CALDERA
Mist Through Your Conciousness
Independente – imp.
Este é o primeiro full lenght da banda francesa Caldera, nascida em 2001 com dois EPs lançados. A banda é Christophe Lacroix (guitarra), Claude Lacroix (guitarra), Nat Papadacci (baixo) e Gianluca Curulla (bateria), membro mais recente. Aqui temos apenas músicas instrumentais, igual ao primeiro EP (no segundo, houve algumas incursões de vozes). Pode sugerir ser um disco de instrumentista ou Progressive Rock. Não. Temos um misto de Doom e Stoner. A banda tem idéias interessantes e se tivesse letras e vocais (e os vocais fossem bons) teríamos resultados pra lá de gratificantes. São poucas faixas, apenas oito, todas longas. Black Sabbath, Blue Cheer e outros nomes setentistas nos vêem a mente mais facilmente, além de algo mais Stônico, tipo Cathedral. O instrumental é legal, repito, várias idéias boas, mas anseio por lançarem um disco com vocais. Vai ser melhor ainda, quiçá uma das melhores do Doom Metal atual! JCB – 7,0
caldera@neu.fr
   
Track list:
01. Coast Redwood
02. Juniper
03. Wollemia
04. F.i.r
05. White Pine
06. Alerce
07. Kareh
08. Dawn Redwood

V/A
Metal Ramada Of Karthagos Dragons
Karthago – imp.
A gravadora Karthago Records é especializada em lançar bandas de True Metal, relançar bandas obscuras dos anos 80 e 90 e tudo o mais. Agora, eles lançaram uma coletânea com vários grupos do estilo, alguns de seu cast. Não citamos destaques em coletâneas. Muitas revistas e sites o fazem, mas não falam tudo o que contém nos compilados. Nós somos do contra e preferimos citar todas as bandas, com todas as faixas e aqui, conseguimos pesquisar e sintetizar cada faixas o que é (versão demo, ao vivo, rara, exclusiva na coletânea, em versão do corrente CD, faixas ainda não lançadas, e etc.). Segue abaixo então a relação e eu recomendo a você comprar este CD. RS – 8,0

Track list:
ZARPA - Crystal Viper warriors (unreleased english version exclusively for this compilation)
CRYSTAL VIPER - Out there - survivors (exclusively for this compilation)
EXISTENCE - Sword in my hand (previously unreleased)
RAVAGE - The end of tomorrow (previously unreleased)
PIEL DE SERPIENTE - El huracan (Demo-Version)
PERTNESS - Religious liberty
DEJA VU - Metalhead (Liveversion exclusively for this compilation)
EAR DANGER - Beelzebub's Friend (previously unreleased)
OVERDRIVE - Louis IX
GALLOWS POLE - Run for cover (Version 2008, exlusively for this compilation)
BLACK HAWK - Let me know
BURNER - Razor wire rock (first time on CD)
RITUAL STEEL - Knights of steel (first time on CD)
BLACK ANGELS - Gonna run (first time on CD)
BUFFALO - Cold as night
AREA - Killer (first time on CD)

PIEL DE SERPENTE
El Veneno Se Extiende
Karthago – imp.
Banda de Valencia, Espanha, de um bombástico Power Metal Melódico, mas que em muitos momentos esbarra no Hard Rock. Na veia dos patrícios do Zarpa e Tierra Santa, eles cantam em espanhol e tem letras bobas. Apesar de estranho, seu som é legal, bem oitentista e bem aquele dos anos 90. Os caras têm grande poder de composição, com faixas certeiras. A gravadora diz que o CD vem com bônus track. Mas o que é bônus track? Os caras Poe algumas faixas e dizem que uma é bônus track. Pra vender mais ou é por que é chique? Se colocaram no disco é porque quiseram! Porra! Eles apareceram em 2004 e debutaram em 2005 com Encenderé Tu Fuego, algo ingênuo, agora, eles voltam três anos mais tarde mais maduros, mas pela língua, forma de cantar e até o instrumental, será difícil fazer sucesso fora dos países de língua espanhola. Ao menos são muitas faixas, treze no todo. Dá para você escolher, algumas boas dentre tantas.
RS – 7,0

Track list:
1- Muérdeme
2- El Huracán
3- Lágrimas Sobre El Cristal
4- Vuelve A Mí
5- Marioneta
6- Víctima Del Tiempo
7- Leyendas Del Rock
8- Jardín De Espinas
9- El Juramento
10- Viuda Negra
11- No Esperes Más
12- El Beso Del Sol
13- Carpe Diem

ASTRAL DOORS
New Revelation
Locomotive – imp.
Mais um bom álbum desta já tradicional banda de Metal sueco. Quando surgiram e estouraram com Of The Son Of The Father eles faziam um delicioso Metal Clássico e suas músicas remetiam a discos de Dio e Black Sabbath, principalmente da fase Tony Martin. Of The Son Of The Father era um misto de Headless Cross e TYR, ambas desta maravilhosa fase. Neste disco, a banda soava como um clone do Sabbath destes tempos. Sua música “evoluiu” e os Astral Doors tiveram uma sonoridade mais própria e exclusiva, o que é primordial para o desenvolvimento da carreira de qualquer banda. Mas para os que se viciaram e se apaixonaram com Of The Son Of The Father, passaram a gostar menos do grupo. Sendo assim, New Revelation não é o melhor disco da banda nem tão mais bombástico como já fora no passado. Mas ainda assim, é um grande disco. Destaco Pentecostal Bound, que lembra aquela fase, podendo estar tanto no Of The Son Of The Father, quanto ter um pique e andamento como Lawmaker, do TYR. Bastard Son, novamente remete àquela fase, sendo no estilo Feels Good To Me, uma meia balada, meia Heavy, bem dramática. Já a dura Planet Earth, arrastada, meio Progressiva, moderna e mais grave, é um prenúncio da nova sonoridade da banda, mas bem legal. Cold War Survivor relembra os momentos de começo de carreira da banda, agradável, fria, algo Hard, com aquelas paradinhas entre as estrofes que só eles e o Black Sabbath sabem fazer! E que refrão! E que solo! Disparada a melhor faixa do album! E o que dizer da tétrica e marcante Shores Of Solitude? Está aí o trunfo do Astral Doors. Ao contrário de 90% das bandas de Metal atual que fazem composições retas, sempre a mesma intro, mesmas estrofes com a mesma duração, refrão idem e o mesmo tempo para solos, e encerrando da mesma forma, no AD, eles não têm essa regra: cada música tem uma estrutura distinta das demais, fora o talento para fazer solos que sejam melodiosos e que se transforme em outra música dentro da mesma música! Mais o talento de criar musicalidade no cantar das letras, não só acompanhando, repetindo a musicalidade dos riffs! Encerrando a épica Mercenary Man, igualmente excelente! Me arrisco a dizer que New Revelation é o segundo melhor disco da carreira da banda, só perdendo para o já citado Of The Son Of The Father. Destaque ainda para a bela embalagem digipack e para a belíssima capa. Demais! JCB – 9,0

Track list:
1. New Revelation
2. Freedom War
3. Pentecostal Bound
4. Bastard Son
5. Waiting for the Master
6. Planet Earth
7. Quisling
8. Cold War Survivor
9. The Gates of Light
10. Shores of Solitude
11. Mercenary Man

SEVEN WITCHES
Deadly Sins
Locomotive – imp.
Este com certeza, deve ser o disco mais diferenciado do Seven Witches. A banda do guitarrista Jack Frost (ex-Metalium e ex-Savatage) ganhou renome dentro do Underground e hoje é uma das bandas de status médio dentro da cena Power Metal. A banda quer deixar de vez o estigma de Judas Priest cover, deixando esse cargo a cargo do Primal Fear, embora seus primeiros discos são verdadeiros murros no esôfago. Mesmo assim, a intensidade do melhor do Heavy metal, seja Power, seja US Metal ou NWOBHM vem todas juntas condensadas em mais dez faixas, a começar pelo assalto da faixa-título, um quase Thrash, de tamanho peso e potência, saídas das guitarras de Mr. Frost, que em breve vai entrar para o “Riffmaker Hall Of Fame” junto com Dave Mustaine (Megadeth), Tony Iommi (Black Sabbath), Annihilator (Jeff Waters), Scott Ian (Anthrax), Gary Holt (Exodus) entre tantos. Note que o Power Metal do Seven Witches não tem muita coisa de Melódico e é extremamente pesado, como gosta o pessoal true. Commerce é outro momento que remete perto do Heavy Thrash, com riffs à Jeff Waters. Outro bom momento é Knowledge e mostra que o disco é direto e reto, sem frescuras, até nos nomes das músicas, a maioria de uma palavra só. Tudo bem que as vezes se tem uma escorregada, como a balada Man Of The Millennium, naquele tipo de balada dos anos 80 comuns em algumas bandas de Metal daquela época. Sim, não é uma balada xaropenta, mas uma balada “com bolas”, mas mesmo assim, dispensável. Ainda bem que na seguinte, Politics, as coisas voltam ao normal. Encerrando, a cadenciada, quase Hard, mas pesadona e bem grave, The Answer. Que Jack Frost nunca mude e continue cada vez mais Metal assim desse jeito! JCB – 8,0

Track list:
01. Deadly Sins
02. Science
03. Commerce
04. Worship
05. Knowledge
06. Pleasure
07. Wealth
08. Man Of The Millennium
09. Politics
10. The Answer

REVOLUTION RENAISSANCE
New Era
Frontiers – imp.
Como todos já sabem, o Stratovarius já era. Os caras não se suportavam, se separaram em 2005, retornaram, mas não conseguiram ir adiante. Mas seu líder, guitarrista e compositor Timo Tolkki já sabia o que iria fazer após o óbito de sua ex-banda. E era o Revolution Renaissance. Embora a banda tenha mais cara de projeto ainda do que uma banda com toda a estrutura de uma, até pelo nome composto e completo (o nome Stratovarius era mais direto), o grupo (se é que já podemos chamar assim) nasce grande. Claro, Tolkki tem que começar tudo do zero novamente, mas agora já com um nome fortíssimo, sendo que antes, no começo do Stratovarius, era um mero desconhecido e iniciante. Hoje, a banda já está estabilizada com integrantes fixos e seu vocalista é o brasileiro Gus Monsanto (que já foi vocalista do francês Adagio). Mas para gravar este disco, talvez para chamar mais a atenção, Tolkki contou com três vocalistas como convidados: Tobias Sammet (Edguy e Avantasia), Pasi Rantanen (Thunderstorm) e Michael Kiske (dispensa apresentações). Isso deu cara de projeto ou Ópera Metal, mas não é. O nome da banda também faz menção à época renascentista, do qual influiu muito a carreira e a música de Tolkki. Heroes abre com Tobias Sammet no vocal. Música fácil, rápida, Speedy Power Metal Melódico, como muito já feito pelo próprio Stratovarius e pelo Edguy de Sammet. Aliás, Tolkki se vingou, afinal, ele já participou do Avantasia de Mr Sammet e agora foi a hora de devolver o favor. A faixa seguinte, I Did it My Way conta com Michael Kiske, com algo do Stratovarius da fase última, do disco Stratovarius, mais Heavy Tradicional, quase Hard Rock, com Kiske detonando nos vocais. Como canta esse cara! O refrão é mágico é essa música é como se fosse Kiske vocalista do Stratovarius ou ainda tivesse gravado um CD novo de inéditas com o Helloween. Seguindo, We Are Magic com Pasi Rantanen, que poderia ser alguma música do Infinite. Pasi ainda esgoela em Eden Is Burning, uma das mais cadenciadas e Progressivas do disco, sua melhor participação nele das três que canta. Kiske canta na balada Angel, para mim, dispensável, bem como Keep The Flame Alive, mostrando que nas letras, Tolkki não economizou em temas sombrios e desesperançosos. Aquela cara de Metal alemão Melódico típica do Edguy e afins, volta com Glorious And Divine com os vocais de Tobias. Esta faixa poderia estar em algo de seu Avantasia também. Em Born Upon The Cross volta o lado cadenciado, ainda que Progressivo, mas mais pesado. Me pego ouvindo essa faixa e tomo um susto, pois seu refrão remete ao Black Sabbath da fase Dio, com aquele peso lento e vocais rasgados e interpretativos. Posto isso, nos teclados, você chega a ver um fantasma de Jens Johansson. Aliás, estes fantasmas rondam o disco. Em We Are Magic eu já havia imaginado o ex-baixista Jari Kainulainen tocando com aquele jeitão dele. Esse deja-vu volta em Last Night On Earth, que poderíamos realizar Michael Kiske como se fosse vocalista do Stratovarius por um momento. Encerrando, a épica e Progressiva faixa-título, linda, matadora, cadenciada, com riffs memoráveis e dos melhores refrãos que Tolkki já compôs. Para cantar nos shows fazendo movimentos com os punhos ao ar. Desta vez, Tolkki usou de originalidade zero. Pois quase tudo aqui remete ao Stratovarius e ao Metal Melódico alemão, fonte do qual sua ex-banda bebeu, usou e abusou por mais de uma década. Mas se Tolkki teve originalidade zero, ele teve genialidade mil! Pois conseguiu criar músicas nessa linha que gostamos, mas com talento e criatividade, que nos empolgue a ouvir e querer repetir o álbum todo. Coisa que Gamma Ray e Helloween não conseguem mais compor, só requentando velhas idéias do passado. Parabéns a Tolkki! JCB – 9,0

Track list:
01. Heroes (Tobias Sammet)
02. I Did it My Way (Michael Kiske)
03. We Are Magic (Pasi Rantanen)
04. Angel (Michael Kiske)
05. Eden Is Burning (Pasi Rantanen)
06. Glorious And Divine (Tobias Sammet)
07. Born Upon The Cross (Pasi Rantanen)
08. Keep The Flame Alive (Michael Kiske)
09. Last Night On Earth (Michael Kiske)
10. Revolution Renaissance (Michael Kiske)

JORN
Lonely Are The Brave
Frontiers – imp.
Mais um disco solo da profícua carreira deste cantor norueguês, que já tocou com Masterplan, Allen / Lande, Avantasia, Millenium, Mundanus Imperium, Beyond Twilight, Ark, Yngwie J. Malmsteen, The Snakes, Vagabond e Wild Willy's Gang. Ele é um dos alunos da escola David Coverdale, e provavelmente o melhor da sala. Sua voz, além de Coverdale, tem algo do Dio. Sua música, na parte instrumental, tem muito de Whitesnake, com algo de Dio e Black Sabbath. Ele não muda a sua veia musical em Lonely Are The Brave, “apenas” criou mais nove músicas matadoras. Desta vez ele vem acompanhado por Jorn Viggo Lofstad (Pagan's Mind, Beautiful Sin) e Tore Moren (Arcturus, Carnivora) nas guitarras, Morty Black (Morten Skaget) (ex-TNT (Nor)) no baixo e Willy Bendiksen (Wild Willy's Gang, Company of Snakes) na bateria. Lonely Are The Brave, a faixa-título, abre o CD bem naquele pique 70’s e 80’s. O título, “solitário são os bravos” faz uma alusão a muitas pessoas que resistem, vivem e trabalham sozinhas, e também a ele, em carreira solo, na luta pelo Rock’n Roll. Esta é uma das melhores faixas de sua carreira solo, com um refrão marcante, inesquecível, no nível das melhores composições de suas fontes, Coverdale e Dio. Night City é mais cadenciada, arrastada, pesada e moderna, enquanto War Of The World é mais melodiosa que, se tem um andamento mais rápido e Heavy, tem uma cadencia no refrão e estrofes principais, com um final sendo um verdadeiro torpedo. Já Shadow People é aquele delicioso Hard’n Heavy característico de sua carreira, que apesar das comparações inevitáveis, ouvimos já um estilo próprio, e mais uma vez, mais um grande refrão, marcante, com uma grande interpretação vocal de Jorn e grandes riffs de guitarra. Em Soul Of The Wind é mais épica, e também contemporânea. Em Man Of The Dark, uma semi-balada (semi, pois é bem pesada, apesar de lenta – já que não se tem baladas no CD, o que mais se aproxima são estes petardos menos pesados). Promises é outro grande momento nessa mesma linha. Em The Inner Road, outro momento fadado a ser clássico. É como se você voltasse no tempo, onde todas as bandas lançavam músicas de qualidade, legais de se escutar e curtir e não ficar parando ouvindo para depois falar “os caras tocam pra caramba”. Sim, Jorn, esculpiu seu estilo próprio, e tem um talento ímpar para fazer refrãos legais, funcionais e que você não se esquece depois de ouvir o disco. Encerrando, a mórbida, quase Doom Hellfire. Apesar da música de Jorn ser “pra cima”, ela sempre é envolta em mistério, bom gosto, e um lado sombrio muito forte. Estaria Mr. Lande com esta faixa se candidatando a ser o próximo vocalista do Candlemass? Vai interpretar e ser emocional assim não sei aonde! É a deixa para ele vir tocar no Brasil em carreira solo, pois só o vimos com o Masterplan em 2003 e agora em 2008 com o Avantasia. JCB – 9,0

Track list:
1. Lonely Are The Brave 04:17
2. Night City 05:27
3. War Of The World 05:33
4. Shadow People 03:34
5. Soul Of The Wind 06:03
6. Man Of The Dark 05:11
7. Promises 04:44
8. The Inner Road 04:56
9. Hellfire 06:12
Bonus
10. Stormbringer
11. Like Stone In Water

SAINT
Crime Scene Earth
Armor Records – imp.
Uma das inesquecíveis bandas dos anos 80, voltou com tudo na cena dos anos 2000 (ou atual década de 00, se preferir). A banda não perdeu o jeito de fazer Power Metal Tradicional, sem as melodiquices noventistas, mas com muito peso, agressividade e passagens cadenciadas e mais lentas. É você ouvir e se imaginar no meio de muita fumaça de gelo seco e luzes coloridas piscando incessantemente. Half A Times Measure é pesada, direta, crua e nua, reta e certeira. Mais anos 80, impossível. Já Terror In The Sky é mais cadenciada, lembrando algo do US Metal oitentista e até a NWOBHM. O Saxon fez muitas faixas assim, climáticas e sensacionais. Em Everlasting God a banda se mostra um pouco mais moderna, advindo com a pesada, agressiva, quase Thrash, mas também quase Hard faixa-título, sombria e tenebrosa como o estilo pede. Aliás, a banda sempre primou por músicas mais bem trabalhadas e pesadas do que com velocidade. Too Many começa bem técnica, intrincada e quebrada, lembrando muitas bandas de Prog e Neoclássicas. Invader é bem rápida, bem Power Metal, bem Rock’n Roll. Encerrando com Lost, a mais Judas Priest de todas, sem dúvida! Matadora, veloz, com aquelas paradinhas, só voz e bateria, para voltarem com os riffs incandescentes com tudo depois. Não menos do que excelente. Aqui temos mais uma grande obra sombria! RS – 9,5
 
Track list:
1. Half A Times Measure
2. Terror In The Sky
3. Everlasting God
4. Crime Scene Earth
5. The Judas In Me
6. Too Many
7. Invader
8. Bended Knee
9. Lost

ASIAN TYPHOON X.Y.Z.-A
Wings
Nightmare – imp.
Minoru Nihara não é um nome a ser esquecido pelos fãs Metal dos anos 80. O vocalista original japonês de lendas como o Loudness (agora re-entrou na banda, penso eu), Nihara lá estava cantando quando brilhantes álbuns como The Law Of Devil’s Land (1983), Disillusion (1984), Thunder In The East (1985) e Shadows Of War (1986 – ou Lightning Strikes), pronunciou-se a alimentar a nossa fome puro Metal nessa época. E eu estava me perguntando que Nihara foi até estes anos, quando ele ainda era ativo e de todas as coisas deste; bem, aqui está o que ele é até então. Não é uma equação matemática, é o verdadeiro nome da banda para o mercado japonês. Eles decidiram que Asian Typhoon seria uma escolha mais adequada para um nome para uma versão norte-americana, e eu não culpo deles, para ser honesto. Não sei se é o Nihara o líder, mas a banda já existe desde 2000, com quatro álbuns de estúdio antes (o primeiro saiu em 1999), mais meia dúzia de singles e um DVD com lançamento em 2003. Então, por que "Wings", o CD, originalmente lançado em 2006 no Japão através XYZ Records, a banda vê esta versão flertar com o Clássico / Melódico / Semi-Prog Metal com alguma porção da moderna música Hard Rock. A guitarra tem um trabalho notável, com riffs e licks intermináveis. Inevitável a comparação com o Loudness, afinal, os principais clássicos da banda tiveram a voz de Nihara. Eles seria uma espécie de Glenn Hughes, Tony Martin ou Joe Lynn Turner japonês. Destaques para A Man Has Captured The Sun, I Love Rock And Roll Life e Absolutely Wonderful Night. RS – 8,5

Track list:
1. Heavy Road
2. A Man Has Captured The Sun
3. I Love Rock And Roll Life
4. Screamers
5. I am Addicted to You
6. Optimism self Therapy
7. Absolutely Wonderful Night
8. Inclubation
9. For Whom the Bell Tolls
10. Wings~ Fire Bird (Medley)

SIX MINUTE CENTURY
Time Capsules
Nightmare – imp.
Melódico Groove Heavy Rock com uma borda distintamente de Metal Progressivo. A banda é uma revelação Power Prog Metal de Houston, Texas, EUA. Formada no verão (norte-americano) de 2004, a banda tornou-se uma das principais potências do estilo na área. Formada pelo guitarrista Don LaFon (Krucible, Mystic Cross, Logan), a banda, que também possui a baixista John Amostra e Darren Davis (Outworld) na bateria, eles apostam numa mistura de Power / Prog Metal com o groove mais meridional do estilo Metal. Adicionou à as melodias vocais de Chuck Williams e você terá um som musical e instrumental na veia do Savatage, Dio e Kamelot, com o estilo vocal do Fates Warning e Dream Theater. Ou seja, som mais norte-americano é impossível. Só pegaram bandas de qualidade, todas épicas e todas dotadas de muita técnica, vocal e instrumental, como referência. Chuck Williams escreve letras sobre muitos acontecimentos históricos para acompanhar Don LaFon em orquestrações na parte musical. Uma parceria perfeita, como Roy Khan / Tomas Youngblood e Dio / Vivian Campbell nos seus três primeiros discos. Realmente, indicado para fãs ainda de Edguy, Manowar, Avantasia, Queensryche, Dream Hammerfall, e por aí fora. Ou seja, Metal, Metal e Metal, seja ele Prog, Power ou Heavy! Destaques para The Perfect Picture, One Man’s Dream, Saved In Time e a arrepiante April 19, 1995. Onde você estava em 19 de abril de 1995? RS – 8,5

Track list:
1. Under The Moonlight
2. The Perfect Picture
3. One Man’s Dream
4. April 19, 1995
5. Zero Hour
6. Guitar Concierto
7. Saved In Time
8. Heaven s Gate
9. Get Your Wings
10. Seven Seas

SACRED DAWN
Gears Of The Machine....A New Beginning
Nightmare – imp.
Progressive Melodic Power Heavy Metal, com passagens que ora raspam no Thrash e ora abraçam o Hard Rock. Este estilo chegou a exaustão ainda na sua época de apogeu, na segunda metade dos anos 90. A Alemanha e os Estados Unidos foram os países que mais apostatam no país e deleites como Kamelot, The Sygnet, entre tantos surgiram nessa seara. A banda tem no seu cantor um poderoso tom vocal profundo e rico, sem abusar dos agudos e nem soltar gritinhos adoidadamente. Com uma inovadora combinação de Heavy Metal e Hard rock e uma mistura original de harmonias vocais, o Sacred Dawn proporciona uma das mais originais experiências musicais dentro do Metal Progressivo ouvida em um longo tempo. Apesar deste nicho de mercado e nicho musical estar pra lá de desgastado, a banda conseguiu, racionalmente e intelectualmente, unir todos os elementos que os fãs deste “nicho” queriam ouvir, sem formulas repetidas a exaustão. Indicados para fãs de Symphony X, Cage, Firewind, Kamelot, e até Epica, sim, já que eles têm elementos sinfônicos e sombrios, confundidos com Góticos. Destaques para Master Of Thought, Walls Of Jericho, Asmodeus e Devil Went Down To Georgia. RS – 8,0

Track list:
1. (Worlds Apart) The Desire
2. Master Of Thought
3. I m the One
4. Hatred
5. Walls Of Jericho
6. Approval
7. Asmodeus
8. Soldier s Plea
9. Shadows
10. Time Will Tell (The Man)
11. White Road, Black Sun
12. Gears of the Machine
13. Devil Went Down to Georgia

ORDER OF NINE
A Means To Know End
Nightmare – imp.
Esta nova versão da “Ordem dos Nove,” vê uma nova linha para o cantor Michael Degrena, e qual um enorme passo em frente para a banda, rápido e muito mais tecnicidade e de poder nestas bandas deste tipo de som. O Power Metal da “Ordem dos Nove” tem sido uma constante no ressurgimento do Heavy Metal para o mainstream. Formado em 97 sob o nome Templars, a banda passou 10 anos dedicadas à escrita e gravação de True Metal Power Metal. Sim, eles não pegaram a onda dos Hammerfall como muitos, eles são contemporâneos a isso. Discos como A Touch Of Winters Discontent de 1997, Of Once And Future Kings de 2001 e Season Of Reign de 2005. Eles se acostumaram a gravar discos a cada quatro anos. Quebraram a escrita e lançaram A Means To Know End em março de 2008, pela incansável Nightmare Records. A diversidade de influências da banda são claras sobre esta viagem ao Metal, a partir de Thrash / Power Metal Progressivo e ao puro Heavy Meta Tradicional.The production by gold record Producer Bill Korecky. A produção de ouro pelo registro do produtor Bill Korecky. Influências latentes de Queensrÿche pelo vocal de Michael Degrena. Claro, o som da banda acaba sendo sombrio, aliadas à guitarras neoclássicas de Yngwie Malmsteen. Destaques para a faixa-título, An Offered Hand, Ghost Of Memories e Show No Remorse. RS – 8,0

Track list:
1. Single Shot
2. A Means to Know End
3. Devotee
4. In the Know
5. An Offered Hand
6. Ghost Of Memories
7. Gods at War
8. Ninth Knight
9. Show No Remorse
10. Last Dance

SANDALINAS
Living On The Edge
Nightmare – imp.
A banda Sandalinas, do guitarrista Jordi Sandalinas, lança o seu segundo produzido por Andy LaRocque (parceiro do satanista King Diamond), que também conta com Rick Altzi (vocalista - At Vance), Patrick Johanson (Bateria - Yngwie Malmsteen), Mick Cervino (baixista - Yngwie Malmsteen) e Elias Holmid (teclado - Dragonland). Ou seja, esta banda conta com um time de feras. Difícil classificar a música deles. Todos catalogam como Prog Metal, mas me arrisco a colocá-los no espectro do Heavy Metal mesmo, pois eles desfilam e destilam várias nuances, dentre delas as mais tradicionais num excelente disco e para mim, uma grata surpresa! O álbum também conta com alguns convidados, como Derek Sherinian (ex-Dream Theater) em Season In The Sand, Chris Caffery (Savatage) e Andy LaRocque em vários solos de guitarra. A capa feita por Derek Riggs, que se consagrou fazendo as capas mais clássicas do Iron Maiden (aliás, não sei porque renegam o trabalho dele e chamam outros caras que jogam lama no contexto visual do Eddie – assim como não entendo eles chamarem o Kevin Shirley para produzir seus novos discos) e trouxe esse classicismo para o Sandalinas que, no Brasil soa como um nome esquisito, parecido com sandália, mas é o sobrenome de Jordi, o que fazer? Living On The Edge abre bem porrada, bem Hard Rock, lembrando os bons momentos do Bob Rock, enquanto a cacetada All Along The Everglades poderia estar num dos últimos discos do At Vance. Claro, eles também vão fazer a festa de fãs de Metal Melódico, ainda mais os mais classudos, como Circle II Circle, Jorn Lande e Edguy. Em Conqueror, The, baixa o David Coverdale em Rick Altzi, já que o mesmo é uma de suas maiores crias, depois de Jorn Lande. E assim vai, alternando o Hard, Melodic e Prog com algo bem Power. Grande álbum e a banda é uma das revelações dos últimos meses! Enfim, temos um disco grandioso, que vai despontar aos ouvidos de quem ouvi-lo, e muitos irão apreciá-lo, tenho certeza! JCB – 8,5

Track list:
1   Living On The Edge
2   All Along The Everglades
3   Ritual Of Truth, The - (with Stefan Ingelstrand)
4   Follow Me
5   If It Wasn't For You - (with Stefan Ingelstrand)
6   Day The Earth Died, The
7   Conqueror, The
8   Heaven In You
9   Back In Time
10   Die Hard

SCELERATA
Darkness & Light
Nightmare – imp.
A banda vem com um nome fácil, com referência à música clássica, tão usualmente feitas e concernidas por banda de Metal Melódico. Vide “Stratovarius”, “Sonata Arctica” entre outras. E claro, o Scelerata (nome bem sacado) também segue essa linha “Tradicional” de Heavy Melódico, ao bom estilo finlandês que é influenciado pelo estilo alemão. Mas em Darkness & Light vemos tudo isso de um jeito que já exista há muito tempo e ninguém dá atenção, que seria o Melódico, mas da escola brasileira! A banda é gaúcha e, apesar de o Estado ser tradição e ter grandes nomes no Metal Extremo (Death Metal, Black Metal, Doom Metal – principalmente – e Gothic Metal), o mesmo também apresenta nomes fortes no Melodic Metal. o Scelerata não chega aos “extremos” dos conterrâneos do Burning In Hell, aqui, eles fazem um som mais classudo. Carl (vocal), Magnus e Bruno (guitarras), Gustavo (baixo) e Francis (bateria) fizeram um grande disco em Darkness & Light, que conta com grandes convidados, produção matadora nível gringo e masterizado por Dennis Ward (Pink Cream 69, e se tornou um dos melhores produtores da atualidade, tendo produzido os trabalhos recentes do Angra) e co-produzido por Thiago Bianchi (Karma, Vox e agora Shaman). Sem destaques individuais das músicas, apenas a citação para The Spell Of Time, com participação de Edu Falaschi, do Angra. Sem dúvidas, Darkness & Light é um disco acima da média! RS – 8,0

LANFEAR
Another Golden Rage
Nightmare – imp.
A banda de Metal Progressivo alemã Lanfear lançou seu novo disco, Another Golden Rage, sucessor do bom The Art Effect. As gravações decorreram durante o mês de Outubro nos estúdios Dreamscape, em Munique, Alemanha. Para mim eles são uma das melhores bandas de Alemanha, que absolutamente não têm a esconder por detrás dos concorrentes internacionais. Pelo contrário, como esses rapazes têm-nos sempre satisfeito com grandiosas obras do Heavy Metal que contém tudo o que precisa para a minha mente. Em termos de melódico, rápido e melodias cativantes, Another Golden Rage não decepciona ninguém. Muito de Metal tradicional temos aqui. Confira você mesmo esta grande obra desta boa banda alemã de Prog (mais uma). RS – 7,5

Track list:
1   Another Golden Rage
2   Unrestrained, The
3   Dispraise
4   Transmigration
5   Eclipse
6   Shades Of Black
7   Voice Within, The
8   In Silence
9   Eternally
10   What...For
11   Outliving The Ages

ANGUISH FORCE III
Invincibile Imperivm Italicvm
My Graveyard – imp.
Invincibile Imperivm Italicvm é o terceiro álbum do italiano Anguish Force e é um conceito sobre o Império Romano. O estilo da banda é uma mistura de Heavy anos 80, Épico, Speedy, Power e Thrash Metal. Nenhuma novidade, correto? A banda ainda peca por uma capa simplista, que perde para as concorrentes de sua própria gravadora, e a arte de Invincibile Imperivm Italicvm remete mais ao Prog Metal do que ao Power True Metal O vocal é apavorante, mas não no sentido de Black Metal, quando é desafiador, mas apavorante porque em alguns momentos dá nós nervos. De todas as bandas italianas que recebemos, este foi o que deixou a desejar. O vocal sempre foi um ponto fraco nas bandas italianas, muitas das quais corrigiram ao longo do tempo. Claro, na terra da Ópera, eles são os maiores, mas o problema é para cantar músicas em inglês, muitas vezes com sotaque macarrônico. Como é o caso aqui. O instrumental raspa no Thrash Metal ainda e também, muitas idéias interessantes, mas que urgem para serem melhores lapidadas, e uma troca de vocalista urgente, pois a banda esbanja em potencial. E olha que a banda não é tão novata assim, pois Invincibile Imperivm Italicvm já é o quarto disco da carreira da banda. Mesmo assim, se você é como eu, colecionador de tudo o que é coisa de Metal italiano, vale para ter na sua coleção, como aquela figurinha que falta para preencher o seu álbum. JCB – 7,0

Track list:
1- The Impact II
2- The Chalice of Steel
3- Into the Arena of Blood
4- The Silence After the War
5- Fighting Warriors
6- Rome Over England
7- Ride the Brave
8- No Hostages
9- The Fight
10- Follow the Rainbow

ASSEDIUM
Fighting For The Flame
My Graveyard – imp.
Banda italiana como quase tudo que a My Graveyard lança, desta feita, de Power Metal épico, misturado com pompas de Thrash Metal. Sim amigos, Metal épico na Itália não se resume só a Rhapsody nem eles que inventaram o estilo. Os anos 80 aqui falam alto, com verdadeiras influências de Manowar. Mas com sua latinidade, eles acabam soando mais com as bandas do seu próprio país, que tem um jeito especial de retratar e entender o Heavy Metal por lá. O Assedium remete a bandas como Domine, Drakkar, Frozen Tears, Kaledon, Highlord, Labyrinth, Rosae Crucis, Secret Sphere, Sigma, White Skull entre tantas outras. Uma pena que ninguém mais lance as bandas italianas no Brasil, pois este tipo de Heavy tem um grande público por aqui. A Rock Brigade, A Hellion e a Megahard inundaram nossas lojas no final dos anos 90 com estas maravilhas e agora temos que recorrer aos importados. A capa é belíssima e sua sonoridade e menos melódica e mais Thrashy do que as citadas. A bela e longa (quase oito minutos) Ivanhoe - The Knight Errant tem muito de Heavy Tradicional e mostra ainda que a banda bebeu também na NWOBHM, com os riffs cavalgados, parecendo algo de Powerslave do |ron Maiden. Por demais, destaques para a também “maideniana” Romanitas, a Speedy Achaean Glory, a épica e egípcia (que bela melodia tem essa música, arrepiante!) Osiris. Encerrando, a longa e Progressiva Where Seawolves Dare. Mais um disco e mais uma banda a honrar a tradição do Metal italiano. JCB – 8,0
 
Track list:
1. Winter Is Coming 04:43
2. The Flame 04:27
3. Ivanhoe - The Knight Errant 07:40
4. Primal Rage 05:10
5. White Godess 04:58
6. Desecration 04:51
7. Romanitas 05:42
8. Achaean Glory 06:20
9. Osiris 05:13
10. Where Seawolves Dare 09:13


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