SPACE ODYSSEY
Tears Of The Sun
Regain Records – imp.
Bem, pra começar é a primeira vez que recebemos um disco para resenha desta banda, visto que, dos seus anteriores, não tivemos a oportunidade ainda de escutá-la. Ao por para ouvir Tears Of The Sun com muita expectativa, todas elas foram superadas e fui surpreendido, pois pelo que eu lia em resenhas, esta seria uma banda de Prog Metal, e foi com essa idéia que fiquei na cabeça. Só que, em Tears Of The Sun, muda tudo! Sim, eles tem algo de Prog com algo de anos 70 e Hard Rock, além de, claro, Heavy Metal. Mas Tears Of The Sun vai naquela linha Black Sabbath de Dio e principalmente, Tony Martin, a fase mais cult e cada vez mais cultuada da banda! Ao contrário do Astral Doors, eles dão outra interpretação á este tipo de sonoridade. The Bohemian Werewolf abre, lembrando o Stral Doors mesmo. Mas o estado de choque vai para a seguinte, Obsession. Nada mais, nada menos ela é a Anno Mundi do Sabbath no disco TYR, faixa que abre aquele álbum. Pensei que era cover, quando percebi nas letras e no encarte que é outra música! Os riffs iniciais, a interpretação do vocalista, o “cantarolar” da letra, tudo! O refrão é uma paródia, não é possível! Até aquela parte pós-refrão na segunda vez, remete a Anno Mundi! E isso é ruim? É sensacional, puta som! Já Miracles In Daylight lembra a fase Seventh Starr do BS, desta feita, com Glenn Hughes nos vocais. Esta música tem aquele gingado, swingue e malícia que Hughes deu ao Sabbath e ao projeto Iommi-Hughes. Em Killing The Myth, os riffs gordurosos, adiposos, cheios de lipídios e gordura trans, remete ao Sabbathzão dos anos 70, só nas guitarras, com um refrão fugindo dessa linha. Dark Wings Of Universe é gostosa, remete à fase Cross Purposes (fase Tony Martin), da faixa I Witness. É incrível como todas as linhas e métricas da música, acompanham à citada, tendo também a mesma caoticidade e “estonteanidade” de I Witness. The Awakening tem seus riffs iniciais que remete a fase mais real e industrial de Dio, o Dehumanize, com o refrão épico e emocional de Jerusalem (fase Tony Martin, disco TYR também – de novo! – do Black Sabbath). A faixa-título e The Northern Silence lembra os momentos mais calmos de Forbidden e The Eternal Idol, ambas climáticas e sombrias e não menos tétricas. Encerrando, a mais fraquinha, Bloodspell (o Sabbath na fase Martin sempre tinha como última faixa a menos legal, digamos assim). Enfim, mais uma banda que, é de longe original, mas é de perto, uma das mais criativas surgidas nesta década atual! JCB – 9,5 |