JORN
Lonely Are The Brave
Frontiers – imp.
Mais um disco solo da profícua carreira deste cantor norueguês, que já tocou com Masterplan, Allen / Lande, Avantasia, Millenium, Mundanus Imperium, Beyond Twilight, Ark, Yngwie J. Malmsteen, The Snakes, Vagabond e Wild Willy's Gang. Ele é um dos alunos da escola David Coverdale, e provavelmente o melhor da sala. Sua voz, além de Coverdale, tem algo do Dio. Sua música, na parte instrumental, tem muito de Whitesnake, com algo de Dio e Black Sabbath. Ele não muda a sua veia musical em Lonely Are The Brave, “apenas” criou mais nove músicas matadoras. Desta vez ele vem acompanhado por Jorn Viggo Lofstad (Pagan's Mind, Beautiful Sin) e Tore Moren (Arcturus, Carnivora) nas guitarras, Morty Black (Morten Skaget) (ex-TNT (Nor)) no baixo e Willy Bendiksen (Wild Willy's Gang, Company of Snakes) na bateria. Lonely Are The Brave, a faixa-título, abre o CD bem naquele pique 70’s e 80’s. O título, “solitário são os bravos” faz uma alusão a muitas pessoas que resistem, vivem e trabalham sozinhas, e também a ele, em carreira solo, na luta pelo Rock’n Roll. Esta é uma das melhores faixas de sua carreira solo, com um refrão marcante, inesquecível, no nível das melhores composições de suas fontes, Coverdale e Dio. Night City é mais cadenciada, arrastada, pesada e moderna, enquanto War Of The World é mais melodiosa que, se tem um andamento mais rápido e Heavy, tem uma cadencia no refrão e estrofes principais, com um final sendo um verdadeiro torpedo. Já Shadow People é aquele delicioso Hard’n Heavy característico de sua carreira, que apesar das comparações inevitáveis, ouvimos já um estilo próprio, e mais uma vez, mais um grande refrão, marcante, com uma grande interpretação vocal de Jorn e grandes riffs de guitarra. Em Soul Of The Wind é mais épica, e também contemporânea. Em Man Of The Dark, uma semi-balada (semi, pois é bem pesada, apesar de lenta – já que não se tem baladas no CD, o que mais se aproxima são estes petardos menos pesados). Promises é outro grande momento nessa mesma linha. Em The Inner Road, outro momento fadado a ser clássico. É como se você voltasse no tempo, onde todas as bandas lançavam músicas de qualidade, legais de se escutar e curtir e não ficar parando ouvindo para depois falar “os caras tocam pra caramba”. Sim, Jorn, esculpiu seu estilo próprio, e tem um talento ímpar para fazer refrãos legais, funcionais e que você não se esquece depois de ouvir o disco. Encerrando, a mórbida, quase Doom Hellfire. Apesar da música de Jorn ser “pra cima”, ela sempre é envolta em mistério, bom gosto, e um lado sombrio muito forte. Estaria Mr. Lande com esta faixa se candidatando a ser o próximo vocalista do Candlemass? Vai interpretar e ser emocional assim não sei aonde! É a deixa para ele vir tocar no Brasil em carreira solo, pois só o vimos com o Masterplan em 2003 e agora em 2008 com o Avantasia. JCB – 9,0
Track list:
1. Lonely Are The Brave 04:17
2. Night City 05:27
3. War Of The World 05:33
4. Shadow People 03:34
5. Soul Of The Wind 06:03
6. Man Of The Dark 05:11
7. Promises 04:44
8. The Inner Road 04:56
9. Hellfire 06:12
Bonus
10. Stormbringer
11. Like Stone In Water |