KING DIAMOND
Give Me Your Soul... Please
Metal Blade – imp.
Muito se falou deste novo disco de King Diamond e sou obrigado a fazer uma resenha quilométrica. Acreditem ou não (problema de quem não acreditar, pois vai ter a perder com isso e não eu), estamos diante de um dos melhores discos da carreira de King Diamond! Sim, definitivamente, Give Me Your Soul... Please está no mesmo nível de Fatal Portrait, Abigail, Them, Conspiracy e The Eye! Dúvida? Então ouça! Obviamente, que estes clássicos já têm em torno de 20 anos de lançamento, tocaram nas rádios, MTV, programas de clipe a exaustão e ainda hoje, são vendidos e executados acima da média ainda. Então, fica difícil comprar um disco como Abigail que já foi ouvido milhares de vezes por seus fãs (eu incluso) com um novo. Mas desta vez, King Diamond conseguiu atingir uma sonoridade, inspiração, composição e produção que remetessem à época em que Roberto Falcao (não é o volante que já foi da seleção brasileira e hoje comentarista) trabalhava com a banda. Duvida? Então ouça Give Me Your Soul... Please, sem esperar que seja um novo Them, ouça com a mesma expectativa dos anos 80 de esperar um próximo disco do King Diamond e verá que estás diante de uma obra-prima. A produção é cristalina e você ouve tudo o que acontece nos mínimos detalhes, além de, ter um toque das produções de KD nos anos 80. Instrumentalmente, a banda dá um banho! Todos estão beirando a perfeição. Andy LaRocque, sempre inspirado, um dos maiores guitaristas da história do Heavy Metal. Mike Wead, gravou seu maior disco de sua carreira (somando tudo o que ele já fez no Candlemass, Memento Mori e no próprio King Diamond). Mike me fez lembrar os tempos de Michael Denner no Mercyful Fate e no começo da banda de KD. Hal Patino, que já tocou nos primórdios da banda de KD e retornou alguns anos atrás, também fez um grande trabalho, desta vez, tendo seu baixo como instrumento principal, ao lado das guitarras: é nítido cada nota de seu baixo pode ser ouvida ao longo de Give Me Your Soul... Please. E sem saudosismo, mas Matt Thompson teve uma performance tão brilhante, que me fez lembrar dos tempos de Mikkey Dee, com suas viradas espetaculares! A história desta feita acontece no presente, no momento em que você estiver ouvindo Give Me Your Soul... Please (toda vez que você ouvir o CD, a história estará se desenrolando – cuidado!), em vez de, como todas as outras vezes, contar uma história que já aconteceu no passado, seja ela real ou fictícia. A arte gráfica é uma das melhores, e a capa, um quadro comprado por King Diamond, uma das mais perturbadoras! Com a menina olhando você de frente, cara a cara, que nem a Salamandra de Fatal Portrait e King Diamond em Conspiracy! Os vocais de King Diamond estão cada vez mais fortes e diversificados, ficando a mudança em que ele está fazendo menos (quase nenhum) falsetes, com os vocais mais agudos ficando a cargo da húngara Livia Zita. Livia estreiou no The Puppet Máster, pois apesar da história ser de um teatro de fantoches na Hungria, as músicas do disco, mais altas, pediam uma voz feminina (pois por mais alto que seja um falsete ou soprano masculino, nunca alcança um tom de uma mulher atingindo estes níveis – a vive-versa é válida para tons mais graves e baixos). Só que deu tão certo isso (uma coisa inimaginável na música de KD nos anos 80, mas que na década de 00 é mais do que válido – leva sua música à uma outra dimensão), que King repetiu Livia em Give Me Your Soul... Please. Só que ao vivo, ela pode auxiliar Mr. Diamond nestes falsetes e notas mais altas/agudas. Apesar de ainda conceitual, justamente pela história estar no presente, podendo acontecer a qualquer momento (sem narra um evento acontecido no passado), King fica livre para compor e adaptar a letra com as músicas e o instrumental, que dessa vez, falou mais alto! Destaques? Você ta brincando né? Você ta me zombando, dizendo que vai ouvir uma faixa ou outra ou vai ter coragem de pular alguma? Se você fizer isso, a menina do vestido branco ensangüentado irá mandar Magic pegar você! Quem é Magic? Ouça o álbum e você irá saber. JCB – 10

BATTLE BRATT
Forged In Steel
Independente - imp.

Aqui temos uma surpresa. O Battle Bratt é destas bandas obscuras dos anos 80. Sim, eles lançaram um disco na primeira década dos anos 80 e só. Depois de mais de 20 anos, eles retornam. Se antes eles faziam um típico US Metal, hoje eles fazem um Modern Metal, ou na real, um New Metal. Apesar disso, temos boas faixas e uma boa proposta. Isso pode espantar ou decepcionar aqueles que esperavam pelo mesmo tipo de músicas, mas eles quiseram se atualizar. Este mesmo disco saiu em 2006, sob o epíteto, de Speed Of The Universe. Passou batido. Eles relançaram o mesmo disco com outro nome, Forged In Steel, que leva a poder alguns fãs se enganar, pensando em estar comprando um disco Power Metal, mas não é. Apesar disso, é um bom disco, com faixas pesadas, agressivas, com groove e afinações mais baixas. Vai agradar fãs de Modern Thrash também, e esperamos novo disco a caminho! In Top Deep e Relieve Yourself são os destaques. RS – 7,0
info@battlebratt.com

Track list:
1- “Om“
2- Immeasurable Gain
3- In Too Deep
4- Break Free
5- Inside
6- Pressure Syndrome
7- All That Remains
8- Keep On Living
9- Relieve Yourself

THE LIVING FIELDS
The Living Fields        
Independente – imp.  
Criado em 2002, o The Living Fields é o projeto do guitarrista, baixista e compositor Jason Muxlow, lutando contra o clima de extremismo pós 11 de setembro, o ataque às torres gêmeas e ao “tetrágono” (tetrágono, pois o pentágono teve um de seus lados atingidos). A música é legal, mas quando se carrega demais na temática, a parte musical fica em segundo plano, como foi aqui, que é o que importa. A música é que deve vir em primeiro lugar, pois assim, a mensagem é passada de forma a cativar e conquistar pessoas, afinal, música serve para causar empatia entre público e artista. O som é legal, 3 abundam boas idéias, mas a meu ver, faltou um esmero melhor na parte sonora. RS

TWILIGHT GUARDIANS
Ghost Reborn
Spinefarm – imp.
Eu nunca fui muito adepto do Heavy Power Metal Melódico, capitaneado pelo Stratovarius nos anos 90, gerando milhares de bandas enjoativas, tanto na Finlândia, seu país natal, como Alemanha, Brasil e por aí vai. A cópia mais irritante e maior representante disso era o Sonata Arctica (também finlandês), em que se salvava eram apenas suas belas e frias capas, azuis no começo de carreira lembrando drops de anis (ou o licor curaçau Blue). Entretanto, como toda moda é passageira, esse estereótipo de se fazer Metal acabou e as próprias bandas mudaram. O Stratovarius pegou aquela sonoridade e transformou em um delicioso Heavy Metal Tradicional Melódico. O Sonata ArctIca também subiu neste esteira e fez bons discos nos últimos quatro anos. E o que o Twilight Guardians tem a ver com tudo isso? Tudo! Pois eles também são finlandeses, também surgiram neste meio Melódico, mas desde sempre, fizeram o que os medalhões do estilo estão fazendo só agora! O apelo de Wildbite é ótimo! Passagens de NWOBHM acrescido de passagens de AOR, refrãos bem Hard Rock, solos e riffs remetendo aos anos 90, sob uma cozinha moderna (um pouco mais grave e em tons mais baixos) e a voz lembrando os grandes vocalistas da primeira metade dos aos 80. Já o lado Progressive ataca em The Game, naquela veia tipicamente alemã. O lado gostoso do Hard’n Heavy ataca novamente em Bring It On, mas claro, nunca datado e numa roupagem moderna e atual. Enfim, mais um grande disco do Heavy Tradicional da NWOFHM! JCB – 8,5

GRAVE DIGGER
The Liberty Or Death
Locomotive – imp.
O Grave Digger parece ter virado o historiador principal do Heavy Metal. Ou Chris Boltendahl está dando mais atenção para as letras em detrimento da música, ou o Grave Digger vai virar apenas Epic Metal e trilha sonora de filmes de época, gêneros de batalhas, Épicos e guerras antigas. Isso é ruim? Mas de jeito maneira! Só que os fãs de discos como Heavy Metal Breakdown estão cada vez mais distantes. E se você gozou com a trilogia Tunes Of War, Knights Of Cross e Excalibur, e ainda curtiu o na minha opinião, melhor disco individual (sem os conceituais) da banda, The Grave Digger, esqueça. Agora, se você apreciou The Last Supper e Rheingold, Liberty Or Death cairá como uma “luva” em seus ouvidos. A formação é a mesma, Chris Boltendahl (V), Manni Schmidt (G), Hans Peter Katzenburg (K), Jens Becker (B) e Stefan Arnold (D). O tema de Liberty Or Death são as guerras (de novo), batalhas e conflitos em nome da liberdade. Se o instrumental e a parte musical não é a melhor fase da banda, as letras e parte lírica em geral, em compensação, é uma das mais marcantes no Heavy Metal. Destaques para a faixa-título, Highland Tears e suas belas gaitas de fole (relembrando Tunes Of War, nesta faixa), Silent Revolution e Masada. Como bônus, Ship Of Hope. A edição nacional vem com o single Yesterday, com duas versões da faixa-título (uma delas orquestrada), além de The Reapers Dance e No Quarter. JCB – 8,0
Disco 1

1. Liberty Or Death
2. Ocean of Blood
3. Highland Tears
4. The Terrible One
5. Until the Last King Died
6. March of the Innocent
7. Silent Revolution
8. Shadowland
9. Forecourt to Hell
10. Massada
11. Ship oh Hope (Faixa Bônus)

NIGHTMARE
Genetic Disorder
Regain – imp.
Os franceses Nightmare decepcionam um pouco neste novo álbum, Genetic Disorder , que é o sucessor de The Dominion Gate. O Genetic Disorder é um disco bem produzido e acessível para os fãs de Heavy Power Metal, que nem sempre foi, mas não consegue oferecer canções verdadeiramente memoráveis, como o anterior o fez. De sobremaneira, ainda assim, Genetic Disorder é um disco acima da média. Experiência eles têm de sobra, pois são veteranos e pioneiros em seu país natal, afinal, o seu início de carreira que remonta a 79. Neste seu oitavo álbum de inéditas, o grupo que é liderado pelo vocalista Jo Amore, junta (novamente) todas as suas influências (Speed, Heavy Metal clássico, Melodic Metal, e até Prog) com a melodia do Power Metal típico europeu e de forma tão intensa, que tem uma agressividade Thrash Metal por vezes. As capas, são excepcionais, como sempre, e o tema de Genetic Disorder é mais moderno, atual, menos fantasioso e fantástico. Isso imprime uma certa rudeza em sua música, que é mais áspera. Enfim, se você é fã da banda e do estilo, não pode deixar de conferir Genetic Disorder! RS – 8,0

Track list:

Nothing Left Behind
Battleground For Suicide
Queen Of Love & Pain
Conspiracy
Leader Of The Maquerade
Final Procession
The Dominion Gate (Part II)
The Winds Of Sin
Forsaken Child
A Thrill Of Death
Wicked White Demon
Dawn Of Darkness

SACRED STEEL
Hammer Of Destruction
Independente – imp.
Uma das maiores bandas de Power Metal autêntico (empapucei de falar verdadeiro ou True) em um disco novo lançado. A banda teve discos anteriores lançados por aqui pela Rock Brigade e, infelizmente, até agora este excelente Hammer Of Destruction, ninguém se prontificou a soltá-lo por aqui. Não entendo como tanta porcaria é lançada aqui e tanta coisa boa não! Aliás, o último disco de estúdio do Dio, o bom Master Of Moon não saiu aqui ainda! O Brasil, um dos países que mais idolatra Ronnie Jamies Dio, onde ele tem um de seus maiores públicos, fica até agora sem seu último solo! Agora, tanta tranqueira Melódico ou outras bandas com capas apelativas, ou tanta banda derivativa de Gothic Metal, isso sim, muita gente faz questão de lançar. Voltando Hammer Of Destruction, temos uma excelente amostra do que é autêntico Power Metal alemão. Os guitarristas fundadores largaram a banda para se concentrar em sua banda de death metal chamada My Darkest Hate e os novos integrantes se adaptaram muito bem o estilo característico do Sacred Steel, e de seu vocal Gerrit Mutz. Hammer Of Destruction abre com a carro-chefe, onde as guitarras falam mais alto, mostrando que os novos rapazes sabem o que estão fazendo. A segunda faixa, Where Demons Dare To Tread tem um clima à Oriente Médio, Maniacs For Speed beira o Speed Thrash Metal, com um refrão grudento, com direito a vídeo-clipe. Blood And Thunder, soa como o Manowar antigo e os anos 80 continuam fortes com Generally Hostile, cover dos norte-americanos do Jag Panzer. Black Church beira o Doom (naquela linha da NWOBHM de bandas como Pagan Altar, que eram Heavy Tradicional, mas um dos iniciadores do Doom, mas não tão lento). Plague Of Terror é um Power Speed Metal com bastante melodia. Hammer Of Destruction é um disco diferenciado, eclético dentro do real Metal e um dos melhores da carreira do grupo! JCB – 9,0
mathias.straub@gmx.de

PRIMAL FEAR
New Religion
Frontiers – imp.          
O Primal Fear é uma daquelas bandas que sem serem consensuais não necessitam de grandes apresentações. Ralph Scheepers, Matt Sinner e etc. são os substitutos de Judas Priest e em New Religion, eles estão mais Judas do que nunca! Estreando na Frontiers, o disco é um divisor de águas por vários motivos. Primeiro, uma banda gigante dentro do Power Metal Melódico no selo italiano especialista em Hard Rock. Segundo, depois de mais de uma década de sucesso no selo anterior, a banda sai da Nuclear Blast e põe fim a uma era! Sim, ora pois, porque a NB era típico de Black Metal e abriram as portas para outros estilos, com o advento dos Hammerfall e depois, do Primal Fear. E agora a banda vai sozinha, sem mudar seu som, apenas com o desafio de compor músicas legais, funcionais e pertinentes dentro deste “kind of metal”. E mais uma vez, conseguiram! Sim, as afinações, os riffs assertivos da dupla Wolter e Leibing, podem ainda ter algum cheirinho a Painkiller e Scheepers pode gritar como os melhores (o que é dizer Rob Halford), mas as várias camadas de som e as vocalizações conjuntas de Scheepers/Sinner são bem suficientes para meter estes Germânicos no seu próprio nicho. Parece que eles pegaram o disco Painkiller e vão pro resto da vida dissecá-lo, aproveitando todas as sonoridades que poderiam serem exploradas nele! O festival de Metal puro e duro torna-se aparente desde o início com a força de Sign Of Feare Force Of Emptiness, embora seja a gigantesca New Religion que eleva a um novo topo a poderosa combinação entre metal com agressivo e melodia. Intensamente melódica, Fighting The Darkness segue-se, dividida em três partes, antes de mais um momento demolidor com os riffs agressivos de Blood On Your Hands, as duas composições podendo servir de exemplo de como, ao longo de New Religion os Primal Fear intercalam um pouco as suas vertentes mais “Judas” e  agressivas com a sua identidade mais melódica ao estilo Germânico. Até ao fim ainda temos mais uma mão cheia de excelentes composições das quais tenho de destacar a memorável Too Much Timeou a dureza negra de Psycho. Mais um grande momento de Power/Speed com World On Fire e o álbum chega ao fim com a intensa The Man (I Don’t Know). De destaque é a fortemente orquestrada Everytime It Rains com a participação de Simone Simons (Épica) numa excelente interação com Scheepers. Ainda assim, pergunto-me se mais uma presença convidada dela num álbum, a fazer mais uma música comercial continua a acrescentar alguma coisa de interessante aos álbuns. Isto já está a enxer nossos culhões! Eles não precisavam desse apelo! Além de Simone Simmons (Epica), o trabalho inclui participação especial de Magnus Karlsson (Starbreaker, Allen/Lande) e Kai Hansen (Gamma Ray, ex-Helloween). PR – 8,5

HIGH ON FIRE
Death Is This Communion
Relapse – imp.
Este é o tão aguardado novo trabalho dos High On Fire acabou de ser editado. Este é, com certeza, um dos álbuns mais aguardados deste ano da faceta mais extrema da música. E valeu a pena a espera! Quem, como eu, já tinha gostado muito do anterior Blessed Black Wings, não vai ficar desiludido com este novo ataque. 11 novos temas com um som cru, directo, intenso, pesado quanto baste, mas com melhor produção do que o anterior, desta feita a cargo do conceituado Jack Endino (Nirvana, Soundgarden) dando um tom mais moderno, atual, sujo e agressivo. Para quem já conhece, não há muito mais a dizer, apenas que este é o melhor trabalho de sempre da banda. Para quem ainda não conhece, imaginem uma fusão de nomes como Black Sabbath, Sleep, Slayer, Motorhead, Mastodon, Isis, Pentagram e Clutch. Para os mais atuais, algo de Tool, bastante de Kyuss e tudo o mais de Stoner que lhe venha a cabeça, além do próprio Soundgarden! O CD não tem destaques individuais, pois é uma porrada atrás da outra e aqui na Ibéria já está fazendo muito sucesso! Vá atrás do seu, pois o meu eu já tenho, rapaz! PR – 9,0

STEEL ASSASSIN
War Of The Eight Saints
Sentinel Steel – imp.
Ok, o nome da banda, o título do disco e a capa entregam: trata-se de Power Metal, daqueles bem True mesmo. E você está certo! Mas apesar disso, a banda tem uma personalidade própria, conseguindo, apesar dos clichês, fazer um estilo e roupagem diferente do recorrente. E aí está o seu principal trunfo, que está diferenciando ela das milhares de formações “verdadeiras” que existem por aí. A banda tem mais influências do Heavy Tradicional do que do Power mesmo, tendo alguma coisa de anos 80 sim, mas sem exageros. Hawkwood abre com algo de Black Sabbath fase Tony Martin no instrumental. Essa pegada se repete também em Curse Of The Black Prince e Hill Of Crosses (seria a colina da Headless Cross?). Tem momentos que você acha que é o Tony Iommi que está solando. Mas só nos solos, pois nas bases, remete à nomes tradicionais, como Saxon entre outros. Afinal, de nova a banda não tem nada. A banda foi formada em 80 como uma banda cover, gravou apenas demos até 83 e se separou em 85. Ou seja, mais uma daquelas bandas obscuras. Retornaram em 2005 e agora com este War Of The Eight Saints, tem sua formação reformada. Estes norte-americanos, passam longe do US Metal e caem bastante para o NWOBHM e não tem nada a ver com Manowar (ufa, ainda bem!)! O novato John Falzone tem um timbre agradável, não faz agudos, canta bem rasgado e é uma grande surpresa! Enfim, grande pedida desta grande banda que retorna, ou seria a volta dos que ainda nem chegaram a ir? RS – 8,0

TITAN STEELE
The Force
Pure Steel – imp.
A Pure Steel é uma grande gravadora dentro do Heavy Metal underground e bem Power Metal e True, lançando discos que podem se tornar clássicos daqui a alguns anos, e candidatos a cult. O álbum começa a base de uma distorção de e algumas batidas repetidas de bateria, com sons daqueles de games, fazendo uma ponte nada a ver para a porra de Devil Take Me, esta sim, que abre o disco de fato e de direito. O Titan Steele é mais uma banda que teve problemas com seu nome, antes de haver uma separação entre os integrantes, a banda ainda chamada de Ritual Steel assumiu a identidade de Titan Steele e lançou agora em 2007 The Force, um bom álbum, contendo nove faixas do mais puro Heavy Metal, com cativantes bases e solos de guitarra e  do único e expressivo timbre do vocalista Sascha Maurer que em alguns momentos fica até parecendo esganiçado pois puxa uns agudos lá da ponta do pé... The Force foi produzido no estúdio Störton na Alemanha, mixado e masterizado por Steffen Horstmann. Confira a música Soulmates e irá conferir uma composição que eu considero uma das mais metálicas já feitas pela banda. A capa é um trabalho de Timo Würz, responsável pela maioria dos lançamentos da Pure Steel Records. Mais um bom nome. RS – 7,5

EMERALD
Hymns To Steel
Pure Steel – imp.
A banda quem tem o nome de Esmeralda, tem todas as artes de seus discos na cor verde (por que será?). Hymns To Steel, abre com uma intro com teclado e alguns toques de piano, misturados guitarra e bateria fazem desse álbum um tanto interessante, pois nota-se que a gravação é boa e que os guitarristas, baixo e bateria sabem dosar o heavy metal da Emerald, mas isso até entrar os vocais, o Emerald é aquele tipo de banda que você gosta ou odeia, ou é amigo ou completamente inimigo e isso acontece devido aos incomuns vocais de Jvo Julmy que a primeira escutada soam muito estranhos, mas aos poucos, ouvindo com mais calma e procurando entender a proposta da banda (de Jvo), passamos a notar a qualidade tanto do instrumental, quanto do vocalista. O timbre das guitarras é pesado, assim como o baixo, todos os instrumentos foram equalizados muito bem podendo assim distinguir um de outro e nitidamente, mesmo quando temos os agudos vocais de Jvo. O Emerald usa de muitas bases regadas de palhetadas do heavy metal tradicional e é o que fazem muito bem e o talvez o que faz da banda um bom representante do “metal”. Com algumas influências que vão de Savatage a Manowar, principalmente nas bases marcadas e arrastadas em alguns momentos,  assim vale citar que também são ouvidos  alguns solos bem criados e executados. Enfim, mais um bom nome, mas por enquanto, apenas isso. O nome da banda e sua proposta são interessantes, vale insistir nesta coisa única, embora a sua música já esteja meio batida. PR – 6,5

METAKIX
Connect & Inspire
Independent – imp.
Logo de cara, amigos navegantes, devo informa-lhes a origem da banda. A Índia. Isso mesmo. Ok que você já deve desconfiar antes de ouvir o disco de não ser uma música muito legal. E não é mesmo. Mas para o lugar de onde eles vêem, devemos dar todos os descontos, pois os caras são heróis. Imagina você fazer Rock na Índia? Demais! Qual o som deles? Também não sei! Eles misturam Metal, Hard, Rock, Pop, etc. Todo país onde o Rock em geral está engatinhando ainda, isso é normal, pois os caras não tem aquela divisão na cabeça de estilos definidos. Eles não têm tanto acesso como a gente do tipo: eu gosto de Heavy Metal, só vou ouvir Heavy Metal. No Ocidente, pode-se fazer isso, pois você tem milhares de bandas de cada estilo específico. Lá não. Iron Maiden, Kiss e Madonna é a mesma coisa, os caras curtem como se fosse o mesmo estilo. Não vamos longe, pegue o Rock nacional dos anos 70 e 80. Nenhuma banda era só uma coisa ou só outra coisa. Era uma mistura de tudo isso e mesmo os primórdios do Metal nacional, não era exclusivamente Metal. Por isso esse misto de vários estilos, mas ainda, essencialmente Metal. Isso ocorre em muitos países do Leste Europeu e outros de menos tradição no estilo. Vale dar uma checada. RC – 8,0
metakix@gmail.com

LORDI
The Arockalypse - Special Edition
The End – imp.
A banda de Rock Horror ou Terror Metal da Finlândia está cada vez mais em evidência na Europa, vide o EMA (European Music Awards) do ano passado, onde foi destaque, vencendo cinco categorias: banda do ano, música do ano, disco do ano, banda exportação da Europa e mérito por conceder downloads legalmente. Ou seja, desbancaram todas estas merdas de Black Music americano que infestaram o mundo. Seu visual é um misto de Gwar com Rob e White Zombie, sua música vai dese o Hard dos anos 80 até o Punk do Misfits e Danzig e o Metal de demais bandas obscuras e tétricas, sem ser Black. The Arockalypse vem para colocar a banda em seu devido lugar, no topo da Europa! O Lordi tem ganho repercussão mundial, vencendo o Eurovision do ano passado e este CD é disparado o melhor de sua carreira, apesar dos anteriores serem soberbos também. O CD abre com uma narrativa televisiva ou radiofônica, a bizarra SCG3 feita por Dee Snider, abrindo para Bringing Back The Balls To Rock, mostra que eles querem trazer as bolas de volta do Rock (gíria em inglês), num puta Rockão. The Deadite Girls Gone Wild é melodiosa, rápida, um belo Hard Rock de primeira! The Kids Who Wanna Play With The Dead é na mesma linha: guitarras envolventes, com solos memoráveis e riffs certeiros, teclados na hora correta, refrãos pegajosos, cozinha imbatível, e vocal fácil agressivo e melódico ao mesmo tempo! Hard Rock Halleluiah é o hino e single e hit deste disco, mesmo não sendo a melhor faixa. Já em They Only Come Out At Night tem a participação especial de Mr. Udo Dirkschneider (Accept), num puta Heavy clássico, lembrando a banda de Udo no auge dos anos 80. The Chainsaw Buffet é comercial na música, porque na letra, não tem nada de acessível, contando na guitarra com a cortesia de Jay Jay French, do Twisted Sister. Good To Be Bad é quase AOR do terror, e encerrando, Supermonstars, mostrando que Rock e Metal é isso: peso, música de qualidade, rápida, sem ser alegre bobamente e nem choradeira Emo, e com um toque de terror, fica ainda melhor! Essa versão especial vem com um DVD (que não vinha quando The Arockalypse saiu pela prmeira vez). Se trata de um show em Helsinki, na rua para dezenas de milhares de pessoas (num cais, mais precisamente), mostrando que eles são gigantes em seu país natal - lá eles são um monstro! O show trás os maiores sucessos até então, com músicas de The Arockalypse inclusive (quando o mesmo saiu, esse show não havia acontecido ainda, claro!). Ao vivo, a banda é performática, matadora e aterrorizadora! Só resta a você adiquirir The Arockalypse e curtir a beça! JCB – 9,5

SYMPHORCE
Become Death
Metal Blade – imp.
Essa banda alemã, aos poucos, vai conseguindo seu espaço e até abrindo caminho, tijolo à tijolo nos Estados Unidos. O grupo, capitaneado por Andy B. Franck, que fez história à frente do Prog metal do Ivanhoe e tentou subir no topo do Metal com o bom Heavy do Brainstorm, está prestes à alçar a montanha do Metal com o Symphorce. A banda, cujo nome junta Symphony com Force, representa isso em sua música. Sua música é tradicional e também moderna, fazendo um Heavy Metal com algumas passagens de Prog (cortesia dos tempos de Ivanhoe), algo de Thrash (também presente este estilo no Brainstorm), com mais algo de pesado, grave e psicótico de Nevermore. Faixas bombásticas como In The Hopes Of A Dream e Inside The Cast fazem de Become Death um disco viciante em se ouvir, além de potencialmente ser o melhor álbum da carreira da banda e de Andy B. Franck. Outro mérito da banda é ser uma das únicas de Heavy Metal da gravadora Metal Blade, selo quase dominado por bandas de Death Metal e Metalcore. JCB – 9,0

CHASTAIN
The 7th Of Never/The Voice Of The Cult
Leviathan Records – imp.
Na onda de relançamentos de discos clássicos em CD, temos mais uma pérola dos anos 80. The 7th Of Never é original de 87, enquanto The Voice Of The Cult é de 88. São dois achados do verdadeiro Power Metal oitentista norte-americano, sendo como se fossem um disco só, seja por poucos meses de diferença de lançamento, seja pelo mesmo lineup: David T. Chastain (guitarra e chefe do negócio), Mike Skimmerhorn (baixo), Ken Mary (bateria) e Leather nos vocais. Diga-se de passagem, esta banda, estes discos e esta vocalista (Leather é uma mulher, significa couro em português) fizeram história e marcam influência até hoje. Quantas bandas de hoje que fazem Power Metal com vocais femininos beberam na voz dela, que além do Chastain, teve sua banda solo que também marcou época. É covardia citar algum destaque nestes dois discos, cada um com nove faixas (dezoito no total do CD 2 em 1). E covardia será se, você não tiver estes dois discos, não ter eles, agora que estão disponíveis! RS – 9,0

KINRICK
Sense Your Darkness
Leviathan Records – imp.
Mais um super grupo foi formado. Composto por Stephen Fredrick (V/ex-Firewind), Corbin King (G/Vainglory), que são os manda-chuvas do negócio, o nome da banda foi gerado dos últimos nomes de ambos, King and Fredrick – Kinrick! Criativo né? Um nome que não pega legal. A banda é completada por Stian Kristoffersen (D/Firewind/Pagan’s Mind) e James Martin (B/Zanister). Como pode se perceber, Chastain, proprietário da Leviathan Records, gosta de montar e promover bandas e projetos em cima dos já existentes dentro de seu selo. O som do Kinrick não tem nada de mais nem de novo, se trata apenas de mais um bom Heavy Metal. As vezes, que bom que não tem nada de novo. Vocais melódicos e poderosos são a tônica, e a banda soa como um apanhado de cada uma das suas bandas anteriores. Sem faixas a se destacar, pois Sense Your Darkness é homogêneo do começo ao fim, vale dar ou ouvidela nele. RS – 8,0

CORBIN KING
Destination
Leviathan Records – imp.
Disco solo deste renomado guitarrista dentro do Underground Heavy norte-americano. Ele tocou no Vainglory 2050, banda da mesma gravadora, que lançou a série Guitar Masters, que já teve os discos de Michael Harris (Hurricane X) e Joe Stump (Armed And Ready), ambos de 2003. Quem tocou e gravou Destination foram Mike Haid (bateria) e David T. Chastain (baixo). Ao contrário do Power Metal do Vainglory 2050, Destination é um disco mais Rock’n Roll e orientado por e para guitarristas. Se você não é guitarrista nem músico, dificilmente vai gostar deste álbum, mas se for, com certeza vai aprová-lo. Destaques para as faixas Mind Games, Hot Kights e a faixa-título. Sem dúvida, um disco de alta qualidade. RS – 8,0

KRAGENS
Infight

Locomotive – imp.
Aqui temos uma banda francesa que conseguiu chamar a atenção de todos os que não estão familiarizados com o seu estilo, como eu. Antes de mais nada, se você é um fã de Nevermore, Iced Earth, ou boa antiquada Power Metal, você Encontrar muito para desejar sobre este álbum. Estes rapazes saber quando deve ser melódica, quando a acelerar e, com certeza, sabe como criar música, cativante em todos os momentos, com toques de Thrash com seus riffs. Outra coisa que torna o álbum ainda mais agradável é a capacidades vocais da cantora. Dura e crua vocais, não o típico alta arrojados deve-se esperar, por vezes flertar com formas mais brutais, mas sempre encaixe perfeito com o estilo da música. Não existe um único ponto fraco neste álbum, e os evebetteret coisa é que existe uma variedade suficiente nas canções, para manter o ouvinte interessado até ao fim. Enfim, mais um clássico caso de uma banda que não acrescenta nada de novo, mas que faz um Metal com qualidade, bem feito e com conhecimento de causa. PR – 7,5

MANTICORA
The Black Circus, Pt. 2
Locomotive – imp.
Chega a segunda parte de The Black Circus, bem melhor do que a primeira. Esta banda dinamarquesa ainda vai dar o que falar com o seu estilo meio sueco, meio norte-americano. Seu estilo, Progressive Power / Speed Metal!  Este é o sexto álbum desta desconhecida banda aqui no Brasil, mas na Europa eles começam a crescer. E muito. O disco foi produzido por Tommy Hansen (Helloween, TNT, Fate, Pretty Maids). A formação da banda é:
Line Up:
Lars F. Larsen - Vocals (Fear Itself)Lars F. Larsen - Vocals (Fear Itself)
Kristian H. Larsen - Guitar (Fear Itself)Kristian H. Larsen - Guitar (Fear Itself)
Kasper Gram - Bass (Ureas, ex-Evil Masquerade, ex-Wuthering Heights)Kasper Gram - Bass (Ureas, ex-Evil Masquerade, ex-Wuthering Heights)
Mads Volf - Drums (Human Factor (Dnk), Rip and Tear)Mads Volf - Drums (Human Factor (Dnk), Rip e Tear)
Martin Arendal - Guitar (Wuthering Heights)Martin Arendal - Guitar (Wuthering Heights)
The following guest musicians appear on the record:Os seguintes músicos convidados aparecem no registro:
Jacob Hansen (INVOCATOR, ANUBIS GATE) on vocalsJacob Hansen (INVOCATOR, ANUBIS GATE), em vocais
Teddy Möller (LOCH VOSTOK, WUTHERING HEIGHTS) on growlsTeddy Möller (LOCH VOSTOK, WUTHERING CIMOS) sobre growls
Finn Zierler (BEYOND TWILIGHT) doing a keyboard soloFinn Zierler (ALÉM TWILIGHT) fazendo teclado solo
Andreas Lindahl (WUTHERING HEIGHTS, ex-PLATITUDE) doing some keyboard leads and solosAndreas Lindahl (WUTHERING ALTURA, ex-PLATITUDE) fazendo alguns teclado leads e solos.
Bem, é uma ópera-Metal quase, já que, conta com tantos convidados de peso. PR – 8,0

Track list:
1. Entrance
2. Beauty Will Fade
3. Gypsises Dance Pt.2
4. Intunerie V
5. Haita Di Lupi
6. When The Soulreapers Cry
7. Intunerie VI
8. All That Remain
9. INtunerie VII
10. Of Madness In Its Purity


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