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SAINT
The Mark
Armor – imp.
A banda vem com mais um bom disco. Claro, longe do clássico Too Late For Living. Mas The Mark é um bom disco e faz jus ao passado da banda. As letras continuam com cunho no Apocalipse, os riffs estão pesadões e o vocal de Kramer está linear. No entanto, se no passado, ele cantava à Rob Halford e o Saint soava como um Judas Priest dos 80, com as mesmas linhagens, melodias, guitarras dobradas, bateria reta, e etc., agora em The Mark a banda vem quase Thrash, e ainda com algo de Judas, só que da fase Painkiller. Ou seja, o som mais extremo, mais pesado, e os vocais mais agudos e mais gritados. Eu prefiro a fase antiga de ambos, mas ainda assim, The Mark é um bom disco. The Spirit abre na fase mais tradicional da banda, The Vision vem mais pesada, mas ainda lembrando a NWOBHM, com riffs à saxon e baixo a Motörhead, com vocais melódicos característicos, mas ainda rasgados, com muito feeling. Ride To Kill inaugura a reencarnação de Painkiller, e On And On vem mais moderna e soturna, maliciosa e perniciosa (pena que a produção do CD, feita pela própria banda, deixou a desejar e muito, senão teríamos muitos clássicos aqui neste disco, com certeza). The Mark é um puta Heavy, guitarras bem sacadas, mas aqui o vocal deixa a desejar na introdução da faixa, cheio de efeitos para dar mais ênfase à letra de cunho religioso, mas a música fica em segundo lugar. Depois melhora no meio da música. Mas a segunda metade do CD dá uma caída vertiginosa de qualidade. Deste “lado 2” destaque apenas para Reap The Flesh. De longe, um disco clássico, mas de perto, um bom álbum. JCB – 7,0
armorrecords@comcast.net

THE SONIC REVOLUTION
Power Failure
Independente – imp.
Três álbuns em menos de três anos hoje em dia geralmente é raro. Na década de 60 lançava-se dois discos por ano. Na década de 70, lançava-se um disco por ano. Na década de 80 lançava-se um disco a cada dois anos. Na década de 90, lançava-se um disco a cada três anos. Na década de 00, lança-se um disco a mais de três anos. De dúvida, veja a discografia dos medalhões e confira você mesmo, que a média é essa. E mesmo independente, o nível aqui é alto, em termos de produção gráfica e musical. A banda faz um bom Hard’n Heavy, com influências de Badlands, Zakky Wylde e todas as bandas de guitarristas que tocaram com Ozzy (Badlands de Jake E. Lee, BLS de Zakky, Quiet Riot de Rhandy Roads e afins). Coincidência ou não, o que interessa é que Power Failure está aí! A banda é Joe Marselle (guitarrista e mentor do negócio aqui), Nick Parisi (vocal), Peter Doxtader (baixo), e o baterista Saccone Tony solidificaram as melodias pesadas. Os vocais lembram os de Ray Gillen, assim como no Badlands, já citado, a maior influência. Enfim, um time muito bom que precisa de um pouco de entrosamento apenas. RS – 7,0
mail@sonicrevolution.com

RAGE'N REVENGE
Apocalyptic Future
Independente – imp.
Com cinco anos de carreira, a banda espanhola Rage’n Revenge chega ao lançamento do primeiro álbum completo Apocalyptic Future, e apesar de ser um debut, mostra uma banda já madura e sabendo o que quer fazer e o fazendo muito bem. Ainda existe algum preconceito com o Metal espanhol aqui no Brasil, mas os críticos podem abaixar vossas asas, pois a banda tem suas letras em inglês, e também, apesar de Heavy Melódico com pitadas de Power e Prog, não tem o dramalhão típico das bandas latinas em geral, sejam das colônias americanas ou das matrizes européias. Ainda existe pitadas de Hard Rock em sua música. Há muitas variações entre as músicas, como The Hit e Jokerman. Outros destaques ficam por conta de Ride With The Devil e Show Me The Way. A arte gráfica é outro destaque e a banda, apesar de não apresentar nada de novo, faz o que sabe e faz bem. Isso é o que importa, pior é querer fazer o que não se sabe. RS – 7,0
www.ragenrevenge.com

THE 4 ORDER
The Journal
Independente – imp.
Eles colocam dessa maneira: uns o chamam de Gothic Metal, outros de Hard Rock, outros de Metal Sinfônico, outros de Prog Metal. Mas eles preferem serem chamados de Ghost Metal, ou seja, Metal fantasma. Realmente, o vocal Marie Delsingfors faz jus à isso, pois seu vocal é assustador! Poucas vezes na minha vida fiquei tão irritado com a voz de alguém! Só não digo que ela estragou o disco, porque The Journal não é lá essas coisas. Esse lance de fazer um Metal dramático, assustador, conceitual e de terror é legal, mas tem que saber fazer. Além disso, a capa e o encarte parecem demo (não entre no site para não ver a capa dos discos anteriores – você vai se arrepiar de tão medonho é o negócio). E a produção do disco é fraca. As idéias são legais e se tiverem um produtor para lapidar a banda e mandar embora a vocalista metida a soprano, que mais desafina, irrita e é mais aparecida do que qualquer outra coisa, a banda melhoraria e poderia render frutos no futuro. Será que estes caras não tem amigos? Ou só amigos de tapinha nas costas? Ninguém avisou que esse vocal dela não tem nada a ver com nada? Que horror! Sem nota. JCB
orissane@welho.com
www.the4order.com

TY OLIVER      
Healed Through Time

Independente – imp*
O mundo é inundadas com a música, e com a Internet ea facilidade de gravação em casa, essa não é necessariamente uma coisa boa. Weeding through stacks of music, whether self-produced or from a label, it sometimes becomes an arduous task finding that diamond in the ruff. Capina pilhas através da música, se auto-produzido ou de um rótulo, que por vezes torna-se uma tarefa árdua constatação de que os diamantes em ruff. So when you find it, you find the journey well worth it. Assim, quando você encontrá-lo, você encontrará a viagem assim valeu a pena. features 10 instrumental tracks that are distinctly reminiscent of works done by Joe Satriani and Steve Vai.Através curados Time características 10 faixas instrumentais que são claramente reminiscência de obras feitas por Steve Vai e Joe Satriani. Ty Oliver spent two years writing and recording this CD, and delivers a uniquely fresh and expressive body of work that gambles on emotion and feeling and not on today’s musical trends. Ty Oliver gastou dois anos escrevendo e gravação deste CD, e fornece uma maneira única fresca e expressivo corpo de trabalho que joga em emoção e sentimento, e não na de hoje tendências musicais. Using his fret work to unveil his feelings, Ty Oliver’s guitar work demonstrates his powerful use of expressionism through musical notes.Usando seu fret trabalho para desvendar seus sentimentos, Ty Oliver's guitarra trabalho demonstra o seu forte utilização do expressionismo através de notas musicais. His style is best described as fluid and flowing with plenty of legato phrasing that runs the gambit from bends, hammer on and pull offs to tapping. Seu estilo é melhor descrito como fluido e flui com bastante legato fraseado que executa o gambit de curvas, em martelo e pull offs de escutas. Tossed in for good measure are the energetic rhythmic joy rides that are as free flowing as the solos and provide the musical bed for the thematic lead guitar work. Atiradas em boa medida para os enérgicos rítmica alegria rides que são tão livres como flui a solos e fornecer o musical cama para a temática conduzir guitarra trabalho. It is hard to describe the art of a good guitar solo.É difícil descrever a arte de um bom violão solo. Most of the time, the guitar solo is a 10 to 20 second interlude in a song that can become a timeless stamp that identifies a feeling of reference for that particular song. Na maioria das vezes, a guitarra solo é de 10 a 20 segundo interlúdio em uma canção que pode se tornar um atemporal selo que identifica um sentimento de referência para esse particular canção. So one can imagine the complexity of writing 4 to 5 minute songs that features the guitar as a solo instrument carrying the weight of the melody on its shoulders. Portanto, pode-se imaginar a complexidade da escrita de 4 a 5 minutos canções que caracteriza a guitarra solo como um instrumento que transportam o peso da melodia em seu ombros. A guitarist can succeed or fail at the drop of a hat. Um guitarrista pode ter sucesso ou fracasso na gota de um chapéu. At the end of the day, Ty Oliver makes his guitar sing.No final do dia, Ty Oliver faz sua guitarra cantar. His use of melodic passages and speedy phrasing is brilliant. Seu uso do melódica passagens rápidas e fraseado é brilhante. It is hard to believe this is an independent release without the backing of a label. É difícil acreditar que este é um lançamento independente, sem o apoio de um rótulo. The production is stellar and the musicians who worked with Ty also did a really great job. A produção é estelar e os músicos que trabalharam com Ty também fez realmente um excelente trabalho. RS – 8,0
fretslayer2003@yahoo.com

THE DOGMA
A Good Day To Die
Drakkar – imp.
Os italianos do The Dogma são um quinteto composto por Daniele (vocais), Cosimo (guitarra), Stefano (teclados), Masso (baixo) e Marco (bateria) que com A Good Day To Die nos apresentam o seu segundo trabalho. A banda surge como uma das revelações do Metal dos últimos anos. Embora, ela não tenha um estilo linear em seu disco, e não crie ou remodule nenhum outro (A Good Day To Die é uma salada musical, feita por estilos de extremo bom gosto que todos nos gostamos), o faz com um toque diferente. Apesar do drama normal em bandas italianas, aqui eles não soam cafonas muito menos exagerados! Eles flertam com o Hard, Heavy, Power, Speed, Thrash, Symphonic, Doom, Gothic, Dark e etc. Sua música é um misto de Rhapsody, Lordi, 69 Eyes, Nightwish, Therion, Blind Guardian, etc. A faixa-título, que procede à intro The Beginning Of The End, soa dramática e emocional, quase Pop. In The Name OF Rock, além de musicalmente trazer os clichês que normalmente este tipo de título sugere, lembra descaradamente a  Bringing Back The Balls To Rock do Lordi (com outra letra, evidentemente, mas o refrão é quase idêntico!). Bicthes Street tem aquele jeito de Hard’n Heavy tipicamente do US Metal (lembra muito Lizzy Borden), mas com aquele jeito macarrônico de italiano. Já She Falls On Grave tem em seu refrão cheio de coros algo que remete ao Therion, e sua música sendo um Symphonic Metal de gabarito. I Hate Your Love é um Power Metal com um jeito meio Edguy de ser. Aí você pula a balada dispensável Autumn Tears. Já Ridin’n The Dark soa mais caótica, um Hard Rock tipo Love/Hate, meio sujo, pesado, mas sem ser Metal. Angel In Cage com backing femininos, remetem aos melhores momentos do Theatre Of Tragedy e com a voz do vocalista Daniele (note que em italiano, nomes como Daniele e Andrea são nomes masculinos) com um timbre muito parecido com o de Tobias Sammet do Edguy. Back From Hell ressurge o lado mais Therion, mais sinfônico e mais Melódico também. Encerrando, a clássica, folk, sinfônica e balada de bom gosto, Christine Closed Her Eyes. Enfim, banda de bom gosto que sabe trabalhar com talento os seus extremos! JCB – 9,0

SPACE ODYSSEY
Tears Of The Sun
Regain Records – imp.
Bem, pra começar é a primeira vez que recebemos um disco para resenha desta banda, visto que, dos seus anteriores, não tivemos a oportunidade ainda de escutá-la. Ao por para ouvir Tears Of The Sun com muita expectativa, todas elas foram superadas e fui surpreendido, pois pelo que eu lia em resenhas, esta seria uma banda de Prog Metal, e foi com essa idéia que fiquei na cabeça. Só que, em Tears Of The Sun, muda tudo! Sim, eles tem algo de Prog com algo de anos 70 e Hard Rock, além de, claro, Heavy Metal. Mas Tears Of The Sun vai naquela linha Black Sabbath de Dio e principalmente, Tony Martin, a fase mais cult e cada vez mais cultuada da banda! Ao contrário do Astral Doors, eles dão outra interpretação á este tipo de sonoridade. The Bohemian Werewolf abre, lembrando o Stral Doors mesmo. Mas o estado de choque vai para a seguinte, Obsession. Nada mais, nada menos ela é a Anno Mundi do Sabbath no disco TYR, faixa que abre aquele álbum. Pensei que era cover, quando percebi nas letras e no encarte que é outra música! Os riffs iniciais, a interpretação do vocalista, o “cantarolar” da letra, tudo! O refrão é uma paródia, não é possível! Até aquela parte pós-refrão na segunda vez, remete a Anno Mundi! E isso é ruim? É sensacional, puta som! Já Miracles In Daylight lembra a fase Seventh Starr do BS, desta feita, com Glenn Hughes nos vocais. Esta música tem aquele gingado, swingue e malícia que Hughes deu ao Sabbath e ao projeto Iommi-Hughes. Em Killing The Myth, os riffs gordurosos, adiposos, cheios de lipídios e gordura trans, remete ao Sabbathzão dos anos 70, só nas guitarras, com um refrão fugindo dessa linha. Dark Wings Of Universe é gostosa, remete à fase Cross Purposes (fase Tony Martin), da faixa I Witness. É incrível como todas as linhas e métricas da música, acompanham à citada, tendo também a mesma caoticidade e “estonteanidade” de I Witness. The Awakening tem seus riffs iniciais que remete a fase mais real e industrial de Dio, o Dehumanize, com o refrão épico e emocional de Jerusalem (fase Tony Martin, disco TYR também – de novo! – do Black Sabbath). A faixa-título e The Northern Silence lembra os momentos mais calmos de Forbidden e The Eternal Idol, ambas climáticas e sombrias e não menos tétricas. Encerrando, a mais fraquinha, Bloodspell (o Sabbath na fase Martin sempre tinha como última faixa a menos legal, digamos assim). Enfim, mais uma banda que, é de longe original, mas é de perto, uma das mais criativas surgidas nesta década atual! JCB – 9,5

BEYOND FALLEN
Mindfire
Melissa Records – imp.
Mais uma banda dos Estados Unidos, com fortes influências de Iced Earth, ou seja, aquele Heavy não-melódico, seco e duro, longe do tradicional recebendo também nuances do Thrash Metal de bandas como Nevermore à Pantera, Jag Panger (outro Heavy “duro”) ao moderno e noventista Machine Head. Ou seja, a banda quer se dar bem! Sem destaques individuais, fique com o track list inteiro: Act Of War, Blood On The Ice, Enemy Of An Open Mind, Closer To The End, Fields Of Honor, Mindfire, The Dominance, Sniper, Illusion Of Life, Bomb in Side Your Head. A capa é belíssima, mas está mais para Power Metal Melódico do que para este tipo de Heavy Metal, mais denso, obscuro, sombrio, desanimador e desolador. RS – 7,0

SEVENTH CALLING
Monuments
Melissa Records – imp.
Outra boa banda norte-americana do chamada US Metal, que fez história nos anos 80 e foi tão importante para a pavimentação do Metal nos Estados Unidos e no mundo todo! Graças a ele, que ainda existe Metal nos EUA e que o Underground existiu e tem uma grande força! O sétimo chamado aqui, bebeu na fonte de bandas de Power Metal como Metal Church, Grave Digger e Accept (também beberam do Metal alemão), além de bandas locais e cult como o Sanctuary e mais modernamente, o Iced Earth. Não há tantos destaques, por isso, fica com o track list: Dark Angel, Silent Screams, Faces Of Deception, Fight For Your Life, Dead Mind's Eye, Invasion, Mercyless, The Process, Awakening, Insanity, Immortality?, My Blood... Your Veins. Esperamos por um trabalho melhor ainda na próxima vez. RS – 6,5

HALLOWED
Same
Karthago – imp.
Relançamento deste clássico desta banda italiana clássica dos anos 80! Sim, antes mesmo de Rhapsody, Vision Divine, Lacuna Oil entre tantos outros, o Hallowed já dava as caras à bater desde os anos 80, quando o Metal na Itália era mais Underground do que estação subterrânea de Metrô e quando numa época ninguém imaginava que na velha bota, alguém tocaria Heavy Metal. e é Power Metal dos bons! Sem coisas melódicas, quase Thrash, cheira a Underground, honestidade e fidelidade. A Khartago, num trabalho interessante, resgata não só bandas, mas discos que ficaram no esquecimento, ou melhor, trabalhos e grupos que muita gente sequer sabia que existiam. Assim é a música do Hallowed, descaradamente inspirado no NWOBHM e no Metal alemão. A banda não tem originalidade, mas poder ouvir novamente o Metal daquela feito, feito naquela época, com a produção da época sempre nos faz regojizar. Same recebeu nova capa e nova arte-gráfica, a dignificar anda mais esta pérola, que é acompanhada de um livreto com toda a história da banda, letras, biografia, etc. Destaques para as clássicas Cant Stand The Fall e Sing The Music Wild. Metal europeu italiano de nível e que bom, que agora, podemos ouvir bandas como esta! PR – 8,5

SACRED OATH
Darkness Visible
Sentinel Steel – imp.
Bela banda, bela capa, belo encarte e é uma das legendas do Metal 80’s. Seja pelo seu nome e significado do nome da banda e dos seus discos também. A banda virou cult fazendo seu Heavy Metal clássico, calcado na obscuridade do Mercyful Fate com seus riffs cavernosos e baixo galopante que nem o Iron Maiden. Um misto do Metal de seu país, o US Metal com a NWOBHM. Algo ainda do começo de carreira do Queensrÿche dos tempos de Warning. Toques épicos, macabros e obscurantistas, letras ocultistas, produção antiga e analógica e músicas que emocionam. Ah, como aqueles tempos eram bons e parece que estão voltando! Esta edição de Darkness Visible é especial. Sim, pois tudo o que relatei que a banda fez em sua carreira nos anos 80, vem com esse ótimo novo disco, Darkness Visible. Conhecido como Dark Heavy Metal, ou Power Dark. A formação atual é Rob Thorne (V/G), Bill Smith (G), Lou Liotta (B) e Kenny Evans (D), sendo Rob Thorne e Kenny Evans únicos membros originais. E as faixas deste novo pedaço de história do Metal Tradicional são: Words Upon The Stone, Battle Cry, Queen Of The Night, Darkness Visible, Prophecy, Calm Before The Storm, Unholy Man, Death Is Inevitable, Beyond The Edge Of The Flame e The Golden Dawn. RS – 8,5

EVOLOCITY
Evolocity
Nuerra – imp.
Típica banda que faz um comercial e accessível. Parece, lembra e é influenciado por Stone Temple Pilots, Audioslave e Matchbox 20. Mais uma banda norte-americana a apostar nestes estilos manjados. Aí, eles usam os veículos do Underground para criar uma base de fãs, para ter currículo, aí, explodem, vendem milhões e desprezam estes mesmos veículos Underground e seus fãs Old School’s. Então, pra que vamos apoiá-los? Eles tentam serem simpáticos fazendo algumas incursões setentistas, mas misturam com New Metal. Vocais mais urrados do que guturais. Enfim o Pop Rock, até que legal, mas sem muita novidade e nada que faça você querer pegar na carteira para comprar o disco. Não gostei. LT – 6,5
phelan@nuerra.com

HALFORD
Metal God Essentials Vol.1
Frontiers – imp.
Primeira coletânea da fase solo deste monstro do Heavy Metal. Quando vejo e ouço esta Metal God Essentials Vol.1, lembro de uma pessoa de nosso meio musical, muito folclórica e conhecida por todos (que por questões não de ética, mas para não ter mais dor de cabeça com coisas que escrevo) disse, certa feita, no começo de 2001, quando no Rock In Rio III, na noite em que o Iron Maiden foi o headliner e o Sepultura tocou antes da banda Halford: “que absurdo o Sepultura tocar antes do Rob Halford! Quem é Rob Halford?”. Essa pessoa conhece sim quem é Rob Halford, mas as vezes, as questões passionais fazem as pessoas dizerem verdadeiros absurdos. Voltando à esse disco, Metal God Essentials Vol.1 vem no formato CD+DVD. O CD é uma coletânea da banda Halford (sem músicas do Judas Priest nem do intragável e errante Two). No entanto, temos músicas da época do grandioso Fight, que saíram no fabuloso War Of Words, como Into The Pit, Nailed To The Gun e a faixa-título, ambas sob o epíteto de New K5. Temos duas faixas inéditas, excelentes, num misto entre Fight e o álbum Resurrection, que são a excelente Forgotten Generation e Drop Out, mais moderna, psicótica, mas ainda um baita de um Heavy. Fora isso, as melhores e mais conhecidas faixas dos seus dois discos solo, Resurrection (Resurrection, Made In Hell e Locked And Loaded) e Crucible (Golgotha, Crystal, Sun e Trail Of Tears) e o ao vivo Live Insurection (Screaming In The Dark), mais Silent Screams – 1999 Demo do The Singles. Quanto ao disco 2, que é o DVD, meus amigos, um jóia. Mostra cenas da época do Fight, alguma coisa com o Judas e claro, vários momentos com a banda Halford. Com:
1. Resurrection - Behind The Scenes (as sessões vocais de Rob Halford)
2. Live Insurrection - Behind The Scenes (a banda Halford em turnê, na estrada)
3. Made In Hell (vídeo-clipe simples, mas a música ajuda!).
4. Betrayal (vídeo-clipe)
5. In The Morning (video-clipe)
6. Silent Screams (ao vivo no Brasil, Rock In Rio III, 2001 – matador!)
7. Never Satisfied (ao vivo em Anaheim, Estados Unidos, 2003 – saudosista)
8. Forgotten Generation: Metal God Essentials (videoclipe)
Rob Halford tem toda razão em insistir com esse material, pois, apesar dele ter sido responsável pela sua volta ao Judas Priest, inclusive fazendo mais sucesso e tocando mais do que o próprio Judas com Tim “Ripper” Owens, sua banda passou batida por grande parte do público em geral e imprensa. Merecia e ainda merece mais atenção, por isso esse magnânimo Metal God Essentials Vol.1! JCB – 10

STRAVAGANZZA
Requiem - Slipcase
Avispa Music – imp.
Power Metal Melódico algo épico, como quase toda banda latina, principalmente as italianas e espanholas fazem. Letras em espanhol em sua maior parte, arte gráfica primorosa, embalagem em slipcase, belíssimo mesmo. E que nem fala o psicólogo e médium Luis Gasparetto, o povo latino é dramático em tudo! Ou seja, italianos, portugueses, espanhóis, franceses e romenos (sim, França e Romênia são países latinos, sim senhor – aqueles que acham chique muitas das frescuras e futilidades franceses e aqueles que endeusam o conde Drácula, tirem seus cavalinhos rampantes da chuva – tudo isso é de origem latina) e todos os povos colonizados por eles (a América quase inteira e boa parte da África) tem esse dramalhão em coisas simples e sem necessidade para tanto. E muitas das bandas latinas, querem sempre dramatizar tudo ao máximo: seja nas letras, seja nas músicas e principalmente nos vocais – o melodrama ter que ser a exaustão, senão, não tem graça. Mesmo com tudo isso, o Stravaganzza se sai bem. Destaques para Grande, Nudos, Hermanos, Tu Esencia, Réquiem e Inmortal. E também para a linda embalagem em digipack! RS – 7,5

CYPHER SEER
Awakening Day
Sentinel Steel – imp.
Sabe aquele tipo de Power Metal dramático, bem daquela safra de Heavy Melódico italiano, de bandas como Sigma, Athena, Eldritch, Drakkar, etc.? Assim é o som do Cypher Seer, que é estranho até no nome. Só que a banda é norte-americana... Sim, da safra US Metal, mas de Metal americano, eles não tem nada, e se perdem, pois se copiassem o europeu com fidelidade, vá lá, mas pegaram o mais clichê e pior, e o mundo não precisa de bandas como eles. A capa é linda e remete aos bons discos do Mob Rules e se musicalmente, tivessem ido nessa veia se dariam melhor, mesmo assim, nem tudo está perdido, então como destaques V.666, Malachi’s Reign, Noctunal Apparition e Final Encounter. Colecionadores de belas capas e artes gráficas e bandas pitorescas ou que queiram ter de tudo, aqui tem mais um. RS – 7,0

MAGINI ANIMI VIRI
Heroes Temporis
Independente – imp.
A banda executa um som mais sei lá do que sei lá o que. Apesar da estética Metal, nem Metal é e nem Rock talvez. Sabe Ópera Metal? Então, só que aqui é levado ao extremo, mais Ópera e quase nada de Metal. Os vocais são operísticos de fato e de direito, quase nada de vocais de Metal. As faixas têm aquelas narrativas, tão usadas pelo Blind Guardian e as letras são todas em italiano. O drama na execução dos vocais mata qualquer oportunidade de saber melhor o instrumental, e se você for comprar Heroes Temporis, estará sendo pago seu produto mais pela embalagem do que pela música em si mesmo. Aliás, a embalagem digipack, encarte e tudo são belíssimos e valem cada centavo gasto. Já a música... RS
press@magnianimiviri.com

 

THE POLISHING OF METAL
Various
Emperor – imp.
Esta é uma resenha de um CD-ROM (isso mesmo, olha onde o Metal está chegando em termos de estrutura, complexidade, riqueza e criatividade de formatos e escolhas) baseado em um arquivo do canadense Derek McDonald, oito anos atrás, que chegou a ser publicado nos EUA. Derek é fundador e presidente da Emperor Records. The Polishing Of Metal tem cinco horas de música, 1600 biografias, 900 resenhas de discos, 19 vídeos, milhares de fotos, todas acessadas no computador via uma página do Adobe Reader (PDF), ou seja, não dá para piratear, embora esse CD-ROM seja CDR. Só obtendo o CD-ROM para você saber melhor, pois é muita informação, uma aula, antes de você sair de achando o sabidão só porque tem o último disco do Evanescence. Todo mundo que curte Rock e principalmente Metal tem que comer muuuuuuuito arroz-e-feijão antes de sair criticando ou tecendo comentário empíricos. De lambuja, falo do tópicos  O que é Heavy Metal?, mais “Por que eles nos odeiam?”, mapas contendo os sub-gêneros do Metal, trabalho que era feito no Brasil pela revista Somtrês, onde vinham pôsteres gigantes de 2 metros quadrados e vinham com arvores genealógicas de diversos estilos, vertentes e bandas. O CD 2 é um disco de áudio com boas bandas ainda desconhecidas nestas paragens como Penetrator, Seven 13, Stroker, Skulgrinder. RS – 8,0

ADAMANTRA
For Ever
SLV – imp.
Este EP contém quatro faixas com um bom Prog Metal com nuances de Melódico. As guitarras sãoo bem pesadas e riffs obscuros, seguindo essa nova tendência de Prog mais Dark, como tem feito Symphony-X entre tantos outros desde 2006 para cá. Em outros momentos a banda soa puro Heavy Power, ou seja, For Ever é bem pesado! O trabalho de teclados é interessante, colocados na hora e momento certo, além de alguns coros nos refrãos, meio como hinos e odes de louvor ao Metal ou causa que esteja cantando. Como são só quatro faixas, fico por aqui e deixarei você com você mesmo. Esperamos um trabalho completo para uma melhor audição e avaliação. RS – 7,0

STAINLESS STEEL
Molten Metal In Your Back
Karthago – imp.
A banda vem da Hungria e a capa mostra tudo o que o Stainless Steel tem para mostrar, letras sobre espadas, reinos, guerreiros, reis e rainhas e instrumental Power Metal épico. Nada demais, mas o fato da banda vir da onde vem, já é digno de nota e de se tirar o chapéu: afinal, todo mundo que esta começando se baseia em algo e nós quando começamos no Brasil esse negócio desse tal de Heavy Metal nos anos 80 era assim também. Temos que apoiar o Metal em todos os seus países, e fazer resenhas de acordo com a realidade do país, seja econômica, seja social, religiosa ou cultural (se um dia eu receber um CD de uma banda de Rock do Iraque, por pior que ela seja, vou ter coragem de falar mal, sendo que os caras estariam arriscando sua vida em fazer música “ocidental” e “americanizada” segundo eles?). A banda vem na linha Blind Guardian e Hammerfall e, se não trás tanto de novo, só esse fato pitoresco já vale sua curiosidade em ouvir Molten Metal In Your Back. Grandes influências de Heavy Tradicional inspirado na NWOBHM também! PR – 7,0

TWILIGHTNING
Swinelords
Spinefarm – imp.
Banda finlandesa que antes, seguia corretamente a cartilha Caminho Suave do Heavy Melódico da Finlândia, escrita pelo Stratovarius e tendo como o seu maior seguidor o Sonata Arctica. Seu antecessor, Delirium Veil, obedecia essa cartilha, com capa azul e com a música exatamente nestes moldes. Apesar dos clichês, Delirium Veil, era um puta disco, com grandes músicas bem feitas, compostas, tocadas e executadas (e bem produzidas também). Agora com Swinelords a banda rasga a cartilha e segue um caminho próprio e, apesar de menos apaixonante que Delirium Veil, ainda assim temos boas músicas que cativam. Aqui, eles pegam pesado nas letras, falando mais de temais atuais e da realidade e seu instrumental segue isso. Com um som mais cru e calcado no Heavy Metal Tradicional, como em Isolation Shell que abre o CD, bem anos 80, seguida, da faixa-título, mais melódica, mas mais rústica. Reflection Of The Cuckoo é uma porrada, e The Gun é cativante e gostosa, com melodias e guitarras matadoras! Enfim, Swinelords é um grande disco! JCB – 9,0

GROUND CONTROL
Insanity
Punishment 18 – imp.
Banda italiana de Heavy Metal. Se te vem á cabeça bandas do estilo Rhapsody, então esqueça! O Gorund Control deve ser a banda italiana mais alemã que exista! Puro Metal alemão, com riffs cortantes, viscerais e secos à Running Wild e Accept, coros como se fossem odes aos Deuses do Metal, bateria reta e seca, mas precisa, baixo pulsante e apenas o vocal fica um pouco abaixo da média, mas segura bem a bronca diante da proposta apresentada. A banda também tem muito de Thrash Metal, nesse caso, mais para a Bay Area do que para o alemão, mas em minha opinião, temos uma grande banda de Heavy Metal! Enfim procure o seu e tire suas próprias conclusões. RC – 8,0
info@punishment18records.com

CRYSTAL VIPER
The Curse Of Crystal Viper
Karthago – imp.
A banda polonesa faz um bom Power Metal com vocais femininos estilo anos 80, como Zed Yago. A banda soa datada e clichê lembrando formações dos anos 80 mesmo, como Doro, Warlock, Leather, Chastain, entre outras. Isso nos vocais, e no instrumental, idem, soa igual, igual. Ainda assim, e até por causa disso, fica legal essa proposta que, apesar de clichê, é bem feito e te fará viajar no tempo, ainda mais se você prestar atenção na produção abafada (que lembra as analógicas e o timbre dos discos de vinil), olhando para a capa, que lembrando grosseiramente os discos de Power Metal da década de ouro de todos os estilos. RS – 7,5

BLACK HAWK
Dragonride
Karthago – imp.
Banda tradicional do Metal alemão, na mesma veia de Gravestone e Noisehunter. A banda começou nos anos 80 e por isso, faz um som Heavy Metal Old Scholl bem oitentista mesmo. Desconhecida no nosso país (e em muitos também, puramente cult, só para os fãs fanáticos de Heavy Metal), a banda precisa ser ouvida por você. Claro, todos os clichês do estilo eles mostram, bem como tudo o que o Metal alemão fez até hoje e todas as suas características teutônicas. A banda debutou em 88 com o EP First Attack e em sua trajetória até chegar em Dragonride (você vê que os clichês se estendem até no título dos seus discos), a banda não mudou um fio de cabelo em sua música (ou em uma corda de guitarra). Só que é feito com tanto conhecimento de causa e tanto afã, que te contagia e te cativa, do começo ao fim. Enfim, nostálgico e bom pra cacete esse Dragonride! Altamente indicado para que gosta do verdadeiro Heavy Metal e não do “True” que de verdadeiro mesmo, não tem nada, apenas pompa e farofa. Dragonride é Metal de verdade!
JCB – 8,5

DÉJÀ VU
Bullets To Spare
Karthago – imp.
Power Metal do sul da Alemanha inspirado no Judas Priest. O que tem de bandas sueca e italiana soando como bandas alemãs, não está escrito. E o que tem de banda alemã soando como bandas inglesas, mais ainda. E a maioria delas calca seu som no Judas Priest! Também, é necessário citar que o próprio Metal alemão em geral foi influenciado em muito pelas bandas inglesas e a que mais o pessoal se inspirou foi o Judas. Esta banda aqui é mais uma e em suas treze faixas trás momentos de arrepiar, como Fall Of The Brave, Evil, Nightmare, Pain e Animatea, que são os destaques imediatos. A capa com cinto de balas, remete ao verdadeiro visual Metal. Recomendado para fãs do estilo! JCB – 8,0

RIPIO
En Alguna Parte De Este Mundo… Volvere
Independente – imp.
Linda embalagem digipack, linda capa. A produção sonora é pomposa. Mas a música... Ripio é uma das coisas mais irritantes que já ouvi até hoje! O som é Heavy Melódico meloso e chato, como se tornou o estilo se desgastando nos anos 80. A voz de Ripio é terrível, e as letras são em espanhol. Na boa, que quer carreira internacional no Heavy Metal, tem que cantar em inglês, na pior das hipóteses em alguma outra língua saxônica. Se é nacionalismo, então, não toquem Heavy Metal, pois se o Rock é um estilo universal, sua vertente Metal é a mais globalizada de todas. Se ainda ficasse legal mesmo que você não entenda nada, vá lá. Mas a métrica espanhola só funciona em países hispânicos e nada mais. RS
ripio1@hotmail.com


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