódicas fortes. Aliás, a banda soa cada vez mais para o Heavy Metal Tradicional, apesar do peso e brutalidade do Metal Negro, fazendo da dupla de guitarras Danilo Coimbra e Jafet Amoedo, uma das mais coesas e consistentes do Brasil! O já lendário vocalista Lord Vlad faz cada vez mais vocais limpos. Centurian realmente consolida o Malefactor como uma das potências do Metal extremo brasileiro! Apesar do disco inteiro ser muito bom, vale destacar dois covers Metal Church (Metal Church) e Hells Bells (AC/DC), executados na estética Malefactor de ser! Centurian é daqueles discos de tão bons que são, que dá mais vontade de se ouvir quando se resenha, portanto, você vai sair para comprar o seu antes mesmo de terminar de ler essa review. PR – 9,0

SLOW
Killer Mermaid
Maniac – nac. 
Em 1992 o baixista Joel Moncorvo (Ungodly) criou a grande banda Slow. Sim isto mesmo, surpresa a banda já ser antiga e ser de um membro do visceral Ungodly, pois o Slow executa o que podemos chamar de Prog Metal. Apesar da idéia de banda ser antiga, só agora debuta com Killer Mermaid, cuja sua faixa título Killer Mermaid, que abre o CD, já adianto ser além de destaque, uma das melhores composições que já ouvi nos últimos anos em se tratando de Metal nacional. O guitarrista Ricardo Primata (artista participante de nosso projeto de apoio ás bandas e músicos independentes) dá um banho de técnica, virtuose e feeling com seus riffs cortantes e solos fantásticos. O fundador Joel Moncorvo e o seu baixo de oito cordas faz você se perguntar como é possível fazer isto! Aliás, como é possível tocar baixo de oito cordas? A coisa quase descamba para o Heavy metal em Come To The Other Side e você sente que os músicos se seguram para não deixar o lado mais pesado fluir muito, vide currículo de todos. The Illusions é uma balada, enquanto Possessed fecha o CD numa total apostasia de técnica e conjunto da banda. Que o próximo disco não demora mais 14 anos para sair, mas sim, 14 meses no mínimo! RS – 8,0

VELUIAH
Deep Visons Of Unreality
Maniac – nac.
Mais uma banda decana que debuta só agora. E ainda bem! Parece que passadas todas as modas dentro da música pesada, o joio demorou, mas foi separado do trigo, que agora, triunfam e imperam para sempre! A banda lançou dois demos Temple Of Fears e The Last Breath e um single, Black Spirit. O rótulo que mais se adequa à banda seria Dark Metal. Sim, pois ele é bem denso e cadenciado e muito pesado, ainda mais em suas guitarras. Deep Visons Of Unreality é assim, e te cativa logo na primeira audição, digno de prestígio internacional. Abrindo Deep Visons Of Unreality, vem a diversificada Ego Et Alli, mostrando a versatilidade do vocal Fábio Gouvêa que vai do grave ao grave, passando pelo lírico em todo o CD, de maneira uniforme e recorrente. The Dead Poet e Immortal Touhghts, são uma das mais soturnas do disco, e The Oldest One é um verdadeiro hit, claro, se tratando do estilo. Destaca-se a arte gráfica de Deep Visons Of Unreality também, num disco completo! Confira! RC – 8,5

TEMPLARIUS
Beyond The Legend
Maniac – nac.
Mais uma banda de longa data, desta feita, um pouco menos, “apenas” sete anos, mas com várias mudanças de formação. Seu Heavy Metal de bom gosto é notificado aqui em Beyond The Legend, que na verdade é um MCD. As faixas Saints’ Reqeuiem é marcante e vai ficar no set list da carreira da banda por toda a sua carreira! Outra boa canção é Fight For Life, numa linha já Heavy Metal mais tradicional, alternando linhas cadenciadas às mais rápidas. TemplariuS (é assim mesmo que se escreve, inclusive, o nome da banda é grafado desta forma mesmo) Valley Of the Return é outra ótima faixa. Todas estas são antigas composições da banda, apenas Don’t Unleashed The Pain é nova e inédita. Como bônus inclusos no CD, faixas multimídia, vídeo ao vivo de Fight For Life, fotos, release. Mais uma banda à dignificar o Metal baiano! RS – 7,5

MAD DRAGZTER
Killing The Devil Inside
Encore – nac.
Depois de um grande CD de estréia em 2003, depois de mais de três anos chega seu sucessor, Killing The Devil Inside. Se o debut Strong Mind, já impressionava, agora com Killing The Devil Inside a banda deixa de ser promessa e revelação para ser uma realidade de fato! O grupo mantém o Thrash Metal pesado, agressivo, rasgado e ríspido, quase impiedoso do debut, só que com uma produção melhor, músicas mais elaboradas, passagens e melodias mais concisas e maior agressão! Tiago Torres (V/G) dá um banho, digno dos principais vocalistas e guitarristas ao mesmo tempo do estilo, como Max Cavalera e Mille Petroza. Não tem como não se destacas temas incivilizados como Evil.com (título bem sacado e mais atual e contemporâneo possível), Nation Of Fear possui variações em ritmos, cadencias e velocidade. Já Surreal mostra influências do Heavy Tradicional e o verdadeiro Power Metal, dos anos 80. E a trinca que encerra o CD, Level 42, No Money e Whisper Of War é de deixar atônito qualquer representante da Bay Area, Gotemburgo, Flórida, sul da Alemanha ou qualquer outra região do planeta onde o Thrash e o Metal extremo se façam presentes! Moderno, atual, contemporâneo, renovado, mas de raiz, assim é Killing The Devil Inside! RC – 9,0

ENDRAH
Endrah
Dynamo – nac.
A banda é mais uma daquelas formações com cara de super-time, ou galáticos mesmo; Fernando Schaefer (D/Kiko Loureiro, Pavilhão 9, Treta, ex-Korzus e Rodox), TJ (B/Treta), Covero (G/ Nervochaos, Mindmaker) e um vocalista norte-americano. Ou seja, background em Thrash Metal, Hardcore, Deathcore e Crossover é o que não falta para o grupo: haja tarimba! Como é o som do Ebdrah? Hardcore com pegadas Death, passando e culminando claro, no Thrash. Não há faixas em destaque, pois o disco é homogêneo e coeso, porrada do começo ao fim, mesmo assim, temas como 61 Rounds, Depht Of Corruption, Worms Of Envy, Worms Of Envy e Emetic Manifesto. Meio como bônus, o clipe de Turn Blue. Disco que vai agradar em cheio fãs de Hardcore, Thrash, Crossover, Death Metal, Deathcore, Crust, Grind, e qualquer porradaria que lhe convier! RC – 8,0

ETERNA
Live!
Die Hard – nac.
A banda, que chegou a ser uma das maiores da cena Heavy Metal no Brasil, teve mudanças drásticas de formação, bem como de gravadora, e intervalos entre os últimos discos. Mesmo assim, ainda leva uma legião de fãs fiéis em muitos de seus shows e foi assim, que surgiu Live! Claro, poderiam dar um nome mais criativo e bem sacado para este disco ao vivo, mas tudo bem. A parte gráfica e a embalagem digipack compensa em muito! Seus fãs mereciam um trabalho neste nível, parabéns à Die Hard! A gravação está legal, apesar das reclamações do vocalista Leandro Caçoilo no final de Searching For Salvation (com certeza, vai entrar para a história e será tema de alguma matéria ou tipo curiosidade no futuro). Seus hinos estão quase todos aqui, com destaque para a
faixa bônus Keep Fighting e as correntes, Terra Nova e Piedade. Está na hora da banda soltar um novo de estúdio o quanto antes! RS – 8,5

SUNROAD
Flying 'n Floating
Independente – nac.
Completando dez anos de carreira, a banda goiana Sunroad chega ao quarto CD, Flying N' Floating. O novo material é a evolução do bom Arena Of Aliens de 2003. Pena que mais uma vez a banda mudou de formação, mudou três integrantes, inclusive a entrada do vocalista Leo Yanes. Mas parece que a nova formação dá conta do recado! Um misto de Hard Rock com Rock Progressivo, mostra uma das bandas mais técnicas e virtuosas de nossa cena. Tanto que temos temas só instrumentais, como Invisible Connections (Anima Vitae) e Floating Gardens. A capa é estranha, mas chama atenção e Flying 'n Floating tem 11 composições, com destaques para as duas instrumentais (viagem total), mais a faixa-título, Polar Winds (arrepie-se!), First Day Without You e For The Sun. Hoje a banda é: Leo Yanes (V), Rafael Milhomem (G), Akasio Angels (G/K),
Enilson Macedo (B) e Fred Mika (D). E que a banda não demore mais três anos para lançar o próximo, por favor! E uma sugestão: que tal um mais um álbum conceitual no próximo? RS – 8,5

SUNROAD
Arena Of Aliens
Independente – nac.
Como citado acima, este Arena Of Aliens é de 2003 e ambos agora estão disponíveis em mercado nacional para todos os seus fãs e apreciadores de um bom Hard’n Prog (se me permite chamar assim). A banda foi formada em 96 com o nome de Aliens e o grupo apresenta influências por Deep Purple e Van Halen, ou seja, um Hard mais setentista. Além do Rock Progressivo, o blues também se faz presente aqui, mais em Arena Of Aliens do que em Flying 'n Floating. Arena Of Aliens tem dez faixas e também tem duas instrumentais, The Amadeus Journey e Nachpiel. Nas demais faixas, destaques para as mais agitadas Light Up, The Sky e a faixa-título, quase um épico. Confira! RS – 7,5

HELLTOWN
Lead To Hell
Erpland – nac.
Parece que as bandas formadas a quase dez anos atrás agora estão tendo o seu lugar ao Sol (ou à Lua), pois teve o seu embrião formado em 96 ainda, com os guitarristas Mikke Wildness e B. Holv e só agora conseguem lançar seu primeiro disco. Depois de trocentas mudanças de formação, Lead To Hell trás a vocalista Symone Syann, o baixista San Rat e o baterista Marlon Bier. Com a sonoridade das bandas de NWOBHM e Heavy Metal tradicional dos anos 80, e mais ainda de Power Metal (dos anos 80, sem ser o Melódico) tipo Leather, Warlock, Doro, Sinergy (que é do final dos anos 90, mas com veia 80’s) mais o Hard de Vixen e Lita Ford. O grupo utiliza-se refrãos e riffs clássicos mais a capa do álbum, também anos 80, e faixas como Run For Action, Lead To Hell e Higher Than You são destaques. Mais uma banda à orgulhar os brasileiros! RS – 8,5

DESOLATE WAYS
Tearful
Erpland – nac.
Bem, há alguns anos atrás surgiu um verdadeiro boom de bandas de Doom e Gothic no Rio Grande do Sul, tchê. Várias bandas tri-legais surgiram. Bah, também, o clima ajuda né? Se não tivesse chutado várias oportunidades, as bandas poderia estar melhor estabelecidas. Uma delas é o Desolate Ways, que conseguiu contrato com a mineira Erpland, que aposta nos caras. Neste segundo CD, eles apostam também no Doom Gótico, tipicamente europeu. As influências de Paradise Lost são certas, e o vocal de Max lembra James Hetfield, do Metallica (as vezes, o vocal do Paradise lembra ele também). Destaque para Cold Embrace, desta boa banda. ADL – 8,0
ATHEISTC
... The End Of The Christian Age...
Erpland – nac.
Enquanto o Silent Cry prepara seu primeiro DVD, o seu mentor, Dilpho Castro lança este full lenght de seu projeto, com a vocalista e tecladista Joyce Vasconcelos. O Atheistc é menos Gótico e mais Dark do que a sua banda principal, bem como menos Metal. A arte gráfica e fotos do encarte e de divulgação, com todo respeito, são chupados do Lacrimosa e musicalmente algo também. Afinal, são um duo, onde ele faz tudo e ela canta e toca teclado, há o contra-ponto dos dois vocais, e nas fotos, até as poses que os dois fazem remetem à dupla Tilo Wolf e Anne Nurmi. Mas ouvindo ...The End Of The Christian Age... percebemos que o Atheistc é muito mais do que isso, pois muitos elementos de Black Metal se fazem presentes até. Perverse Raven lembra muito o Dimmu Borgir com seu Black Sinfônico, The Throne’ s Fall é mais Black Metal quase tradicional, e outras faixas variam ora Gothic Metal, ora Dark/Metal Rock, ora Doom. Como bônus, Enchantment, cheia de elementos medievais, mais soft e clean. Mais um bom nome para você ouvir. ADL – 7,5

DROWNED
Bio-Violence
Cogumelo – nac.
Quando se fala em Death Metal, todos falam do Krisiun e outras formações. Mas todos se esquecem que Minas Gerais é a capital nacional do estilo e que o Drowned, talvez hoje, seja a melhor e mais mortífera formação do Brasil neste gênero. Após uma troca de baixista e com um novo direcionamento sonoro, Bio-Violence vem para arrepiar. Mais atinada com a sonoridade européia e norte-americana, a banda raspa no Modern Thrash ou Modern Metal. Apesar de eu não curtir muito este estilo, a banda soa legal e com certeza, pode voar mais alto ainda mais lá fora. Maiores doses de melodia também são ouvidas aqui, assim como melodias mais sombrias. Confesso que demorei a digerir Bio-Violence, tive que ouvir repetidas vezes para me habituar com o novo rumo, mas cuidado: Bio-Violence é que nem Elma Chipps, pois é impossível ouvir uma vez só! Vicia! Destaques para New Rome Rise, The Fossil Target, Genesis Of Chãos, Eyes Bent For Own Navel e Down The Revolution. Demolidor! RC – 9,0

MIDGARD
From Ashes
Force Majeure – nac.
A banda vem de Ourinhos, interior de São Paulo e é sem dúvida, uma das maiores formações de Doom Metal atualmente no Brasil. Eles já lançaram algumas demos e foram destaques em muitas revistas nas seções respectivas. O seu Doom é típico, com guitarras densas, melodias melancólicas, vocais com passagens limpas e agressivos e ríspidos, uma cozinha coesa, fazendo de From Ashes um prato cheio para o Inverno deste ano. A banda lembra os melhores momentos de Trouble, Memento Mori, Memory Garden, Katatonia e Candlemas, como Power Machine, com passagens rápidas alternadas com as cadenciadas. Aliás, rápidas no contexto Doom. O CD tem regravações de demos antigas como Self Liberty e For Midgard’s Sake, que na verdade é a Lemuria. Participação especial de do vocalista do Imago Mortis, Alex Voohees, em Echos In Eternity com duetos vocais matadores. Destaque ainda para Solitude, cover do Candlemas, não fazendo feio. Enfim, mas um potência deste estilo sombrio e um dos meus prediletos! RC – 8,5

DYING EMBRACE
Chronic Delusion
Force Majeure – nac.
Uma surpresa, pois este Chronic Delusion tem apenas cinco faixas, o que poderia ser apenas um MCD ou EP, o seu status é de um CD mais longo mesmo. Apesar também de ser o debut, a qualidade do material e a quantidade de shows deles por aí deram esse renome a banda que já pode ser considerada uma das maiores de Doom Metal de nossa cena. Influências de Dark e de Gótico também são sentidas ao longo de Chronic Delusion. Os andamentos são na maioria das vezes lentos, ora mais rápidos, como fazem as bandas inglesas, caprichando na mescla dos dois. Os vocais limpos e emocionantes contrastados com vocais ora rasgado, ora urrado, dão a tônica, com a cama de teclados, criando um clima denso e sombrio. Estas tão faladas cinco faixas são as excelentes Nighttime Raindrop, Can’t Be, Pain, Hope And Sands Of Time, Tragic Silence e Without. Não mais o que falar, mas apenas a escutar! RC – 8,0

BARROS
Gemini
Hellion – nac.
Barros é o projeto formado pelos irmãos Paulo e Luis Barros, respectivamente guitarrista e baterista da banda portuguesa Tarantula, o baixista José Baltazar e o vocalista Rafael Gubert, que também integra a banda brasileira Akashic. Talvez seja o primeiro disco solo de uma dupla, ou o primeiro disco solo de irmãos! Gemini, álbum de estréia da banda, foi lançado em 2003, traz 11 faixas em mais de 40 minutos. Gemini fica entre o Heavy Metal e o Hard Rock, sem ser e sem soar Heavy’n Hard. Em alguns momentos, como Jesus Moved Out, ouve-se alguns barulhinhos eletrônicos descartáveis e desnecessários. Mas os destaques são mesmo Escape From The Lies e Guardian Angel, totalmente oitentistas! Bom álbum e se você é fã de Metal e Hard português, bem como de Tarantula, pode gostar de Gemini. RS – 7,5

JULIANO COLOMBO
Fire
Avantage – nac.
Nascido na cidade de Limeira interior de São Paulo, Juliano Colombo é baterista profissional há muitos anos e tem feito muitos trabalhos em várias bandas e cantores como: Gato Pingado, Adriana Rosada, Banda Sacrifício Perfeito (White Metal), Juliene Silva, entre outras. Além disso, leciona em seu próprio estúdio, faz workshops e palestras de bateria ao lado de Celso Pixinga, Fabiano Manhas, Igor Fratucello, Aquiles Priester, Chico Medori, Natálio Alvez, Ivan Busic, etc. A sua banda Shining Star teve seu primeiro álbum (Fatal Mistake) relançado e também o segundo álbum (Enter Eternity) lançado nos Estados Unidos e Brasil, além de ser convidado pra substituir Ivan Busci (Dr. Sin). E em seu projeto solo, aparece com este Fire, com onze faixas instrumentais, tendo participação de vários artistas. Como é difícil resenha um disco solo e instrumental e ainda mais de um baterista, fica esse registro da carreira desse notável músico que honra nossa música. RS – 7,0


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